Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

Encontradas as mais antigas pegadas no Canadá, e não era Caribou Lou
Estação de Pesquisa do Brasil na Antártida sem verba. Cancelem aquela bosta!

ESTE ARTIGO É CONTRA-INDICADO A FILÓSOFOS QUE ACHAM QUE PRÓTESES SÃO EUGENIA

Nossos corpos são fantásticos mesmo nos menores movimentos. Se nosso cérebro fosse um computador, ele teria vários loops e sistemas recursivos para fazer movimentos simples, como o de uma pinça usando os dedos. Não apenas isso, mesmo no escuro, seu cérebro sabe onde cada membro está. Se você estiver num quarto escuro e fechar os olhos, se lhe disserem para juntar a ponta dos indicadores de cada mão sobre a cabeça, seu célbo se encontra lindamente. Se você, meu amigo, quiser ir urinar de noite, no escuro, não vai precisar ficar procurando o seu “amiguinho” (achar o vaso é outra história, o que fará a sua devotada cônjuge ter arroubos de loucura pelo chão todo molhado). O problema é que isso, apesar de parecer simples, é um problema para quem projeta próteses. O cérebro não as encontra direito. Mas isso parece mudar com uma nova tecnologia da Cleveland Clinic

O dr. Paul Marasco é pesquisador do Laboratório de Integração Biônica no Departamento de Engenharia Biomédica da Cleveland Clinic. Sua pesquisa estuda o sistema nervoso sensorial, com ênfase nos mecanismos de organização do cérebro e aquela linda plasticidade neural. Sua pesquisa visa dar aos amputados uma chance a mais. Não só ter membros repostos, mas uma integração sensorial com dispositivos protéticos. Com isso, Marasco e sua equipe projetaram com sucesso um sistema que retorna a sensação de movimento complexo da mão em pacientes com amputações de membros superiores. Este avanço pode melhorar a capacidade de controlar suas próteses, gerenciar de forma independente as atividades da vida diária e melhorar a qualidade de vida.

Assim, ao restaurar a sensação intuitiva do movimento dos membros, como algo simples de abrir e fechar as mãos, os pesquisadores foram capazes de dar uma leve zuada no cérebro, que conseguia distinguir “isto aqui é meu, isto aqui é algo que alguém colocou aqui e não nasceu comigo”

Assim, o cérebro volta a ter a chamada “percepção cinestésica”, em que ele passa a considerar a prótese como sendo o próprio membro e, assim, age como se tudo estivesse normal. E se o cérebro acha que tudo está bem, então, a vida do paciente passa a ficar melhor.

Para completar sem esforço um movimento intencional, o cérebro precisa de feedback do corpo em relação ao progresso do movimento. Esse sentido cinestésico totalmente inconsciente ajuda o cérebro a aprender as relações entre os comandos motores e os resultados para corrigir os erros de movimento, aprendendo onde os novos membros estão. Os novos sistemas protéticos buscam restaurar esta função e têm se concentrado predominantemente no controle do movimento articular motorizado. Sem o sentido cinestésico, no entanto, esses dispositivos não se tornam intuitivamente controláveis. Assim, a tecnologia desenvolvida pela equipe do dr. Marasco busca um modo do membro dizer pro cérebro “aí, parceiro! Eu estou aqui, ó!”

Essa tecnologia envolve o uso vibradores (vai, Quinta-Série. Pode rir!) que estimulam os músculos usados ??para controlar o movimento das próteses. Quando os “dedos” do dispositivo são abertos e fechados, vibrações são induzidas, e isso faz o cérebro encontrar estes dedos. O cérebro passa a achar que é assim mesmo e a plasticidade neural associa a vibração com o abrir e fechar de mãos.

A sensação é tão fácil de interpretar que os voluntários amputados do estudo conseguiram aproveitá-la em poucos minutos depois de receberem a tecnologia, melhorando o controle que eles têm sobre suas mãos robóticas. Além disso, os indivíduos experimentaram um maior “senso de agência” em relação aos seus dispositivos, ajudando-os ainda a ter um sentido intuitivo e natural das próteses.

Eu perguntei ao doutor Tedson o que ele achava desta pesquisa, mas ele estava de boca cheia e não pôde me responder. Então, o lance é você ler a pesquisa que foi publicada na Science Translational Medicine.

Não, nada de acesso aberto. Problema teu!

Encontradas as mais antigas pegadas no Canadá, e não era Caribou Lou
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Sobre André Carvalho

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