Estava há algum tempo sem colocar notícia de Alzheimer. E Alzheimer é que nem autismo: temos sempre que ter alguma notícia falando de uma cura, uma possível cura, algo que piora ou como…hã… desculpe, o que eu estava… quem são vocês?
Bem… a presente notícia é ótima para você, que anda sendo olhado torto por sua santa senhora (ou digníssimo esposo, dependendo da preferência) por gostar de encher a cara no final de semana. Se você for criticado, alegue que recentes pesquisas mostram que cerveja é bom para retardar o Alzheimer.
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A resposta seria os neurônios, mas você se ofenderia em ser chamado de cabeça-de-lesma, apesar de eu achar que a lesma do mar teria muito mais motivos para reclamar. Mas não fique triste, isso é muito importante, como mostra uma pesquisa do pessoal da Universidade de Illinois, que visa entender nossa cognição, memória e aprendizagem, com o auxílio daquelas coisinhas fofas que vivem no mar.
Nossa relação emocional com o mundo nos afeta em termos de comportamento. Isso sem falar que nosso estado neurológico também afeta nossas emoções. Se você está deprimido, não adianta. Nada será legal, nada será divertido, mesmo com algo que você tanto adora.
Como Desmond Morris disse no Macaco Nu, somos um bando de macacos assassinos. Nossa agressividade não é de hoje, vem ao longo dos milhões de anos de evolução biológica, herdada de nossos parentes répteis, até que o córtex cobriu tudo, varrendo essa agressividade para debaixo do tapete de neurônios mais “bonzinhos”… ou nem tanto assim.
Olá coleguinhas. Esse texto deveria ter sido publicado no início de dezembro/2015, mas por vários motivos pessoais (projeto de mestrado rolando, fiquei um tempinho sem computador, aí perdi a senha do site rs mais de uma vez rsrs…) só está saindo agora. Mas não tem problema, vamos lá.
Como nós desenvolvemos nossas características emocionais? De onde essas emoções vêm? Bem, claro que é do coração, pois nós pensamos com ele, enquanto o cérebro só serve para refrigerar o sangue. Ainda bem que desenvolvemos Ciência, ou você estaria acreditando nesta bobagem até hoje, já que o grande gênio científico do Aristóteles falou essa e muitas outras idiotices, como mulheres tendo menos dentes que homens, mesmo tendo sido casado duas vezes. O amigo da sabedoria não gostava tanto assim de sequer olhar pro que tinha na sua frente.
Qual é o segredo do amor parental? Uma dádiva divina, que ilumina e aquece nossos corações, fazendo-nos diferentes dos outros animais? Quando uma de nossas crias está em perigo, clamando por nossa ajuda, se um animal fôssemos, nada faríamos, certo? Pois, é exatamente pelo fato de sermos animais que corremos em seu socorro, mas isso não acontece com todos. Por quê?
Nós, macacada pelada, achamos que temos órgãos muito bem feitinhos. É um engando. Nós achamos que enxergamos excelentemente bem (exceto eu, que uso óculos), mas também é um engano. Enxergamos ridiculamente mal em comparação a várias outras espécies, e se você consegue ler todas as letrinhas daquele quadro que tem nos consultórios de oftalmologia – independente de ali ter o nome do seu amigo polonês ou não – tenho péssimas notícias: é tudo criação do seu cérebro troll, que lhe ilude da maneira mais tosca possível.
Existem muitos exercícios por aí para aumentar a sua inteligência. Se você acredita neles, realmente precisa aumentar essa sua inteligência. Agora, imagine que com uma simples terapia genética, você ficasse mais espertinho e aprendesse mais rápido. A Ficção Científica já abordou isso em diversos livros e filmes. Claro, isso não tem nada a ver com usar apenas 10% do cérebro. Você usa 100% dele, a todo momento. O que acontece é ter mais ligações sinápticas.