
Existe um tipo especial de burrice criminal que merece aplausos de pé: aquele tipo de burrice insana que envereda pro crime, mas de uma forma tão tosca que não se sabe se você é reconhecido como imbecil, criminoso ou digno de pena. Há aqueles que você é a soma dos 3, e cabe à Justiça fingir seriedade para lidar com o ápice da tosqueira, mas com os limites que ser burro não é crime.
Um exemplo disso é a professora que foi tão chapada pra escola que já estava tendo alucinações na base de confundir um de seus alunos com o cachorro (não que alunos não se comportem como animais, mas não doguinhos, que são fofos, diferentes dos alunos).
O caso aconteceu em Barre Town, uma cidadeca no pseudo-estado norte-americano de Vermont, o segundo estado menos populoso dos Estados Unidos, com míseros 648 mil habitantes espalhados por várias cidadecas onde todo mundo conhece todo mundo. Vermont é tão pequeno que tem menos gente que Roraima, que é praticamente selva e sua população é basicamente formada por índios, animais selvagens e gente perdida que não sabe o que foi fazer lá. Ou seja, Vermont tem TUDO a ver com Roraima, ainda mais que em Vermont também não tem gente que sabe falar português corretamente.
Foi nesse bucólico lugar (Barre Town, e não Roraima) que a preclara mestra Melissa Martin, 47 anos, professora substituta há três anos, decidiu que seria uma ideia brilhante levar cocaína para a escola e usar o pó durante o expediente. O resultado? Uma obra-prima do absurdo que começou com ela cochilando em sala de aula e terminou com um estudante de oitavo ano sendo confundido com um cachorro chamado Teddy.
Aquele pó era da lata, mesmo!
Em 1º de outubro de 2025, Brittany, mãe de um dos estudantes, contou que o filho chegou em casa visivelmente abalado dizendo que a professora substituta “estava claramente drogada e agindo feito louca”. O garoto descreveu que a professora começou a cochilar durante a aula, o que, convenhamos, não é exatamente o comportamento esperado de quem cheira cocaína. De repente, não mais que de repente, a Profe se levantou e saiu correndo da sala. O estudante, preocupado, decidiu segui-la.
E foi aí que o roteiro virou um episódio perdido do Seinfeld dirigido pelos irmãos Zucker. Ao encontrar Martin no corredor, o garoto ouviu: “Ei, Teddy, por que você está sem coleira?” Pausa. Todo mundo congelado. “TEDDY, VOLTE JÁ PARA DENTRO!”, insistiu ela E o moleque “Mas hein?”. Sendo justo, não é todo dia que você descobre que sua professora acha que você tem quatro patas. Mais tarde descobriu-se que Teddy era, de fato, o nome do cão de estimação da tia Moleca, digo, tia Melissa.
Pessoal chamou os canas e quando pessoal chegou, a tia não perdeu tempo e confessou imediatamente que tinha cocaína no bolso do casaco. Não esperou ser revistada, não tentou disfarçar. Só… confessou. Como se estivesse admitindo que esqueceu de corrigir as provas. A busca com cão farejador encontrou mais cocaína tanto no casaco quanto na mochila dela.
O chefe de polícia de Barre Town, William Dodge, que está no cargo há quase 30 anos, resumiu bem: “Não é nada que tenhamos lidado nos meus quase 30 anos aqui”, o que eu tenho absoluta certeza. Barre Town tem 7.923 habitantes, o que não é nada perto de uma unidade do Supermercado Guanabara no dia do aniversário deles. São 98 pessoas por km², olha que delícia! Não sei para que querem entrar ilegal e ficar em Nova York e Califórnia. É muito fácil se esconder em Barre Town, que com certeza o ICE ICE Baby não vai te encontrar. Eles devem até ser incapazes de achar Barre Town no mapa.
O máximo de crime que Vermont teve deve ter sido furto de xarope de bordo e não ter dado bom dia pro alce na beira da estrada… até agora. A lógica criminal básica sugere que, se você for cometer um crime, talvez seja sensato fazê-lo num lugar onde possa desaparecer na multidão, como Las Vegas, Manhattan e Rio de Janeiro. Brasília, não, porque os criminosos de lá são levados pra lá pela própria população.
Tia Melissa achou que conseguiria usar cocaína numa escola num troço que chamam de cidade no meio do nada e sair impune. Mas o que me pega é que sendo um alcaloide, a cocaína é estimulante. Como assim ela ficou dormindo? Ao ponto que ela usa cocaína como sonífero, imaginem o que a tia não traça. Vários comentadores especularam que o pó poderia estar misturado com fentanil, que agora é modinha. Vai saber. Deve ser o stress da escola que deixou a tia pancada das ideias
Por fim, fika dika
Se você vai fazer besteira, pelo menos tenha a decência de fazê-la num lugar onde exista uma chance microscópica de não ser pego. Vermont não é esse lugar. Vermont é onde seu crime vira manchete nacional porque simplesmente não há crime suficiente para competir.
Feliz Dia dos Professores, pessoal.
Fonte: Daily Mail via Fernanda, que me manda a notícia tirada da Contigo. Porra, Fernanda, CONTIGO??? Toma vergonha, Fernanda!

Um comentário em “Pó que passarinho não cheira faz professora confundir aluno com cachorro”