Pesquisadores desenvolvem processo de enxerto ósseo. NOW IN 3D!!!!

Enxertos ósseos são um tantinho mais complicados que você pegar um naco de pele da bunda e colocar no seu braço. No caso de enxertos ósseos, é preciso colher o próprio osso de um paciente para fazer o procedimento, ter suprimento de sangue e refazer ligações de vasos sanguíneos. Não que seja impossível fazer enxerto ósseo não-autógeno (sem que seja a própria pessoa que doe de si para si mesmo), mas os chamados “enxertos xenógenos” são mais comuns em cirurgias odontológica e ortopédica.

Claro, estamos falando de um sistema de transplante em que precisa-se de um doador: você mesmo, seu irmão ou o cachorro do seu cunhado (literalmente, pois pode-se fazer enxertos com ossos de animais em seres humanos). O que a Engenharia teria para nos dar?

O dr. Antonios Mikos é engenheiro químico (com ele a oração e a paz). Ele é o pioneiro no campo da engenharia de tecidos, além de ser professor de Bioengenharia, Engenharia Química e Biomolecular da Universidade Rice, além de diretor do Centro de Engenharia de Tecidos Complexos, diretor do Centro de Excelência em Engenharia de Tecidos e diretor do Laboratório J.W. Cox para Engenharia Biomédica.

Mikos se baseou no fato que muitas pessoas têm grandes perdas ósseas na mandíbula, principalmente devido ao câncer, infecção, trauma, doença congênita ou outros distúrbios. Os defeitos ósseos resultantes são esteticamente desfigurantes e funcionalmente incapacitantes. Em outras palavras, fica muito feio e a pessoa não consegue abrir a boca direito pra falar ou mesmo comer. A ideia de Mikos foi combinar o uso de biomateriais e impressão 3D para aec lerar o processo de cura, utilizando tecidos engenheirados personalizados, os quais se ajustam ao defeito do paciente.

Mikos e seu pessoal fizeram um defeito retangular nas mandíbulas de animais de grande porte (ovelhas, a bem da verdade). Eles criaram um modelo para impressão 3D e imprimiram um molde implantável e um espaçador, enchendo a matrix “impressa” com materiais de suporte de biomateriais e implantaram-los nas costelas para desenvolver tecidos ósseos personalizados, tendo sido depois transplantados cirurgicamente para reparar um grande defeito na mandíbula de uma pobre ovelhinha desfigurada.


Clica aí!

Péra. Dá pra repetir?

Os pesquisadores imprimiram numa impressora 3D o que viria a ser o esqueleto de suporte. Sobre ele, Mikops e seu pessoal usaram biorreatores para disparar a reprodução de tecidos, os quais começaram a revestir o esqueleto-base do implante (e não esqueleto-esqueleto da pessoa). Para que o tecido crescesse, é preciso irrigação sanguínea e, por isso, implantaram numa costela, que, sendo tecido vivo, poderia fornecer sangue e nutrientes para que o tecido vivo pudesse revestir a “impressão”. Depois de ter revestido tudo, os pesquisadores transplantaram pro lugar definitivo: a mandíbula.

O uso de transplantar um osso para a cavidade torácica enquanto ele se dessenvolve até o ponto de ir para o seu lugar definitivo nem é novidade, só que se fazia com osso comum mesmo, sendo de gente, de gente mas não o paciente, ou mesmo um animal como um cachorro ou porco.

A pesquisa foi publicada na PNAS. E dentro em breve já poderemos ter reconstruções de áreas ósseas lesionadas, principalmente quando for necessário reconstruções faciais. Agradeçam às ovelhinhas,. Pois sem elas, essa pesquisa não seria possível, e a técnica desenvolvida ajudará a várias pessoas. Inclusive o pessoal da Luiza Mell.

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