Besouros ajudam a evidenciar o que ocorre com o clima

Aquecimento global é que nem Evolução. Nenhum dos dois existe. Seu saldo no vermelho também não existe, é apenas um constructo social. Nada existe, estamos na Matrix. Infelizmente, o mundo natural não sabe disso, e continua sendo o que sempre foi, com os dados que estão sempre apresentando. Se não aceitam os dados, não será o planeta quem vai se importar.

Cientistas vêm registrando mudanças nos padrões climáticos e de temperaturas no Ártico há muito tempo, mas agora eles estão focando em fazer estas leituras diretamente a quem mais está interessado: a biodiversidade.

O dr. Christopher Buddle é professor associado do Departamento de Ciências e Recursos Naturais da Universidade McGill, no Canadá. Junto com o dr. Ernst Cristal, também professor no mesmo lugar, Buddle pesquisa como ter indícios de mudanças climáticas de forma indireta. Assim, ao invés de ficar colocando um sorvete do lado de fora, os pesquisadores procuraram outras formas de saber mais sobre o clima. Dessa forma, e levando em consideração quem mais se ferra com o clima mudando, Buddle e Cristal pediram desculpas aos besouros e começaram a examiná-los.

De acordo com os pesquisadores, foram coletados 9062 besouros: 2832 no alto Ártico, 3275 no subártico e 2.955 na zona boreal norte. A ocorrência de espécies variou bastante. Desde 14 indivíduos coletados a partir da localização setentrional, para 1.696 indivíduos de Cambridge Bay, NU, também no alto Ártico. Não houve relação entre a latitude e abundância. Trinta e quatro famílias e 155 gêneros foram representados na coleção. Mais de 80% da coleção foi composta por três famílias: Carabidae (6.221 indivíduos, 68,8% do número total de exemplares), Staphylinidae (870, 9,6%), e Cryptophagidae (247, 2,7%).

Esses dados podem ser acompanhados como mais detalhes, claro, no artigo publicado no periódico PLOS One.

Os queridinhos cascurentos não foram escolhidos por serem abundantes em número, apenas, mas também pela sua diversidade em termos de hábitos alimentares, e deve-se levar em conta que tudo aquilo que eles comem está intimamente ligada à latitude em que se encontram. Eles conseguem viver nesses lugares tão frios, porque possuem uma espécie de "anticongelante", o que faz com que eles consigam sobreviver mesmo se expostos a temperaturas de –73ºC.

A pesquisa realisada direciona para o fato que besouros são feios, mas podem servir como marcadores ideais de mudança climática, uma vez que todas as mudanças no clima que afetam o solo, as plantas e os animais dos quais dependem os besouros são susceptíveis de ser refletido rapidamente em mudanças nas comunidades dos cascudões.

Dependendo da latitude e da temperatura, besouros do Ártico executam uma variedade de funções ecológicas, como a polinização ou alimentando-se de plantas, predando outros insetos, e quebrando matéria em decomposição, ajudando a degradá-la mais facilmente. A pesquisa, portanto, se baseia na sensibilidade à temperatura que nossos amiguinhos de seis patas possuem e como eles são afetados pelo clima, servindo de registros vivos da história da região.

3 comentários em “Besouros ajudam a evidenciar o que ocorre com o clima

  1. Exatamente com que eu trabalhei na Universidade, insetos como bioindicadores principalmente besouros e cupins, não é o trabalho mais emocionante mas dá satisfação quando concluído e temos um monte de dados para analisar.

  2. “Realmente aquecimento global não existe. É só uma fase que o planeta está passando.”[1]

    [1]Química, Meu professor de.

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