Florida Land strikes again: agora com drones armados voando no recreio

E hoje é dia do tema Florida Whatever. O “estado da Disney” decidiu que a melhor forma de proteger suas crianças não é com psicólogos, políticas públicas ou, sei lá, menos armas circulando. Claro que não, pois isso qualquer idiota poderia decidir, e a Flórida não é um lugar de idiotas quaisquer, e sim de idiotas classe Over 9000. Agora, a solução para proteger criancinhas de acontecer o que volta e meia acontece na Land of Free, vem de manual de ficção científica dos anos 80: soltar drones armados nos corredores da escola. Não sei oque poderia dar errado nos Estados Unidos, esse reality show interminável com orçamento de blockbuster, dando balé em filme e fazendo a Skynet nascer nos pátios durante o recreio.

Esses brinquedinhos de alta tecnologia – batizados com a poesia de startup barata, Campus Guardian Angel (porque nada é mais angelical do que um robô cuspindo spray de pimenta a 80 km/h junto com um celtinha e um carro pica) – ficarão guardados em caixas, esperando o botão do pânico ser apertado. Aí eles decolam, como Pokémon sem infância, sobrevoando corredores e filmando tudo em 4K, direto para uma central em Austin, Texas. Porque, claro, se tem um tiroteio na Flórida, quem melhor para salvar seus filhos do que um nerd no Texas com joystick na mão e paciência de jogador de Call of Duty?

E o kit de recursos não decepciona: câmera ao vivo, sensor de movimento, spray de pimenta e até martelo quebra-vidros. Ou seja, uma mistura de segurança high-tech com cosplay de ferramenta de pedreiro. Tudo isso embalado em discurso de “detectar e distrair atiradores em segundos”. Traduzindo: “não garantimos que ninguém vá sobreviver, mas prometemos que o massacre terá um drone filmando em close cinematográfico”. James Cameron choraria de inveja.

É impossível não notar a semelhança com os drones HK-Aerial de O Exterminador do Futuro. Sério, falta só o logo da Cyberdyne estampado na caixinha de recarga. Porque, vamos combinar, o caminho entre “drone que patrulha escolas” e “máquina autônoma que decide quem vive e quem morre” é curto demais para um país que acha que aquecer a merenda é socialismo. A Skynet não vai começar num laboratório secreto; vai estrear em um colégio de ensino médio em Orlando, entre a aula de álgebra e o jogo de beisebol.

Mas não se preocupem: o governador DeSantis já liberou mais de meio milhão de dólares para o projeto. Dinheiro que poderia pagar psicólogos escolares, reforçar segurança não-letal ou até comprar mais livros. Mas, na Florida Man Land, livro é perigo, drone é solução. Imagina o slogan: “A matemática pode não te salvar, mas um drone armado talvez distraia o maluco antes de você virar estatística.”

E como toda distopia precisa de cereja no bolo, pense comigo: se esse projeto der certo, em breve veremos comerciais: “Peça já o seu drone educacional! Modelos disponíveis: pacificador, spray master ou o edição limitada Robocop Junior. Compre dois e leve de brinde um detector de mochila suspeita.”

Moral da história? Enquanto países civilizados resolvem problemas de violência com diálogo e políticas sérias, a Flórida resolve com cosplay de Terminator Voador. E se você acha exagero, lembra da frase de Henry Kissinger: “Até paranoicos têm inimigos”. Pois bem, prepare-se: o barulho da ventoinha no teto da sua escola pode não ser ar-condicionado. Pode ser o Skynet dando oi, começando pelo recreio.


Fonte: Techspot via Fellipe

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