Pesquisadora cria detector de mentira online. Vê lá o que você anda falando por aí!

Depois do Lie to Me, várias pessoas resolveram se tornar experts em gente mentirosa, tentando ver microexpressões. A série acabou, mas tem o canal Metaforando, que se propõe a analizar a linguagem corporal de pessoas em detrminadas situações e determinar o estado psicológico da pessoa analisada. Já o FBI tem o Behavioral Science Unit (Unidade de Ciência Comportamental), que não é baseada (apenas) em microexpressões, mas em modus operandi de criminosos, tabulando dados e cruzando informações estatísticas, procurando prever o que vai/está acontecendo. Disso veio a série Criminal Minds (só era boa com o Gideon), mas não se liguem em tudo na série. Aquilo é entretenimento, e nem sempre retrata a realidade (quase nunca, seria o termo mais adequado).

Desde sempre, saber quem está mentindo é primordial na hora de julgamentos, decisões de Estado e saber por onde o traste andou, pois chegou em casa com um festival de batom na camisa (se for na cueca, não é preciso detector de mentiras. Erasístrato de Chio (310 A.E.C. – 250 A.E.C.) anatomista e médico grego, designado pai da Fisiologia, já buscava formas de descobrir se alguém estava mentindo. Outro que procurou um modo de descobrir quem estava mentindo foi o psicólogo William Moulton Marston, responsável por duas grandes criações: O polígrafo e a Mulher Maravilha (sim, a ideia do Laço da Verdade veio daí).

O polígrafo analisa o seu estado fisiológico de ansiedade, medindo batimentos cardíacos e condutividade elétrica da pele (em tese, se você mente, tende a transpirar mais). Claro, não é muito confiável (você pode estar com ansiedade no 11 e ser inocente). Por isso, não é em todo lugar que ele é aceito como prova. Apenas como parte da investigação, sem ter seu relatório levado ao tribunal.

Analisando todos esses métodos de detectar mentiras, seria possível fazer uma ferramenta online capaz de identificar quem está mentindo? Bem, a drª. Shuyuan Mary Ho, professora-assistente da Faculdade de Comunicação e Informação da Universidade Estadual da Flórida, acha que sim.

O que ela pretende é criar um polígrafo online que pode ser usado de muitas maneiras diferentes, segundo suas próprias palavras. Desde dar uma fuçada na crush do Facebook ou até ver se o boy magia do Tinder é isso tudo o que diz, o Pinóquio Detector Online Tabajara promete verificar geral. Isso até ele começar a ser feito, lógico. Por enquanto, é só uma ideia no papel.

Para a sua pesquisa, Ho criou um jogo online para medir a comunicação verdadeira e enganosa entre duas pessoas. Ela analisou as palavras nessas conversas, na esperança de extrair contexto de milhões de bits de dados em muitas mensagens, bem como as pessoas obtêm contexto ao ver sinais físicos que indicam se alguém está dizendo a verdade ou mentindo.

O jogo designou aleatoriamente os jogadores para interpretar os papéis de “O Santo” e “O Pecador”. Como os pecadores e santos interagiam via computadores, os pesquisadores do iSensor Lab capturaram essas conversas e usaram a tecnologia de machine learning para examinar padrões de palavras e escrita.

Os mentirosos eram menos expressivos, mas usavam palavras mais decorativas por mensagem. Eles exibiam mais emoções negativas e pareciam mais ansiosos quando se comunicavam com os verdadeiros. Foram analisados padrões de fala, repetição de palavras, fluxo verbal, tempo de resposta entre outras coisas.

E ao tabular os dados coletados, descobriu-se que uma pessoa pode detectar mentiras em mensagens de cerca de 50% do tempo, enquanto uma abordagem de aprendizado de máquina pode identificar enganos com uma taxa de precisão variando entre 85 a 100%. Já é alguma coisa.

Tecnicamente, não é um detector de mentiras ainda, a máquina ainda está aprendendo e se exercitando; mas os resultados são promissores, mas tudop está dentro do universo criado no jogo feito por Ho. Como vai se comportar fora deste de ambiente? Ainda não se sabe. Só esperam que não mostrem a TV Senado e a TV Câmara pra máquina, senão ela vai explodir!

A pesquisa foi publicada no periódico Computers in Human Behavior, mas antes, hora do videozinho!

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