Fosfoetanolamina morta, fosfoetanolamina posta. Longa vida às doulas

A imprensa bem que tentou, mas a fosfoetanolamina está com os dias contados, depois que aquela bosta foi reconhecida como oque realmente é: uma palhaçada não muito diferente de comprimido de farinha. O “pesquisador”, não tendo para onde correr, disse que o testes estavam errados mimimi e, bem, se não é medicamento que tal distribuir como suplemento, hein? Por favorzinho!

Como fosfoetanolamina agora é cachorro morto, as pessoas não têm mais motivo para processar o governo. Logo, voltaram com essa babaquice de “doulas”, gente que ajuda nos partos, para depois correrem pros hospitais quando dá merda.

Doulas são aquelas donas que dizem entender muito de parto, tendo aprendido com a mãe, com a avó, com alguém do tempo que passa pasta de dentes em queimaduras, queima bosta de vaca para espantar doenças em casa e cobre espelhos em noite de tempestade. Uma palhaçada medieval da era pré-científica.

Claro, aparecerá aqui um monte de gente dizendo que doulas são as melhores coisas do mundo. Vamos fazer uma listinha do que dirão. Preparem o Bingo:

(a) Eu faço uso é me sinto muito melhor.
(b) Minha vizinha/amiga/irmã seguiu o procedimento normal e teve muitas complicações.
(c) A indústria dos Planos de Saúde/Companhias Farmacêuticas/whatever não querem deixar de lucrar bilhões.
(d) Meu médico só prescreveu isso, pois ele me contou histórias horríveis sobre procedimentos convencionais
(e) É mais natural.
(f) Ninguém morre disso. As que morreram foi por causa do procedimento convencional.
(g) Vejam os relatos que tem na Internet. Por que mentiriam?
(h) Eu vi o relato dos pesquisadores envolvidos. Por que eles mentiriam?
(i) Vi os laudos de pesquisadores que prova que não funciona. Por que eles mentem?
(j) Tomara que você esteja sobre uma maca, implorando para ser salvo. vamos ver se você não apelará para tudo.

Atualmente, aqueles que acharem que hospitais são matadouros, pois o primo da cunhada da amiga de whatsapp da sua faxineira foi pro hospital e arrancaram suas vísceras numa missa negra. Isso não é legal e é por isso que algumas pessoas pouco informadas idiotas acham que faz muito mais sentido ficar em casa, achando que agentes infecciosos é lenda, pois, só aparecem em hospitais. Deve ser a cor branca que atrai. Não sei.

Então, a mulherada, na melhor modalidade Competição em 100 Neurônios Rasos, resolveram que têm porque têm que serem acompanhadas por doulas, isto, gente curiosa sem a menor formação na área. Algumas são “enfermeiras obstetras”, isto é, gente que estudou e parecem não ter aprendido nada, como normas de segurança.

O CRM do Rio de Janeiro já tinha proibido antes, via uma resolução, que profissionais sem formação na área de saúde (e não, gente que vai em casa para matar mosquito da dengue não está incluso, muito menos outros tipos de agentes de saúde similares participassem de partos). Como o Brasil é o país que odeia Ciência e as pessoas têm plena condição que elas são especiais demais para seguirem regras, que só podem ser para os outros, procuraram a Defensoria Pública do Estado do Rio para entrar com ações individuais que garantam a presença da retardada,, digo, doula, além do acompanhante, na sala de parto.

O Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) da Defensoria planeja, também, uma ação coletiva, para que o direito valha para todas as grávidas do Rio. Porque é uma grande sacanagem, uma putaria, uma sem-vergonhice que durante um procedimento sensível como este nós deixarmos a cargo de profissionais que estudaram anos a fio, com uma equipe pronta para qualquer emergência.

Atualmente, quem quer um parto domiciliar, precisa fazer às suas próprias expensas. Aí você contrata doula, pajé, mãe de santo, parteira, voodoo lady e o tosco do seu marido com aquela Camcorder JVC que usa fita K7 do tio Ariovaldo. Um projeto de lei (PL 717/2015) da vereadora Juliana Cardoso do município de São Paulo prevê que quem quiser ter o filho em casa, poderá contar com uma equipe médica do SUS. Isso faz até um certo sentido sentido, pois teremos gente capacitada, mas ainda acho que é idiotice em estar longe de um hospital

Meu filho nasceu em casa e…

Tá, meu filho. Muitas crianças nascem dentro de viaturas da polícia. Que tal isso? Programa Minha Patrulhinha, Minha Vida, para trazer crianças ao mundo? Sounds great!

De acordo com os defensores dessa bobagem, essas doulas não estão lá interferir no trabalho da equipe médica, e sim dar apoio psicológico, ou seja, inventamos o profissional placebo. Isso faz muito sentido no pessoal da Idade Média, que no máximo tinha um monte de mulher em volta dizendo que vai estar tudo certo. O fato dessa época ter alto índice de mortalidade infantil é secundário. Logo, apela-se pro Tapetão.. Tudo tem que ir pra Justiça, que parece que não tem coisa melhor para fazer do que ficar discutindo besteiras de gente traumatizadinha, que quer pagar de mais mãe que as outras, para depois jogar o filho de qualquer jeito numa creche ou colégio, deixando a cargo de professores educar o remelento delas, que só era divertido quando era bebezinho. Quando cresce deixa de ser atenção principal e partem para competir com azamigas quem tem o iPhone último tipo, a melhor bolsa da Victor Hugo ou qual professor da Academia estão pegando.

Como? Machismo? Seria se eu generalizasse para todas as mulheres, mas essas criaturas são apenas algumas patricinhas endinheiradas. Pobre tem filho de qualquer jeito numa maternidade pública, em que pariu, cai fora, pois tem mais umas 50 para dar à luz e não há leito suficiente.

Cidades como Belo Horizonte (MG) e Jundiaí (SP) têm uma Lei dos Placebos, digo, “Lei das Doulas”, que garante a presença delas no parto. Já Porto Alegre aprovou, na semana passada, uma lei que proíbe a atuação dessas profissionais, para chilique geral, mas não parece que o índice de mortalidade na sala de parto lá seja superior.

No final, vocês adoram doulas, mas não deixam de pagar seu planozinho de saúde, e na primeira dor de cabeça correm para a primeira clínica, ao invés de ter gente segurando sua mãozinha dizendo que vai passar logo. Adoram métodos alternativos, mas isso até a hora que o calo aperta e correm pro primeiro hospital implorar por ajuda médica. Às vezes, tarde demais.

Agora vamos esperar os muitos depoimentos de gente atestando como ter uma doula fez muito bem à família.


Fonte: O Globo

11 comentários em “Fosfoetanolamina morta, fosfoetanolamina posta. Longa vida às doulas

  1. As pessoas são carentes e precisam de atenção, pois todos os procedimentos devem ser “humanizados”. A culpa é dos médicos, pois sabe se lá porque (deve ser por má vontade, pois não tem nada melhor pra fazer) não tem tempo de ouvir a história de vida de cada paciente e segurar sua mãozinha, dizendo como cada uma é especial…

    É aquilo, cada um torra o dinheiro como quiser, mas temos normas, regras e procedimentos que existem por algum motivo. Odeio quando leigos vem me dar aula de direito, e acho que os profissionais de saúde se sentem de forma similar quanto as doulas.

    1. Essa palavra “humanizar” e todas as derivadas me causam asco. Não faz sentido! Se os procedimentos fossem executados por elefantes, por exemplo, até cairia bem… =P

  2. Tenho uma amiga que é enfermeira obstetra. Ela trabalha em uma equipe que faz parto domiciliar, vive falando que é a melhor opção para mãe, participa de manifestações, palestras e blá blá blá…Hoje ela está no terceiro mês de gestação, quando questionei se vai optar pelo parto domiciliar “humanizado”, sua resposta foi: “não, prefiro ganhar no hospital”. Eu não entendo essas pessoas, só lamento!

  3. Apoio psicológico tudo bem, então porque não leva a doula pra sala do obstetra e sei la coloca umas cortinas rosas e aromatizadores , se o parto natural ocorrer ótimo, em caso de procedimento de emergência minimizasse o risco.

  4. Crianças, cresçam um pouco, adquiram um pouco mais de vivência, pelo menos. Qual de vocês, estando desenganado pelos médicos, pela medicina e ciência,
    tendo como única resposta: “Vá para casa morrer ao lado dos seus”, não iria tentar algo alternativo? Aposto que todos, e estariam certíssimos, pois aquele que fosse para casa, pra ficar com a “boca escancarada e cheia de dentes esperando a morte chegar”, não seria cético de carteirinha, seria burro de nascença. Pois são justamente esses pacientes desenganados, aqueles para os quais não há mais o que se fazer que
    buscam a “FOSFO” tão odiada. E pasmem, muitos conseguem pelo menos qualidade de vida, coisa que os tratamentos convencionais na maior parte
    não dão, e alguns se curam, por mais incrível que pareça. Não é porque o médico diz que você vai morrer em 3 meses que você deva se entregar, não tentar nada e só ficar esperando pacientemente a morte, só porque a ciência determinou que é assim. Se houver a mínima esperança ela deve ser buscada. Só para informação, nos EUA, 85% dos pacientes de câncer buscam tratamentos alternativos, será que os EUA são uma bosta e todos os 85% são retardados? É muito fácil ficar dando opiniões “intelectuais” e “científicas” sentadinho atrás de um teclado, com saúde e se sentindo bem, quero ver quando o sofrimento e a dor chegam, aí “o bicho pega”, crianças, e as convicções mais fortes vão para o beleléu, que o digam os médicos com câncer que entraram com ações para obter a fosfoetalonamina. Abraço!

      1. O engraçado é que já no segundo parágrafo o artigo discorre sobre as Doulas. Quer dizer, o cara não teve a capacidade de ler 2 parágrafos!

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