Usuário Facebook é deprimente, digo, depressivo, diz pesquisa

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Então, crianças, eu me lembro quando eu tinha a idade de vocês e algumas pessoas tiveram a ideia de criar redes sociais. Diz a lenda que era para integrar as pessoas. encontrar amigos e contatos antigos, mas que com o tempo se distanciaram, bem como fazer novos amigos. Assim diz a lenda. Hoje percebemos que as pessoas gastam muito tempo de suas vidas nessas redes e, pior, não estão mais sociáveis. Muito pelo contrário.

Agora, uma pesquisa estuda o comportamento do pessoal que usa o Facebook, a rede-que-não-mencionamos. O resultado, assim como tudo o que esse pessoal costuma postar, é de dar pena.

A drª Mai-Ly Nguyen Steers é professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Houston, Texas. De acordo com os alunos, ela varia de excelente professora a muito, muito ruim. Deu pra perceber quem se ferrou na prova. O mais curioso é como uma simples pesquisa por seu nome me mostrou muita coisa da vida pessoal da drª Steers.

Na pesquisa de Mai-Ly ficou demonstrado como as pessoas passam tempo em demasia frente a redes sociais. Claro, ela se baseou  na mais usada atualmente: Facebook. Para Mai-Ly, esse enorme tempo gasto na rede-que-não-mencionamos pode estar ligado a sintomas depressivos. Segundo a doutora, "embora os processos de comparação social tenham sido examinados em profundidade em contextos tradicionais, a literatura está apenas começando a explorar as comparações sociais em ambientes de redes sociais online".

Ou seja, um modo gentil de dizer algo como:

 

Nossa querida drª Steers, tão admirada quanto odiada por seus alunos, realizou dois estudos para investigar como o Facebook poderia afetar a saúde psicológica dos usuários. Ambos os estudos fornecem evidências de que os usuários do Facebook se sentem mais deprimidos se comparado com os outros indivíduos (eu chamaria estes de "normais", mas acho que vocês não gostariam e ficariam mais deprimidos ainda).

Steers ressalta, entretanto, que o Facebook cause a depressão, mas que seu uso por longos períodos seja indício de depressão. Ou seja, a pessoa não fica deprimida por usar Facebook, mas usa Facebook por estar deprimida, e isso porque a boa doutora não leu os textões que saem por aí, ou ELA é que se sentiria deprê. Até eu fico assim com o me mostram que sai por lá. 🙁

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Social and Clinical Psychology. Ela mostra como os seres humanos ainda são frágeis e carentes de atenção, mesmo com a moderna tecnologia de informação aproximando as pessoas. Mas por mais que aproxime, sempre parecem afastar ao mesmo tempo, o que faz com que as pessoas precisem de mais e mais, mergulhando fundo nesse mundo de bits e bytes.

A drª Mai-ly espera que os resultados desses estudos ajudem as pessoas a compreender que os avanços tecnológicos possuem tanto consequências intencionais quanto não-intencionais. Esses avanços ainda carregam parte de nossas idiossincrasias, maneiras e loucuras. Dessa forma, profissionais podem trabalhar melhor com seus pacientes, de forma a monitorar o uso do Facebook entre os grupos de risco para a depressão.

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Sobre André Carvalho

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