Encontradas as mais antigas pegadas no Canadá, e não era Caribou Lou

[REPOST] Por que não comer carne na Sexta-Feira Santa?
Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

Seres humanos nunca gostamos de ficar parados muito tempo num canto qualquer. Sempre adoramos perambular por aí e foi isso que acarretou pessoal sair da África para o mundo inteiro, dominando o planeta. Claro, as motivações variam de pessoa para pessoa, mesmo antes de serem o que podemos chamar hoje de “pessoas”. Mesmo em tempos d’antanho já tinha gente que adorava sair batendo perna por aí. Muito passam incólumes por eras e eras, mas tem sempre um que deixa o registro de suas viagens, como o que passou pelo Canadá há mais de 13 mil anos.

O dr. Duncan McLaren é professor assistente de Antropologia do Instituto Hakai e da Universidade de Victoria, no Canadá. Ele não tem vocações para ficar em banheirão ou participar de orgia gay. Sendo assim, ele preferiu estudar homens mais velhos. BEM mais velhos. Principalmente, nos antigos moradores da Costa Noroeste da América do Norte; enfatizando na história oral e pesquisa paleoambiental da região.

Dando uma zoiada na região da costa do Oceano Pacífico no Canadá, o dr. Lotus, digo, McLaren encontrou pegadas, cuja análise inicial aponta que elas podem ter cerca de 13 mil anos. É muito tempo!

Os mais antigos vestígios da passagem de seres humanos, datava de 11.700 anos, numa região que hoje é coberta por uma densa floresta. Por causa do tipo de vegetação, a chegada nos locais que prometem ser sítios arqueológicos ricos de informação é bem difícil. Na pesquisa do dr. Copersucar, digo, McLaren, foram escavados os sedimentos intertidais na costa da ilha de Calvert, na Colúmbia Britânica, onde o nível do mar estava dois a três metros abaixo do que é hoje no final da última era glacial.

Como assim sedimento intertidal?

“Intertidal” vem de tide, maré. A zona intertidal também é chamada de “zona entremarés”, e trata-se da zona litorânea que fica exposta ao ar durante a maré baixa e que permanece submersa durante o resto do tempo. Trata-se da zona compreendida entre a preamar e a baixa-mar, apesar dos limites não serem rígidos.

É nesta zona que o dr. Brabham, digo… ah, você já sabe! Esta foi a região que o bom doutor procurou por rochas sedimentares e acabou descobrindo 29 pegadas humanas de pelo menos três tamanhos diferentes nesses sedimentos, cuja datação apontou como sendo cerca de 13.000 anos.

Medições e análises fotográficas digitais revelaram que as pegadas provavelmente pertenciam a dois adultos e uma criança, todos descalços, e sugere que havia humanos na Colúmbia Britânica há pelo menos 13 mil anos, vindos da era glacial mais recente, apesar de ser bem capaz de estarem ali antes, mas isso não se sabe ao certo.

A pesquisa foi publicada na Plos One.

[REPOST] Por que não comer carne na Sexta-Feira Santa?
Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!