Cérebro filtra informações melhor do que se achava

O cérebro é o órgão mais badass de nosso corpo. Mesmo porque, ele manda na bagaça toda. É praticamente o Nick Fury entre os órgãos. Ele tem que lidar com trocentas milhões de informações a cada segundo e dar ordens precisas. Por exemplo, a partir de agora você percebeu que está respirando e tentará manter a cadência. De nada.

3 bilhões de anos de evolução biológica lhe deu um cérebro robusto, com cada neurônio pululando de informações, que juntos processam, analisam e fazem triagem do que é mais importante (você continua respirando, né?).

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Doenças degenerativas têm relação direta com mitocôndrias, segundo pesquisa

A síndrome de Wolfram é uma doença neurodegenerativa rara caracterizada por diabetes mellitus tipo I, diabetes insípida, atrofia óptica e sinais neurológicos, com sintomas clínicos incluindo surdez, atrofia óptica e transtornos psiquiátricos. Lindo não? Sua prevalência é de 1 para 160 mil pessoas, mas, para a ciência, 1 caso de doença em 1 bilhão de pessoas já é muito! Ela é causada por uma mutação no gene que codifica uma proteína chamada wolframina, que reside na membrana do retículo endoplasmático (procure no seu livro de Ciências do Ensino Fundamental).

Curiosamente, os sintomas da síndrome de Wolfram se assemelham aos de doenças mitocondriais. Será que valia estudar se um interfere no outro?

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Sabe os neurônios responsáveis pela doença de Parkinson? Tem mais alguns envolvidos

A doença de Parkinson, junto com o Alzheimer, é umas doenças neurológicas mais estudadas. Trata-se de uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Ela é crônica, progressiva e causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, um neurotransmissor atua na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Sem a dopamina estar ali nas quantidades necessárias, as pessoas começam a ter movimentos involuntários, muitas vezes em estado bem intenso.

Agora, pesquisadores descobriram dois tipos distintos de neurônios que entregam dopamina à região do cérebro responsável não só pelo movimento como pelo comportamento de aprendizagem/recompensa. E pode ser que o que se sabia não era bem assim.

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Sistema nervoso mapeado por microscópio-robô

A cada dia, nós avançamos um pouco mais no entendimento sobre como nosso cérebro (ou o cérebro de qualquer coisa que simplesmente respira, como comentaristas de portais de notícia). Ainda falta muito, é verdade, mas todos os dias, nós recebemos notícias de avanços na área da neurociência, como o caso de duas universidades japonesas que desenvolveram um sistema ligado a um animal, que monitora como neurônios deste se comportam quando está em movimento.

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Zika Vírus infecta diretamente neurônios e evita detecção do sistema imunológico

O vírus Zika anda zicando Deus e o mundo por aqui. Alguns jornalistas da NBC se recusaram a cobrir as Olimpíadas de 2016, os EUA liberaram atletas a não vir já que pesquisadores disseram que o bom mesmo era cancelar Olimpíadas no Rio e os próprios atletas não estão muito a fim de vir.

O CDC  de Atlanta já comprovou a ligação do Zika virus com os casos de microcefalia, e para piorar mais ainda a situação, pesquisadores fizeram outras ligações entre o contágio por Zika vírus com outros problemas neurológicos em recém-nascidos. Você acha ruim? Calma que piora!

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Cerveja pode ajudar a combater Alzheimer? Péra um instante

Estava há algum tempo sem colocar notícia de Alzheimer. E Alzheimer é que nem autismo: temos sempre que ter alguma notícia falando de uma cura, uma possível cura, algo que piora ou como…hã… desculpe, o que eu estava… quem são vocês?

Bem… a presente notícia é ótima para você, que anda sendo olhado torto por sua santa senhora (ou digníssimo esposo, dependendo da preferência) por gostar de encher a cara no final de semana. Se você for criticado, alegue que recentes pesquisas mostram que cerveja é bom para retardar o Alzheimer.

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Qual a semelhança entre você e a lesma do mar?

A resposta seria os neurônios, mas você se ofenderia em ser chamado de cabeça-de-lesma, apesar de eu achar que a lesma do mar teria muito mais motivos para reclamar. Mas não fique triste, isso é muito importante, como mostra uma pesquisa do pessoal da Universidade de Illinois, que visa entender nossa cognição, memória e aprendizagem, com o auxílio daquelas coisinhas fofas que vivem no mar.

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Os segredos das vias emocionais do seu cérebro

Nossa relação emocional com o mundo nos afeta em termos de comportamento. Isso sem falar que nosso estado neurológico também afeta nossas emoções. Se você está deprimido, não adianta. Nada será legal, nada será divertido, mesmo com algo que você tanto adora.

Isso é o efeito. Qual a causa? Que mal se esconde nos cérebros humanos? É o que um recente estudo do MIT procura responder.

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Que mal esconde o coração humano? Nenhum, está no cérebro

Como Desmond Morris disse no Macaco Nu, somos um bando de macacos assassinos. Nossa agressividade não é de hoje, vem ao longo dos milhões de anos de evolução biológica, herdada de nossos parentes répteis, até que o córtex cobriu tudo, varrendo essa agressividade para debaixo do tapete de neurônios mais “bonzinhos”… ou nem tanto assim.

A parte do cérebro que liga antes de comportamento agressivo é anatomicamente conhecida como a parte ventrolateral do núcleo ventromedial do hipotálamo. É a região do cérebro que controla a temperatura corporal, a fome e o sono, a qual é ativada logo antes de um ataque.

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Chomsky estava certo? Existe uma gramática no cérebro?

Olá coleguinhas. Esse texto deveria ter sido publicado no início de dezembro/2015, mas por vários motivos pessoais (projeto de mestrado rolando, fiquei um tempinho sem computador, aí perdi a senha do site rs mais de uma vez rsrs…) só está saindo agora. Mas não tem problema, vamos lá.

Quem leu meus textos, sobretudo esse aqui, sabe que o Chomsky inaugurou uma teoria na linguística que propõe que a língua existe na mente do falante (em alguns textos ele até fala em "língua como um estado do cérebro" [CHOMSKY 1998]) e coloca a linguística na área de pesquisa em neurociência (sim, biologia, medicina e tal).

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