Jovem faz jovenzice e se perde na montanha. DUAS VEZES EM QUATRO DIAS!!

Tem gente que aprende com os erros. Tem gente que repete os erros. E tem o cidadão chinês de 27 anos que olhou para o Monte Fuji — coberto de neve, fora de temporada, com placas de “Não faça isso, seu animal sem rabo!” — e pensou: “Hm… será que se eu subir de novo com a mesma altitude e o mesmo organismo despreparado, vai dar certo agora?”

Spoiler: não deu.

Esta notícia é de 29 de abril sobre algo que aconteceu entre os dias 22 e 25 de abril, mas dane-se! Estou entediado demais para procurar coisas mais novas. Vai essa mesma porque você também não está muito a fim de se esforçar muito hoje. Com certeza, farei inúmeras piadas sobre o sujeito. Não gostou, reclama com a juíza que condenou o Léo Lins, mas ninguém mais lê blog, mesmo. Não estão lendo nem WhatsApp e por isso mandam áudio!

O assistente do dr. Tu Manchou é um jovem que tem ideias, e isso é um sério problema! A primeira tentativa já foi digna de preocupação. O Zé Luela subiu a trilha Fujinomiya, chegou a 3.000 metros de altitude e, guess what, teve mal da altitude. Porque sim, ar rarefeito faz coisas com o corpo, principalmente se você subir uma montanha como quem vai comprar pão ou montar uma banquinha de pastel de flango. Resultado: emergência médica, resgate aéreo, operação com helicóptero, mobilização de profissionais de resgate e saúde. Tudo bem, acontece. Quem nunca subiu um vulcão fora de época e precisou ser salvo da própria imprudência, não é mesmo?

Mas aí… quatro dias depois, Jim das Montanhas da Shopee volta. Isso mesmo: Volta. Por quê? Porque o maldito jovem do inferno esqueceu a porra do celular!

Sim, você não leu errado. O desgraçado retornou ao topo da montanha pra buscar o iPhone (ou Xiaomi, BYD, FYI ou seja lá o que bosta for), como se estivesse voltando no shopping pra pegar um casaco esquecido na praça de alimentação. Só que em vez de escada rolante, temos neve, frio de matar e quase 10 mil pés de altitude.

E adivinha? Passou mal de novo. Mal da altitude, take 2. A revanche. PARA… BÉNS!

Foi encontrado por outro alpinista, basicamente jogado no chão, sem conseguir se mover. E lá foi mais uma equipe de resgate mobilizada, mais helicóptero, mais verba pública jogada fora pra salvar o Forrest Gump do montanhismo amador.

Bom, no Japão, não há penalidade por ser resgatado. O que é um jeito educado de dizer “você pode ser burro quantas vezes quiser, contanto que sobreviva”. Mas, depois dessa segunda rodada de drama alpino gratuito, a população começou a chiar: pedem multa, responsabilização, talvez uma aula básica de biologia sobre pulmões e oxigênio.

Não sei vocês, mas se eu fosse a equipe de resgate, na terceira vez (porque, convenhamos, sempre há uma terceira vez para esses casos), eu estaria entregando um manual de sobrevivência com desenhos e um mapa bem grande, daqueles de criança, com uma seta indicando “casa”. Ou, quem sabe, um formulário de doação para caridade em troca do resgate. Porque, NA BOA!, a montanha não é um Uber que você chama quando se perde. É… sei lá uma montanha? E ela, ao contrário de certos indivíduos, tem um propósito. E não é ser um parque de diversões para desavisados.

Os meganhas do destacamento do Jiban pediram “cautela” aos escaladores. Porque aparentemente é preciso explicar que subir um vulcão gelado fora de temporada é perigoso. Sim, estamos nesse ponto.

E antes que você ria, lembre-se: no Brasil tem inúmeras placas “NÃO ENTRE NA ÁGUA! RISCO DE ATAQUES DE TUBARÕES” e o miserável vai, entra na água, é atacado, e ainda reclama.

Bom sábado insano a todos.

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