Pesquisa estuda eficácia das concentrações de álcool para combater o coronavirus, este miserável

O nosso amigo SARS-CoV-2, causador da síndrome respiratória aguda grave, mais conhecido como corona vírus 2, mas carinhosamente chamado de Coronga ainda apronta das suas, fazendo seu trabalhinho sujo de mandar todo mundo pra vala evolutiva. A infecção por este miserável está tocando o terror, com alta taxa de mortalidade e velocidade de infecção alarmante.

Isso você já sabe. Coloquei só para ajudar na busca no Google e encher linguiça (pelo menos, sou honesto). O assunto deste artigo é que segundo uma pesquisa divulgada pela OMS, você que só encontrou álcool-gel 47% pode ficar tranquilo. Ele é suficiente para mandar o coronga para a vala. Mas calma aê!

Annika Kratzel é doutoranda no Instituto de Virologia e Imunologia, ligado ao Departamento de Doenças Infecciosas e Patobiologia, da Universidade de Berna, Suíça. Sua pesquisa foi estudar como mandar o coronga para os quintos, sextos e sábados do Inferno.

Eu iria seguir a pesquisa que quero noticiar, mas é mais do mesmo. Lavem direito as mãos, mantenham higiene, sejam bons, venham comigo se quiserem viver…, mas não vou perder tempo. O assunto é álcool mesmo e suas diluições.

Até agora, as recomendações da OMS eram baseadas em atividade microbicida de amplo espectro de ação rápida, além de acessibilidade e segurança. Traduzindo: algo que mande o lazarento para a vala de forma eficiente, rápida, segura e sem que seja necessário você explodir a sua casa. A conclusão é que álcool etílico e isopropílico são ótimos para mandar o coronga para a vala. Preferiu-se o álcool-gel, já que ele oferece menores chances do lesado tacar fogo na casa.

Eu tenho até uma FAQ sobre álcool-gel.

As formulações originais da OMS não estavam lá de acordo com o que os ensaios estavam propondo. Diferente de idiotas, OMS sabe como funciona a ciência e adaptou as suas recomendações para atender aos requisitos de eficácia da Norma Europeia.

Pesquisas trouxeram que concentrações de etanol: 80% p/p (padrão INPM daqui) ou 85,5% vol/vol (o chamado “grau Gay-Lusac” ou ºGL) eram bem eficientes. No caso de isopropanol (também chamado álcool isopropílico, que costumam usar para limpar contatos e peças eletrônicas) as concentrações recomendadas eram de 75% p/p ou 81,3% vol/vol.

A presença ou não de glicerina e peróxido de hidrogênio – o que normalmente é usado na fabricação do álcool-gel, mas não exclusivamente – era irrelevante. A maior presença de água era defendida como ajuda na hora de desnaturar a camada proteica do vírus, mas isso foi desconsiderado se a concentração do álcool descesse muito.

O que Kratzel fez foi estudar a ação do álcool (etílico e isopropílico) mediante a literatura e o que ela estava testando no laboratório diferentes concentrações das formulações originais e modificadas da OMS, examinando a ação dos referidos álcoois na atividade virucida.

A formulação original da OMS I consiste em 80% V/V de etanol, 1,45% V/V de glicerol e 0,125% V/V de peróxido de hidrogênio. A formulação original da OMS II consiste em 75% V/V de isopropanol, 1,45% V/V de glicerol e 0,125% V/V de peróxido de hidrogênio. Kratzel fez a sua variação, usando 80% p/p de etanol, 0,725% V/V de glicerol e 0,125% V/V de peróxido de hidrogênio. Eu não sei por que ela não transformou tudo em percentual volume-volume, mas não vou me meter na pesquisa dos outros dessa forma.

O teste da atividade virucida consistiu em expor o coronga à solução desinfetante por 30 segundos. Após uma exposição de 30 segundos, Kratzel diluiu em série as amostras e determinou a dose infecciosa da cultura de tecidos a 50% por mililitro usando a coloração de violeta de cristal. Depois de tabular os dados, jogar nos softwares e calcular tudo – detalhes que eu vou lhes poupar pois é irrelevante para nós, mortais – Kratzel verificou que o SARS-CoV-2 era altamente suscetível às formulações originais e modificadas da OMS.

Sim, está tudo certinho, valeu, pessoal! Mas uma coisa chamou a atenção no artigo: Diluição acima de 30% V/V também resultou em inativação viral completa, ou seja, estava mandando o coronga pra terra dos pés juntos.

Se vírus tivessem pés, é claro. Mas vocês entenderam.

A análise de regressão dos dados da formulação II modificada da OMS mostrou que o perfil de inativação de SARS-CoV-2 era comparável ao de SARS-CoV, BCoV e MERS-CoV, ou seja, esses lazarentos também não resistiriam ao etanol com concentração acima de 30% V/V. Mas isso me incomodou um pouco.

Não houve clareza, para mim, se testou seguidamente nesta concentração. Sendo assim, eu ainda me reservo sobre a efetividade de concentração a partir de 30% seja realmente um fato real. Então, de minha parte, não. Eu ainda acho que vocês devem continuar usando álcool de concentração de 70% V/V em diante. Mas sabe que em casos de alta concentração (como o 96ºGL) tem que deixar molhado, sem parcimônia, mas o ideal é usar o produto na concentração certa, sem fazer você a mistura. Não mexa com o que você não sabe.

A pesquisa foi publicada no periódico Emerging and Infectious Disceases.


PS. Sim, vodka tem concentração acima de 30%, logo pode ser usada contra o coronga. Acho que vou me lavar por dentro

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