Areia, gafanhoto, coronga e brasileiros. 2020 tá ótimo!

Pessoal muito impressionável está tendo ataques de pelanca porque leram que alguns ventos fortes, daqueles bem quentes e intensos, sopraram no deserto do Saara e levantaram areia com tanta força que trouxeram aqui pro Brasil, dando aquela viagem maneira por milhares de quilômetros através do Atlântico.

Todo mundo em estado de alerta, mas . Os fortes ventos quentes sobre o deserto do Saara levantam areia nesta época do ano, assim como costumam levar a poeira por milhares de quilômetros através do Oceano Atlântico para as Américas. Este ano, o pó é o mais denso em meio século, com direito a redução drástica da visibilidade.

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Tem rio de gelo siberiano indo pro mar

As pessoas acham que locais congelados não passam de um blocão de gelo. Não é bem assim, e apesar de grande parte do território da Sibéria estar congelado, tem água naquela região. Nem que seja sob a forma de gelo (eu tinha que fazer esta piadinha!). Mas sim, tem água líquida ali circulando. Água corrente sob a forma de rios que circulam lá por baixo, num imenso fluxo de água constante. Isso, os cientistas sabiam. Mas ainda há algo a ser descoberto lá. Mitos “algos”.

Ao examinar a área desolada de Vavilov, praticamente no Círculo Polar Ártico, pesquisadores observaram pela primeira vez uma rápida perda de gelo de um novo e improvável rio subterrâneo (ou subgelâneo?).

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Geleira derretendo em vídeo, pronta pra servir

Que as geleiras estão em franco derretimento, é de pleno conhecimento de todos (a não ser se você for o Molion, que insiste em dizer que não, apesare de todas as evidências). Novos vídeos de lapso de tempo das geleiras e camadas de gelo da Terra, obtidos por meio de fotos tiradas do espaço, estão fornecendo aos cientistas mais informações sobre a velocidade do processo. Na reunião anual da União Geofísica Americana em San Francisco, pesquisadores divulgaram novas séries imagens do Alasca, Groenlândia e Antártica usando dados de satélites, que ilustram muito bem as mudanças dramáticas das geleiras do Alasca

Usando imagens da missão Landsat, em atividade desde 1972, temos vídeos de time lapse de seis segundos de todas as geleiras do Alasca e do Yukon. Como esses que vocês verão a seguir.

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Aquecimento global intensifica turbulências. Segura o seu café aí!!

Imagine o cenário. Você está num voo. Sente aquela vontadinha de ir ao banheiro. Vai, volta e quando se dirige pro seu lugar o avião começa a sacudir. O piloto fala pra todos apertarem os cintos, só que o manezão está em pé, tentando me segurar para que eu não metesse a fuça em algo ou alguém. Não é legal isso. Tal fenômeno é a chamada “turbulência”; correntes de ar ascendentes e descendentes se movimentando ao mesmo tempo, fazendo o avião sacudir.

Não dá para adivinhar onde as turbulências irão ocorrer. No máximo, pilotos recebem a orientação de se manterem afastados de áreas de instabilidade, recebendo dados dos sistemas de navegação da aeronave. Só que tem um problema: A turbulência do ar está se intensificando devido às mudanças climáticas que um bando de ignorantes jura não existir.

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Pesquisa estuda o fluxo de degelo da Groenlândia

Eu gosto de certas ironias, principalmente quando vemos que a Islândia (Iceland) tem muitas regiões com planícies e colinas verdes e a Groenlândia (Geenland) é um lugar cheio de gelo. Tá, ok. As mudanças climáticas tiveram algo a ver com isso, e futuramente farão tudo voltar ao que era. Ou não. Pelo menos, a Groenlândia está indo por um longo caminho de degelo, sendo de interesse de pesquisadores que estudam o fluxo de colapso de suas geleiras (as da Groenlândia, não dos pesquisadores e muito menos suas aí).

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Os livros climáticos escritos para sempre

Todo mundo adora cavernas. Aqueles ambientes sombrios, misteriosos, claustrofóbicos, com paredes de rochas e possivelmente pedras preciosas. Claro, todo mundo adoro mesmo pelo monitor, pois aqui ó que eu vou me enfiar num buracão no chão, com risco de ficar enterrado vivo. Para geólogos (aquele pessoal que tem pedras na cabeça), é o paraíso, principalmente quando se pode ter muitas informações nas rochas. Informações que fala como a Terra surgiu, como o relevo se formou e – olha que maneiro! – saber das mudanças climáticas que têm acontecido no imenso diário gravado em pedra pelos fenômenos naturais.

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Árvores fossilizadas mostram como o clima na Terra entrou numa fria

Quando falamos de Mundo Antigo, nos vem à mente dinossauros, claro. Junto disso, nos lembramos do Pedregulhão do Mal que os mandou pra vala. Alguns ainda se lembram da catástrofe que foi a Extinção K-T, em que 95% dos seres vivos foram limados da face da Terra. Tudo isso se deveu basicamente à mudança climática. Mas houve mais, muito mais. Só grandes extinções foram 6, apesar de muitos esquecerem quando o oxigênio começou a ser produzido por organismos fotossintetizantes e se mostrou tóxico para a larga maioria dos seres unicelulares.

Cientistas estudam várias evidências de mudanças climáticas que, se não foram tão poderosas a ponto de mandar grande quantidade de seres vivos pra vala evolutiva, foram notórias o suficiente para deixar marcas no planeta.

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Oceanos, chuvas e clima do passado, hoje e sempre

Se você estudou num colégio decente, você aprendeu sobre ciclo da água. Se não estudou, provavelmente está perpetuando esta bobagem de “a água está acabando” e fica com receio de dar descarga, achando que cada vez que você puxar a cordinha o mundo estará próximo de virar um deserto. Claro, os sistemas pluviais e correntes oceânicas estão mais interligados do que você pensa, já que as mudanças nas correntes oceânicas no Oceano Atlântico influenciam a precipitação no Hemisfério Ocidental, e esta “ligação” está ativa há milhares de anos.

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E os dados de aquecimento global estavam errados

Entre 1998 e 2012, uma série de medidas desencontradas e mal tabuladas levou a conclusões errôneas. Bem, acontece. Muitos erros na Ciência levam a medidas erradas, acarretando em dados ruins e levando a conclusões sem a menor relação com a verdade.

Então, sim, os negacionistas do Aquecimento Global estavam certos sobre aqueles dados estarem todos errados. A taxa de aquecimento global daquela época não estava desacelerando 0,05ºC. Estava AUMENTANDO 0,112ºC. Mal aê, Molion. Mais um prego no caixão daquele seu blábláblá “o mundo tá esfriando”.

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AIRS: De olho na atmosfera, clima e no planeta como um todo

O Atmospheric Infrared Sounder (AIRS) é um dos seis instrumentos a bordo do satélite Aqua da NASA, lançado em 4 de maio de 2002. O instrumento é projetado para apoiar a pesquisa climática e melhorar a previsão do tempo, observando os ciclos globais de água e energia, variações e tendências climáticas e a resposta do sistema climático ao aumento dos gases de efeito estufa.

Trabalhando em conjunto com o instrumento de análise de micro-ondas (o Advanced Microwave Sounding Unit – AMSU-A), o AIRS usa tecnologia infravermelha para criar mapas tridimensionais de temperatura do ar e da superfície, vapor de água e propriedades de nuvem. AIRS também pode medir vestígios de gases de efeito estufa como ozônio, monóxido de carbono, dióxido de carbono e metano.

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