Funcionário sério em empresa engraçadinha não dá final feliz

Nada pior que a cultura “todo mundo feliz” no ambiente de trabalho. Ninguém está feliz trabalhando. Ninguém quer trabalhar. Trabalhar é um saco, é insuportável. Se trabalhar fosse bom, as empresas não pagariam aos seus funcionários. Daí, você é daqueles que quer ficar na sua, fazendo o seu trabalho chato, vem os colegas mais chatos ainda querendo que você banque o feliz.

Daqui acontece o que aconteceu com um pobre funcionário do tipo caladinho que se cansou das maluquices good vibes da empresa e meteu no pau.

Mandando chefe praticar atos libidinosos em si mesmo, esta é a sua SEXTA INSANA!

O acontecimento aconteceu na França, que é notoriamente conhecida por gente que não suporta ninguém; não aturam nem mesmo franceses. Um ex-funcionário da Cubik Partners, uma empresa de consultoria, que devia ter se consultado sobre algumas práticas. O nome do funcionário não foi divulgado, mas ele ficou bem bolado com o clima da referida empresa. Aquele clima sem-noção que você tem que achar tudo engraçado, mesmo quando cai no fosso da humilhação.

O relato do funcionário deixa claro que os “valores divertidos e descontraídos” da empresa se manifestavam principalmente como eventos obrigatórios de trabalho onde o alcoolismo excessivo era incentivado por colegas que disponibilizavam quantidades muito grandes de álcool e incluía práticas impulsionadas por colegas envolvendo promiscuidade, bullying e incitação a vários excessos, e por “promiscuidade” era até simulação de atos sexuais, e disso ele não queria participar. Ele acabou sendo demitido por não “vestir a camisa da empresa”, ou seja lá qual frase babaca usam por lá.

Pelo visto, não foi dito que é mentira, já que os advogados da empresa não desmentiram, só alegaram que ele não se enquadrava, mas isso não deixou o Tribunal de Cassação satisfeito e meteu na bunda da empresa, mas não podemos dizer que foi uma vitória.

Na decisão emitida em 9 de novembro, o tribunal considerou que o Sr. T havia sido demitido injustamente porque Cubik citou seu “comportamento crítico” e recusa em participar de “incitação a vários excessos”. Ele disse que isso fazia parte de sua “liberdade de expressão e opinião” e, portanto, não era motivo para ser demitido.

A decisão anulou um julgamento anterior do Tribunal de Apelação de Paris em 2021. A rejeição de um pedido de € 461.406,00 por danos foi parcialmente anulada e a Cubik foi condenada a pagar ao pobre funcionário € 3.000, com danos adicionais a serem determinado em data posterior.

Ou seja, ele ganhou, mas não levou e a Cubik vai continuar com suas práticas abusivas. Muito dificilmente tal aconteceria no Brasil, em que a empresa ganharia uma bela multa, que ficaria pros cofres públicos, e a indenização seria ridícula, também. Mas ia depender do advogado do cara. Acho que o advogado do pobre funcionário não deve ser muito bom, mas fica a dica: viu que a empresa tem dessas políticas, meu conselho é ralar peito o mais rápido possível.


Fonte: Register

2 comentários em “Funcionário sério em empresa engraçadinha não dá final feliz

  1. Aqui no Brasil, país da alegria, acontece muito. Principalmente nas épocas de copa, onde obrigam você a assistir aos jogos, mesmo se detestar futebol. Mas felizmente os amarelados perderam. Importante é “vestir a camisa da empresa”. |Contratar e promover patrões medíocres dá nisso.

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