Cientistas curam criança com 80% do corpo afetado por doença genética

O Experimento de Milgram Sobre Obediência
Pesquisador brasileiro está fugindo daqui e ninguém sabe por quê. RUN FORREST! RUN!

Eu fico feliz de haver gente feito o Tedson e o Victor. Com eles, nós pudemos alcançar coisas incríveis na Ciência. Eles são o que temos de melhores (ainda mais porque os cientistas de verdade fugiram daqui). Coo não apreciar toda a Ciência envolvida em sua magnitude? Aí vem um italiano já coroa que não vê importância neste laborioso e importante trabalho desses briosos pesquisadores brasileiros. O que este cientista carcamano fez?

Ele apenas salvou um menino com 80% tomado por uma doença genética muito fidaputa!

O dr. Michele de Luca (é um homem, o que não é nada demais na Itália, onde Andrea é nome de homem também. Portugueses que zoaram tudo) é Diretor do Programa de Terapia Genética do Centro de Medicina Regenerativa Stefano Ferrari.

Ele recebeu um menino de sete anos (na época, já que foi em 2015) portador de uma doença chamada epidermólise bolhosa. Acredite: você não quer ter epidermólise bolhosa. Ninguém quer uma epidermólise bolhosa na vida. Esta doença genética é rara, mas nem por isso perigosíssima. Esta coisinha linda vinda de um projeto inteligente é caracterizada por uma grande sensibilidade da pele, já que não há adesão entre as células da epiderme. Qualquer roçadinha leva à formação de bolhas e descolamento da pele, deixando a pessoa em carne viva. Claro, isso faz o incrível favor de lhe deixar desprotegido contra agentes infecciosos. Sua pele saiu, já era. Lindos fungos e bactérias pulam lá pra dentro do corpo mais feliz do que eu entrando no meu quarto e encontrasse a Gal Gaddot e a Scarlett Johanson lutando no gel.

A forma simples é a menos grave deste bosta de doença atinge apenas as mãos e os pés (não que já não seja uma merda). Tem a fase, digamos, mediana, em que as bolhas e feridas atingem, também, a boca, o esôfago e o intestino. Com isso, a pessoa acometida disso terá sérios problemas para engolir e a alimentação passa a ser um inferno. Aí temos a forma distrófica, que cai matando, afeta o corpo todo e pode acontecer dos dedos ficarem colados. Foi o eu o menino teve.

Infelizmente, ficar fazendo sexo oral em banheirão não foi sequer pensado como tratamento. Sair revirando locais com orgias também não. Vamos para aquilo que muitos tanto falam mal sem sequer saber do que se trata: terapia genética.

De Luca e seu pessoal literalmente começaram a substituir o tecido epitelial do menino, com células sem ter os genes dos Infernos (siiiiiiim, é mais de um!), que ao serem expressados acarretavam na epidermólise bolhosa da criança. O tecido mais externo se soltava, deixando os tecidos mais internos à mostra, e mesmo eles também eram afetados pela doença. Olha que fofo! Só alguém feito por um projeto inteligente para ter uma zica assim.

O menino, cujo nome não foi divulgado e nem acho tão importante assim, saiu da Síria e foi internado no Children’s Hospital, que está sob os auspícios da Universidade de Ruhr, na Alemanha, com infecções de pele generalizadas. Logo depois, a maior parte de sua pele se soltou. Era para começar a rezar para Allah, mas há bons clérigos que dizem que deve-se ter Tawakol ‘ala Allah, a Confiança em Allah Al Wakil, sendo Allah Aquele Que Te Ajuda. Segundo a ala não-retardada do islã, todos devem procurar o melhor pra si de modo que Allah possa reconhecer seu esforço e recompensá-lo.

Link para a Imagem. Não é bonito.

Não que eu efetivamente acredite nisso, mas crer em uma religião é legal quando você percebe que bom mesmo é correr pra Ciência; e se você acha que foi Allah, Jesus, Krishna ou um Bode Preto que colocou a ciência no seu caminho para cuidar de você, bem, eu sinceramente estou pouco me lixando.

O dr. De Luca avisou que sem a pele, a expectativa de vida não seria muito longa. Bóra pro tratamento. Ele e seu pessoal coletaram um naco de 4 centímetros quadrados de pele que ainda estava no lugar, a cultivaram numa placa de Petri e geneticamente alteraram as células usando um retrovírus que levou o “patch de correção” com versão funcional do gene LAMB3, devidamente alterado, corrigindo a mutação.

Estas células novinhas e recém alteradas foram cultivadas para produzir mais e mais células e, por fim foram enxertadas no corpo do menino, cobrindo cerca de 80 por cento dele. Dois anos desde o tratamento, o menino agora está vivendo uma vida normal, com uma epiderme regenerada. O único medo é que as células fiquem doidas no futuro e possam dar em câncer de pele, mas isso é o futuro e o menino precisou ser curado agora. Curado foi. Obviamente ele passará por monitoramento e poderá dizer: Existe uma coisa chamada Ciência. É ela que enfia o dedo na cara da Morte e diz: HOJE, NÃO!

O procedimento foi publicado no periódico Nature.

CHUPA, TEDSON!

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • cloverfield

    Eu sempre imagino a cena a seguir:

    Morte na sala de espera do hospital lendo o Ghost News (pra mim ele parece um pouco com o BeetleJuice), quando o médico sai da sala de cirurgia.
    Morte: E ai Doutor? Já embrulhou minha encomenda? To meio com pressa hoje.
    Doutor: Encomenda? Olha sua encomenda aqui (mostrando o dedo médio), hoje você vai sair de mão abanado, otário.
    Morte: Um dia eu vou levar ele e depois você…
    Doutor: Pode até ser, mas hoje você você vai levar isso (mostra o outro dedo médio). Hasta la vista, mané.

  • Jefferson Junior

    “Existe uma coisa chamada Ciência. É ela que enfia o dedo na cara da Morte e diz: HOJE, NÃO!”
    Essa frase me deu arrepios e cisco nos olhos!

  • Narc

    Feito com transgenia, mas não só os idiotas vão ignorar como continuaram dizendo que ela é “do capeta” independente do uso que se faça dela.

  • ronaldo

    Aqui no interior do Rio Grande do Sul temos um caso. São luiz Gonzaga. procure a campanha Para Poder Abraçar da menina Raíssa. Ela está em recuperação após um transplante de medula.

    https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/menina-com-doenca-rara-fara-tratamento-inedito-e-experimental-no-brasil.ghtml

    Alguém por aqui também está se mexendo e uma pena que não sejam mais divulgados os benesses da ciência.