Euriptéridos: Os cascudões malvados do Paleozoico

O mundo de antigamente era bem rox. Pior do que ter que andar pelas ruas do Brasil, desviando de coronguentos. Durante a chamada Era Paleozoica, entre 541 milhões e 252 milhões de anos atrás, os artrópodes estavam no auge do domínio. Alguns com tamanhos absurdamente grandes. Um deles era extremamente grande, feroz, assassino, maníaco, caçador e destruidor. Não, não estou falando de político brasileiro, mas deles: os escorpiões do mar, ou euriptéridos.

Os euriptéridos constituíam uma ordem de artrópodes merostomados, ou seja, possuíam um prossoma coberto por um escudo amplo e duro em forma de carapaça, com apêndices laminares funcionando como brânquias foliáceas e um espinho caudal longo e agudo e, por isso, o nome de “escorpiões-do-mar”, apesar de não terem nada a ver com os escorpiões atuais. É só por associação, mesmo; da mesma forma que peixe-boi não é um nelore que aprendeu a mergulhar.

O dr. Russell Dean Christopher Bicknell, pesquisador de pós-doutorado em Paleobiologia, Universidade da Nova Inglaterra. Ele estuda as peculiaridades euriptéridos que zanzavam pelas águas australianas. Principalmente porque estes bichos eram enormes. Não, eles não eram enormes para o padrão de artrópodes atuais. Essas criaturas eram realmente muito grandes, chegando a 2,5 de comprimento, como o Jaekelopterus rhenaniae.

Não se sabe direito o que este ser das trevas comia, mas garanto que não era vegan. Aliás, para a nossa sorte, ele não comia seres humanos, mas só por causa de 250 milhões de anos separando estas criaturas dos primeiros hominídeos.

Não se tem muitas informações sobre os escorpiões do mar. O primeiro espécime documentado foi registrado em 1899, consistia em uma seção de exoesqueleto fragmentada encontrada em Melbourne. A pesquisa de Bicknell buscou reunir todas as informações possíveis a respeito dos escorpiões-do-mar (parece nome de filme de pirata), juntando todos os registros disponíveis e amostras de outras universidades para exame.

Estas análises deram informações preciosas, como ter evidências da existência de seis possíveis grupos diferentes que existiam na Austrália, embora apenas uma amostra esteja efetivamente completa: a Adelophthalmus waterstoni, medindo apenas 5,7 cm de comprimento.

A pesquisa foi publicada no periódico Gondwana Research e, claro, já sei o que você está pensando: “para que eu quero saber isso?” Olha, sinceramente, para nada. O seu dia não ficará melhor, você não ganhará nada em dinheiro, as existência não sofrerá nenhuma transformação. Mas aquelas porcarias que você vê e/ou compartilha em redes sociais também não. Então, que tal algo para sabermos um pouco mais da história de nosso mundo, que é tão estranho e fascinante?

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