Como melhorar as caminhadas espaciais?

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Uma das maiores conquistas da humanidade foi, sem dúvida, a nossa chegada em outro mundo. Quando saímos de nossa querida Mãe-Terra e chegamos na Prima-Lua, nós ultrapassamos todas as fronteiras e inauguramos novas, e uma delas é a que nos separar do restante do Universo, mediante nossa ridícula existência em termos de morfologia e fisiologia. Não podemos viver no espaço sem ajuda. Fim.

Quando chegamos lá, vimos o quanto somos desajeitados em um ambiente diferente do nosso. Nossas limitações já não eram muito limitadas e com os trajes espaciais limitaram-nos mais ainda, ampliando as limitações que acabaram se mostrando ilimitadas. Agora, a NASA estuda como é o movimento dos astronautas na Lua e, claro, como melhorar isso.

O dr. John De Witt trabalha como biomecânico sênior do Centro Espacial Johnson da NASA. ele tem algumas poucas citações. Como todo bom cientista lunático que somos, ele resolveu fazer experiências macabras com 8 pessoas MUAAHAHAHAHAHA (não se animem, não foi para construir uma centopeia humana). Eram 3 astronautas e 5 cobaias, cujos movimentos em microgravidade foram estudados com o fim de diminuir o desconforto e aumentar a mobilidade dos astronautas em ambientes com pouquíssima gravidade. Para tanto, ele fez uso do fenomenal, incrível – e eu quero ir em um – voo parabólico, mais carinhosamente conhecido como Cometa do Vômito.

Eu dei detalhes sobre o que é o Cometa do Vômito no artigo sobre a Kate Upton ficar flutuando (sim, eu sei!) ao sabor da magnífica Física e do magnífico físico dela.


Imagem aleatória para fins ilustrativos.

Quando o avião sobe, sobe, sobe e se joga pra baixo, você "cai" na mesma velocidade do avião descendo. Então, como seu ponto de referência é o avião, você está flutuando. Weeeeeee. E é aí que as experiências do dr. De Witt começam. Eles testaram a locomoção e movimentos dos voluntários. Naqueles segundos de descida (sim, SEGUNDOS!) eles tinham que correr numa esteira. Os pesquisadores chefiados pelo dr. De Witt anotaram dados, como a velocidade média de cada cobaia, que no início era de cerca de 2,41 km/h, mas com cada ciclo de subida e descida, os 8 iam se acostumando com a rotina e já estavam desenvolvendo uma velocidade de corrida de cerca de 7,2 km/h.


– Que sacrifício para saber as horas!

A velocidade era mais do que a esperada. O bom dr. De Witt acha que as forças geradas pelo movimento de contra-balançar braços e pernas dos corredores deu-lhes um impulso. Essa força, provavelmente, também existe na Terra, mas pelo fato da gravidade de nosso planeta ser muito mais forte, o efeito é pequeno demais para perceber.

A pesquisa foi publicada no no periódico Journal of Experimental Biology, cujo press release escrito por um jornaleiro traz a magnífica frase que o DC-9 da NASA é "um avião capaz de reduzir a sua gravidade interna". Jornaleiros sempre serão jornaleiros!

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Sobre André Carvalho

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