Criada técnica para ver a beleza interior do seu câncer

A radioterapia é um dos principais métodos de tratamento não-invasivo. O problema é que estamos falando de radiação, e isso manda pro beleléu o tumor, mas se bobear vai você também. É preciso muito cuidado. Raios gama e outros dispositivos direcionados de alta energia resultam na exposição de todos os tecidos que estão a caminho e do outro lado de um alvo, mas não, isso não fará de você um gigantão bombado cinza, nem verde e nem vermelho.

Como disse um amigo cirurgião, no caso dos nefrologistas, eles sabem tudo sobre rins, menos onde eles ficam. Saber onde estão os órgãos importantes em pacientes individuais é legal, pois pode direcionar os PEW PEW PEW da radioterapia com maior eficiência.

Você sabe que tomografias são geralmente usadas para mapear a anatomia interna, o que fica a cargo de radioterapeutas. Encontrar dentro da pessoa onde estão os órgãos pode parecer fácil quando você olha os livros do colégio, mas ali, no mundo real, é bem mais complicado.

O dr. Xiaohui Xie é professor titular no Departamento de Ciência da Computação da UC Irvine, cujo trabalho emprega machine learning (aprendizado de máquina), redes neurais, genômica entre outras coisas. Ele e seus colaboradores divulgaram um sistema que faz uma tomografia computadorizada como entrada e fornece automaticamente um esboço de todos os órgãos importantes lá por dentro.

A tecnologia que o dr. Xie e seu pessoal desenvolveram deve ajudar a acelerar o planejamento da radioterapia, melhorar a confiança clínica e, com sorte, resultar em menos danos aos órgãos internos.

O novo sistema conta com métodos de aprendizado profundo para processar uma verificação em segundos, algo que normalmente leva mais de meia hora para ser executado manualmente. O sistema que está sendo desenvolvido trabalha com dados de vários fabricantes, incluindo tomografia computadorizada de baixo contraste, e não requer computadores particularmente poderosos para fazer seu trabalho. Por “computadores poderosos” entende-se em relação ao que se trabalha com isso, não esta porcaria requenguela que você tem sobre a mesa.

Este novo sistema, assim que estiver bem azeitado e sendo usado, dará tratamentos mais eficientes, e com resposta melhor, com um mínimo de efeitos colaterais, reduzindo o custo, o que é bom pra todo mundo.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Machine Intelligence.

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