Ministério do Gérson adverte: bobagens políticas fazem mal à saúde

Estamos na frescura da vez, discutindo sexo dos anjos em nível nacional. Primeiro, começaram com papo de jornada de trabalho 6×1 em pauta e celulares no colégio. Eu olhando para pessoal se digladiando nos twitters da vida já sabendo o que vai acontecer, mas as pessoas são burras e querem ficar se digladiando como chimpanzés guerreando entre si, que nem a macacada de 2001.

No caso da jornada de trabalho, isso começou com um influenceiro wannabe que ficava postando bobagens de subcelebridades, Um dia foi instado a trabalhar mais, ficou bolado e soltou o verbo. Nisso, o PSOL (apenas um de todos os partidos políticos que não passam de parasitas) fez as suas engrenagens girarem, transformou o cara em estrelinha e uma deputada propôs uma PEC, proposta de Emenda Constitucional. Tem tanta emenda nesta Constituição que parece a Constituição de Teseu.

A própria deputada sabe que isso não vai pra frente e os motivos são muitos, os quais me pouparei em explicar por serem óbvias demais. Segundo ela, a redução da jornada melhoraria a qualidade de vida dos trabalhadores e geraria ganhos de produtividade, citando resultados de programas pilotos com o modelo. Vamos ser honestos, a única coisa que isso irá acarretar se passar (não vai) será o trabalhador arrumar OUTRO emprego. A escala vai mudar, o empregador não vai contratar ninguém a mais, o trabalho será dividido entre os outros.

Mas eu queria saber uma coisa: isso vale pra professores? Eles terão sua carga horária de trabalho reduzida, mantendo o salário final? Deixará de haver exigências de trabalhar em casa preparando aulas, participando de festas e eventos? E médicos que dobram nas Emergências? Eles também terão a carga reduzida? Os servidores de cafezinho, apertadores de botão de elevador e carregadores de pastas no Congresso, STF, Ministérios e Presidência da República Acontecerá essa redução? Tipo, os ministros do STF carregarão suas próprias pastas e colocarão café e água no próprio copo?

Outra coisa que começaram a colocar leis foi a proibição de celulares em escolas. Nada de celular, fim, só isso. Cidades, estados e municípios estão adotando, e agora vai ser lei federal. Sabem as leis federais? Algumas proíbem assaltos, furtos, estupros e tráfico de drogas. Proíbem até corrupção em altos escalões e que presidentes que sofreram impeachment mantenham os direitos políticos.

O aluno leva o celular, e aí? Você pode tomar o aparelho e colocar num cofre? Se for num colejão público, o aluno estará armado e exigirá o celular de volta (e ainda levará o do professor também). Se for no colégio particular, o pai entra com um processo E VAI GANHAR. A escoila não poderá pegar o celular, vai tomar um processo de apropriação indébita, furto ou qualquer merda que o advogado do pai inventar. Qual seria a punição? Suspensão? Pai vai entrar com um processo porque é inadmissível ele não falar com o filho durante a aula.

Nah, eu estou tranquilo sobre essas duas pautas. Mais que tudo, eu tenho bem certeza de onde moro: o país onde tem lei que não pega.

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