Pesquisadores encontram carrapatão velho que mordeu dinossauros

Eu sei que você achou maneiro aquele lance de mosquitos no âmbar, extraindo deles o sangue de dinossauros que foram picados e assim libera um T-rex atrás de jipes. Apesar do leve fundo de verdade, 90% é pura ficção; e o fundo de verdade é que sim, consegue-se ter mosquitos bem preservados em âmbar, mas não é só eles.

Menos glamouroso que o filme e o livro, cientistas estudam outro tipo de bicho que ficou preso no âmbar depois de ter chupado (ÊPA!) os dinossauros. NO caso, o animal em questão são carrapatos.

O dr. Enrique Peñalver é pesquisador do  Instituto Geológico y Minero de España . Não, ele não é jogador de badminton. Esse Enrique gosta de estar no meio de pedras e pedregulhos, além de ficar super-pistola quando ele ler o que acabei de escrever. O dr. Peñalver estuda bichos velhos, muito velhos. De preferência, os que estão presos em rochas, já que ele é geólogo e não paleontólogo.

Enrique e seus colaboradores estudam carrapatos fossilizados que foram descobertos estando presos em âmbar do período cretáceo, na Birmânia ou Myammar. O registro fóssil do indivíduo ectoparasitário em associação íntima com restos integumentários de seu hospedeiro (acharam um carrapato com vestígios do tecido do dino) data de cerca de 99 milhões de anos; e, além disso, os espécimes de tordo de uma nova família, também encontrados em âmbar birmanês. Isso sugere que ambos podem estar indiretamente relacionados com hospedeiros de dinossauros emplumados.

Ah, sim! Um indivíduo ectoparasita é aquele que vive sobre o outro organismo, e não dentro. É meio como o seu cunhado.

A importância da descoberta é que, se fósseis em bom estado já são raros, fósseis de criaturas parasitárias, alimentadoras de sangue diretamente associadas aos restos de seu hospedeiro são muito mais escassos, mesmo para padrão fóssil. E não, antes que perguntem, não dá para saber qual dinossauro o carrapatão do mal mordeu e chupou, mas em compensação você poderá ler a publicação inteirinha digrátis no periódico Nature Communications

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