Esposa usa de poderes místicos de amarração para conter marido bebum

Todo casado sabe que a vida conjugal é um campo vasto de negociações silenciosas, pequenas concessões, olhares atravessados e ter duas pessoas no relacionamento: Quem está sempre certa e o marido. Em casos mais extremos, muitas esposas apelam para a amarração completa do marido… literalmente!

Um caso assim aconteceu no meu país favorito, Índia. A cremosa simplesmente amarrou a metade da laranja à cama como se fosse um eletrodoméstico fora de controle. Mais especificamente onde? Ora, que outro lugar seria se não…

Aligarh, em Uttar Pradesh!

Bem, alguém decidiu pular todas as etapas intermediárias do diálogo civilizado e ir direto para a solução que mistura MacGyver, novela das nove e manual de contenção de animais de grande porte.

O vídeo que viralizou mostra um sujeito amarrado a uma charpai, aquela cama rústica que já viu mais sofrimento humano do que muito divã de psicanalista. O motivo oficial: o sujeito curtia uma manguaça e tinha o hábito recorrente de sair brigando com vizinhos, provavelmente acreditando que álcool transforma qualquer cidadão comum em protagonista de filme de ação de baixo orçamento. A esposa, aparentemente cansada de lidar com bebum decidiu inovar no conceito de disciplina doméstica. Nada de bronca, terapia ou separação. Amarração. Simples. Direta. Inequívoca.

Como manda o figurino das tragédias familiares, entra em cena a mãe do sujeito, indignada, procurando a polícia para denunciar a nora. Mesmo porque nada une mais uma família do que um cachaceiro e uma sogra em modo “isso não vai ficar assim”. Surgem acusações adicionais, inclusive a suspeita de arma ilegal, porque quando a realidade já está absurda, por que não dar mais uma empurrada ladeira abaixo?

Os meganhas de Shiva agora investigam, chamam as partes, tomam aquele chazinho deles que parece café com leite (aprendi isso vendo os filmes) tentam reconstruir os fatos, como se houvesse alguma chance de essa história terminar com todos emocionalmente equilibrados e espiritualmente elevados.

Spoiler: não vai.

Mas fica a lição involuntária desse épico doméstico. Se você acha que beber e brigar com vizinhos é uma boa forma de afirmar sua masculinidade, prepare-se. Em algum lugar do mundo, alguém já está considerando a corda como ferramenta pedagógica.

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