Ser religioso não faz as pessoas serem mais saudáveis, diz estudo

frade_gordo.jpgSempre ouvimos dizer que pessoas religiosas possuem vidas mais saudáveis. Entretanto, uma pesquisa lança novas luzes sobre isso, argumentando que não é bem assim e que isso está mais para mito do que realidade. Obviamente, quem acredita em cobras falantes é capaz de acreditar em qualquer coisa, então não fará muita diferença para esse tipo de pessoa.

Uma pesquisa publicada na revista Circulation, da American Heart Association sugere que quando se trata de doenças do coração e artérias obstruídas, serviços religiosos ou espirituais serviram tanto aos pacientes quanto tomar meio copo d’água com um comprimido de farinha (mais conhecido como homeopatia). Assim, segundo o Dr. Donald Lloyd-Jones, da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, de Chicago, “não há uma grande quantidade de carga extra ou proteção extra proporcionada por este aspecto particular da vida das pessoas”.

Analisando dados de quase 5.500 pacientes, Lloyd-Jones e seus colegas esperavam ver menos riscos de doenças cardíacas entre aqueles com mais “religiosidade”. Os pesquisadores definiram a religiosidade como a participação em atividades religiosas, a oração ou meditação e espiritualidade, independentemente da denominação. Eles não relataram as crenças religiosas dos participantes do estudo, pois levaram em conta várias vertentes religiosas e/ou místicas. Ao longo de quatro anos, entre os pacientes estudados, ocorreram 152 casos relacionados com doenças do coração ou artérias obstruídas, incluindo 9 mortes, 42 ataques cardíacos, e 24 acidentes vasculares cerebrais. Os deuses deviam estar de recesso, presumivelmente. Nem a taxa de eventos de doenças cardíacas, nem o número de certos fatores de risco – tais como colesterol alto, diabetes e pressão alta – diferiu entre aqueles que eram mais ou menos religiosa ou espiritual.

Os pesquisadores notaram que aqueles que frequentavam serviços religiosos, rezou, meditou, ou eram altamente espiritualistas estavam mais propensos a ser obesos, e menos propensos a fumar, se bem que nenhum livro religioso explicita que não se deve fumar, já que o fumo era desconhecido até a época das Grandes Navegações. As “proibições” vêm por parte dos líderes religiosos, mas não há fundamentação teológica para tal. Entretanto, atualmente as religiões atualmente desaconselham fortemente o fumo, o que explica a maior tendência de religiosos não-fumantes, mas é curioso que os índices de obesidade sejam tão altos. Dessa forma, Lloyd-Jones fica sem poder dizer o porque disso com certeza, especulando se não é o fato de pessoas mais obesas procurarem religiões, ou se a vida dos religiosos levam à obesidade, tendo o sedentarismo como fator.

Enquanto isso, o Dr. Harold G. Koenig, professor de psiquiatria e medicina na Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte, disse que a descoberta da obesidade não foi surpreendente, dado que as congregações e as famílias muitas vezes ” entram em comunhão” durante as refeições, fazendo delas um encontro familiar e como ligação com a espiritualidade. Koenig estudou o potencial de conexão entre saúde e religião, mas não estava envolvido no trabalho de Lloyd Jones.

O psiquiatra disse que a pesquisa é bem feita, mas tem uma série de limitações que tornam o significado dos resultados obscuros. Por exemplo, ele disse que o baixo índice de ataques cardíacos e outros eventos poderia ser uma fraqueza do estudo, porque em pequeno número, a probabilidade de um efeito foi mais difícil trazer à tona. Koenig observou também que metade das pessoas estudadas eram afro-descendentes ou hispânicos, que, em média, têm menor acesso aos cuidados de saúde do que os brancos americanos e asiáticos. Afro-americanos, em média, são também alguns dos povos mais religiosos do mundo, disse Koenig. “Quando você tem uma população com essa diferença tão grande, que luta, e sob estresse, a religião teria de superar um número enorme de fatores de risco para ter um efeito significativo”, disse ele.

Pelo sim, pelo não, ainda fica a questão se ser religioso promove uma vida mais saudável. Ao que indica-se, não. Sabe-se que norte-americanos possuem uma enorme tendência à obesidade, mesmo entre WASPs (White, Anglo-Saxon and Protestant: Branco, Anglo-saxão e Protestante). Obesidade, nos EUA, já é uma preocupaçao médica já com as crianças e a tendência de pessoas assim é terem maior propensão à doenças cardíacas, independendo se tais pessoas terão acesso mais rápido aos serviços de saúde.

4 comentários em “Ser religioso não faz as pessoas serem mais saudáveis, diz estudo

  1. Entretanto, atualmente as religiões atualmente desaconselham fortemente o fumo, o que explica a menor tendência de religiosos não-fumantes,

    Se as religiões hoje desaconselham o fumo, não seria uma maior tendência de religiosos não-fumantes?

  2. Estes, desde que se tornam religiosos já se mostram uns filhos da puta desmiolados (…) Jesus Fudeu Maria Madalena?

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