Sensores agora não precisam de um monte de penduricalhos para tomar conta da sua vida

Hoje temos a capacidade de ir numa clínica ou laboratório e sairmos de lá com um monte de equipamentos para ver nossa pressão, diabetes, ritmo cardíaco etc. Não são pequenos, apesar de não serem enormes, mas uma redução no tamanho seria muito bem-vindo. Não que já não hajam sensores flexíveis, mas eles ainda são ligados a alguma caixa com bateria, o que não resolveu o problema ainda.

Agora, isso parece que vai mudar. Pelo menos é o que alguns pesquisadores prometem, ao apresentar adesivos capazes de coletar dados, mas sem necessariamente ter fonte de energia. Violação da Segunda Lei da Termodinâmica? Não é o que diz o trabalho.

A drª Zhenan Bao é química (com ela a oração e a paz). Sendo química, ela tem uma responsabilidade de melhorar o mundo, o que faz prodigiosamente; afinal, basta que o químico exista que ele já faz diferença. De nada, pessoal!

Bao é professora de Engenharia Química, do Departamento de Engenharia Química da Universidade de Stanford. Ela e sua equipe trabalham num laboratório só pra ela lá. Ela pesquisa como se pode criar sensores flexíveis sem ter que andar com uma imensa bateria pendurada. A ideia veio sob a forma de alimentação por radiofrequência. Se dispositivos RFID conseguem emitir e receber sinais, principalmente corrente elétrica, então, o mesmo pode ser feito com os sensores.

O RFID ou Radio Frequency Identification (Identificação por Radiofrequência) é uma tecnologia idealizada na Segunda Guerra Mundial. É um sistema de captura de dados que utiliza o sinal, frequência, de rádio para realizar tal tarefa, e é composto por uma antena, um transceptor – que faz a leitura do sinal e transfere a informação para um dispositivo leitor – e um transponder, que deverá conter o circuito e a informação a ser transmitida. Como são circuitos muito simples, eles precisam de uma titica de energia, o que pode ser obtido por uma pequena bateriazinha, que pode não durar tanto, mas a própria radiofrequência pode ajudar no fornecimento de energia, e como a ideia não é ficar muito tempo de qualquer forma, mesmo pouca energia é o suficiente para manter funcionando pelo tempo necessário.

O dispositivo, que recebeu o nome de BodyNet, já foi testado com sucesso na detecção da taxa de pulso e respiração quando os adesivos são aplicados no pulso e no abdômen. Colocar os mesmos adesivos sobre os cotovelos e joelhos fornece dados sobre o movimento dessas articulações, e se enfiar em outros lugares, poderá dar informações sobre outras coisas. Não, não aconselho usá-lo para saber como anda a evacuação, mas se quiser pode.

Desde esportistas até a sua avó que precisa de monitoramento, um sistema como esse vem a calhar, pois é leve, facilmente transportável, confortável e preciso, o que só vai melhorar daqui para frente, por causa de avanços tecnológicos, ainda mais quando jogamos processo industrial em cima, que visará ser melhor e mais eficiente

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Electronics

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