Cobra clandestina, atraso de voo e nada do Samuel L. Jackson pra resolver a parada. Austrália, claro

Nada como desfrutar as maravilhas modernas como viajar de avião. Você compra uma passagem com meses de antecedência por um preço absurdo de caro, tem que pagar pela bagagem, (juraram que era para baixar o preço das passagens), passa pela humilhação do detector de metais, paga R$ 68 numa água e se senta espremido entre um senhor que ronca e uma criança que acha que o encosto do seu assento é um tambor. Com um pouco de sorte, o serviço de bordo é um biscoito esfarinhento e um refri quente. E ainda assim, você aceita; porque é o preço da civilização!

Mas aí a Austrália, esse maravilhoso parque temático do apocalipse ecológico, decidiu que ainda estava faltando alguma coisa na experiência aérea. E essa coisa era, claro, uma cobra viva no porão do avião.

Tentando fugir da picadura australiana, esta é a sua SEXTA INSANA!

O caso aconteceu no voo Virgin Australia VA337, que sairia de Melbourne rumo a Brisbane, quando o pessoal da manutenção deu de cara com uma cobra de 60 centímetros se espreguiçando no porão de bagagens como quem já tinha até escolhido o filme de bordo.

E antes que você diga “ah, mas era uma cobrinha, tudo bem” — respira.
Porque o próprio caçador de cobras, Mark Pelley, quando viu a cena, pensou: “Ferrou. Pode ser venenosa”; e considerando que estamos falando da Austrália – onde até a brisa noturna quer matar você –, essa preocupação não é paranoia. É protocolo de sobrevivência.

Pelley entrou no porão escuro do Boeing 737 com a tensão de um cirurgião desarmando uma bomba feita por um capeta botânico. Ele sabia que se não pegasse a serpente de primeira, o bicho sumiria pelas frestas e o avião inteiro teria que ser evacuado, o que, sejamos honestos, daria um ótimo enredo para Snakes on a Plane 2: Budget Cuts Edition.

E o melhor: não era nem venenosa. Era só uma cobra-verde-das-árvores, nativa da região de Brisbane. Traduzindo: um passageiro provavelmente levou a cobrinha de brinde na bagagem, tipo souvenir de floresta, e o bicho resolveu fazer um bate-volta surpresa no compartimento de carga.

Mas calma, não acabou! Como toda boa trama australiana envolvendo animais silvestres, a cobra não pode ser devolvida à natureza por questões de quarentena (e sanidade). Então, agora ela vai viver com um criador licenciado, provavelmente alguém que coleciona cobras do mesmo jeito que outras pessoas colecionam selos… ou traumas.

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