Os artigos científicos mais curtos do mundo

Todos nós pensamos que para se publicar um artigo num periódico com revisão de pares (também chamado peer review ou “periódico indexado”, mas carinhosamente chamados de “papers”) era preciso altas pesquisas, artigos seriíssimos, análise de dados aprofundados. Bem, não é que não precise. Precisar, precisa. Mas sempre tem aqueles que resolveram dar um balão, chutar o pau da barraca e mandar pra frente. Às vezes, conseguem seus intentos; sendo que alguns deles são bem lacônicos. Alguns, lacônicos até demais.

Aproveitem os melhores papers do mundo. E não se preocupem com o idioma. Vocês já vão entender o porquê.

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O coronavírus e o efeito da vítima identificável

Ontem, eu tive que me aventurar fora de casa, mesmo em tempos de pandemias, eu precisei sair. Eu realmente precisei. O mundo que vi foi estarrecedor. As pessoas agindo como se nada estivesse acontecendo. Eu com uma máscara PFF2 e outra de TNT por cima (paranoia ajuda a nos manter vivos, ainda mais depois do que eu vi) e pessoal na rua passeando como se nem fosse com eles. E isso porque a prefeitura do Rio baixou uma lei obrigando uso de máscaras em locais públicos.

Saindo um pouco disso, mas ainda no tema que vocês entenderão daqui a pouco, tem o caso da senhora que defendia abertura do comércio e que o coronavírus era coisinha sem importância. O problema é que a realidade bateu à sua porta da maneira mais funesta: seu marido morreu por Covid-19. Aí a postura muda, mas isso tem um nome: O Efeito da Vítima Identificável.

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Vi o magnífico discurso do Bolsonaro e estou sem palavras

Ontem teve pronunciamento presidencial. Em meio a um problema de saúde sério em nosso país, nosso presidente teve uma atitude ímpar no trato da pandemia. Não; é verdade! Sério! Eu fiquei impressionado, eu não tenho palavras para registrar o imenso estupefato de tais declarações.

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Artigos da Semana 5

Estamos aqui, ilhados, observando as loucuras do mundo, que está beirando filme do Mad Max. Enquanto o Coronga está ganhando dois continentes à sua escolha, mais a Oceania, eu busco informação de qualidade, ou nem tanto assim. Desde gente estudando andares esquisitos, até coo deter a propagação de vírus pelo ar. O que será que vimos esta semana?

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Artigos da semana 4

A cada semana temos um comprometimento de trazer informação e divulgação científica de qualidade. Mas aparece tanta insanidade que não podemos deixar de mostrar. Seja malucos pulando em piscina com gás carbônico e sendo carregados por Darwin ou um grupo de moleques achando que são da Raça Superior quando não passam de um bando de remelentos zé-ruelas.

Bem, chega de lenga-lenga. Vamos aos artigos da semana!

Três idiotas entram numa fria e Darwin cossaco cai na gargalhada

Existem ideias idiotas, ideias completamente imbecis, ideias totalmente retratadas, existe a ideia de invadir a Rússia no Inverno, há a ideia de querer ser professor no Brasil e tem a palpiteira de cosméticos que resolve fazer uma festona metendo gelo seco na piscina. Darwin estava ansioso, com olhos vidrados, boca aberta e esfregando as mãos, pelo que poderia dar. Bem, Darwin não ficou decepcionado dessa vez quando 3 imbecis passaram dessa para melhor, inclusive o marido da referida.

Bônus track: a referida “influencer” é farmacêutica e o marido dela, um dos que bateram as botas, era químico. Um péssimo químico pelo visto.

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Geosmina é pra fracos, diz São Paulo. Lá é agrotóxico, mesmo!

São Paulo tem vários problemas. Um deles é ser São Paulo, o outro é olhar pro Rio de Janeiro e pensar “que merda que eles estão fazendo que eu possa fazer bem pior?”. Depois de proibir canudo, sacola e copinho plástico, paulistenses olharam de novo pros riojaneirenses e perguntou “o que diabo tu tá fazendo aí, mano?”. Então, riojaneirenses respondem: “tamo servindo água com cocô e detergente, tá ligado?”. Paulistenses riem e dizem “Rá, nós vai fazê pior!”

Fazendo um brinde à insânia com um copo com água que passarinho não bebe, porque ele prefere cachaça, ESTA É A SUA QUINTA INSANA! (sim, antecipei. Me processe!)
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Segundo imprensa, Antártida derreteu e tá pegando fogo, bicho!

“Quando um cachorro morde um homem, não é uma boa história. Um homem mordendo um cachorro, aí sim! É uma boa história”. Várias pessoas já foram creditadas como autores deste adágio, incluindo Mark Twain, que é uma espécie de Clarice Lispector gringa, já que há várias frases creditadas a ele. Na verdade, o autor desta frase está no livro The Stolen Story and Other Newspaper Stories, de Jesse Lynch Williams, escrito em 1899.

Se tem uma coisa patente no jornaleirismo de raiz (e isso não é exclusividade brasileira) é o título causar aquele impacto apocalíptico, já que a notícia mesmo não geraria tanta comoção. Um exemplo disso é o alarmismo que estão criando com uma coisa séria, mas não tão séria pro pessoal das manchetes. Resultado? A Antártida chegou a uma temperatura de 18,3ºC, significando que o gelo todo lá foi pro ralo e virou escárnio do pessoal de Curitiba, o lugar mais frio do Universo, segundo os próprios curitibenses.

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Rondônia acha que adolescente não pode ler livros. Vão distribuir rótulo de shampoo?

Aquele que não aprende História corre o risco de repeti-la!

Bem, está se repetindo. Em 2010, o Conselho de Educação veio com uma de proibir o uso de livro de Monteiro Lobato em colégios. Os motivos é que ele era racista, preconceituoso e coisas afins. Pegaram como exemplo que o livro chama Tia Nastácia de negra. Acho que era para chamar de “moreninha”. Mas isso já era de outro autor. Para um pesquisador da USP, Monteiro Lobato era racista. Sim, ele era. Shakespeare também era. Vamos cancelar o Mercador de Veneza?

Bem, tanto bateram que começou um barata-voa para tirar das escolas livros “malvadinhos”. O problema é que o vento que venta lá, venta cá. E chegou a vez de Rondônia de proibir o uso de alguns livros tido como muito errados.

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Professor imbecil escreve conteúdo sexual na lousa só pra ensinar redação. O que poderia dar errado?

Em 2011, eu noticiei o caso de um professor de Matemática metido a engraçado, que resolveu usar memes como os que vinham por email nos seus exercícios. Isso deu rim, muito ruim, a ponto da polícia querer investigar quem eram os terríveis bandidos Zaroio, Pipoco e Maifrend. Agora, um outro professor retardado, achando que sala de aula é extensão de redes sociais, paga outro mico escrevendo um monte de bobagens na lousa e pedindo para alunos escreverem redação sobre “sexo oral e anal”. Para orientar os alunos na… “composição” o professor escreveu alguns palavrõezinhos básicos de temática sexual na lousa.

Era para alunos do sexto ano do Fundamental, esclareça-se!

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