Extinção do Triássico-Jurássico não mudou muito o que acontecia no oceano ou “a vida sempre da um jeito”

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Na catástrofe que foi a Extinção do Permiano, no período Triássico-Jurássico (aquela que caiu um meteorão do mal, evento também chamado Triássico Tardio), mais de 50% das formas de vida foram para a vala, mas que sobrou foi o suficiente para acarretar em youtubeiros e seus comentaristas hoje (o que eu não sei dizer se foi uma boa, mas Evolução nunca significou melhoria). Entretanto, apesar da mortandade quase total, pesquisas atuais mostram que não houve mudanças drásticas na forma como os ecossistemas marinhos funcionavam.

O dr. Alexander Dunhill é pesquisador da Faculdade da Terra e Meio Ambiente da Universidade de Leeds. Ele pesquisa o que aconteceu há muito, muito tempo atrás, analisando os poucos vestígios deixados e tentando remontar a história evolutiva de nosso planeta. Segundo ele, enquanto a extinção em massa do Triássico Tardio teve um grande impacto no número total de espécies marinhas, ainda havia diversidade suficiente entre as demais espécies que o ecossistema marinho era capaz de funcionar da mesma maneira que antes. Em outras palavras, o mar era polvilhado com uma imensa quantidade de vida, que mesmo que mais de 90% tenha morrido, sobrou muita coisa lá para continuar sua vidinha., eu especulo que até melhor, pela falta de predadores maiores, que são os primeiros a serem afetados.

No período em questão, a mortandade se deveu a vários fatores de tudo o que poderia dar errado e efetivamente deu. Além do meteorão que todo mundo conhece, um tsunami varreu o planeta. A imensa onda de chique gerou uma grande bola de ar quente que detonou geral, e vários detritos foram para a atmosfera. Erupções vulcânicas em larga escala começaram a explodir, gerando terremotos em escalas apocalípticas. Pangea estava se rompendo, e isso levou a aparecer imensas rachaduras por onde o magma transbordou, sendo impulsionados pela incríveis forças no centro da Terra.

Dunhill e seus colaboradores compararam o ecossistema marinho em todo o evento de extinção em massa do Triássico-Jurássico examinando fósseis do Triássico Médio ao Jurássico Médio, abrangendo um período de tempo de cerca de 70 milhões de anos. Só para vocês terem uma ideia da escala de tempo, as pirâmides têm 4000 anos. O primeiro tijolo da primeira cidade tem cerca de 6000 anos e o Homo sapiens apareceu há ridículos 200 mil anos. E De volta Para o Futuro tem 32 anos.

Sim, estamos velhos, a Humanidade é velha, mas perto do passado tempestuoso do planeta somos como moscas e seremos mortos como tais. A verdade é que dificilmente sobreviveremos a uma extinção em massa. Isso para o planeta não significa nada. Somos apenas um incômodo.

Para entender melhor o que aconteceu durante a extinção do Triássico-Jurássico, Durnhill e seu pessoal estudaram o estilo de vida dos diferentes animais que viviam nos oceanos e relacionaram com a forma de como se mudaram, onde viveram e como se alimentaram. Uma verdadeira biografia de antigamente, MUITO antigamente.

Eles foram capazes de determinar que nenhum desses “estilos de vida”, digamos assim, desapareceu completamente. Por mais que boa parte dos seres vivos tenha desaparecido, os que ficaram continuaram com suas vidinhas como se nada tivesse acontecido. Bem, não é de se estranhar quando se sabe que o que ficou foram as formas mais simples, e que qualquer mudancinha no seu comportamento pode cair numa sinuca evolutiva e garantir sua extinção também. Sendo assim, com a vasta quantidade de seres que ficou preservadas, também ficou preservado o ecossistema marinho, na medida do possível, e considerando como um todo. Quem estava em Yucatán teve uma desagradável surpresa e o ambiente ali mudo para sempre.

Uma das grandes vítimas marinhas do Triássico Tardio foram animais estacionários de recife, como os corais. O registro fóssil mostra que, enquanto o ecossistema marinho continuava a funcionar como um todo, levou mais de 20 milhões de anos para que os ecossistemas de recifes tropicais se recuperassem daquela catástrofe.

Os ecossistemas tropicais sofreram uma devastação generalizada cada vez que os gases de efeito estufa aumentavam, e isso é devido a ter várias toneladas de metano congelado em permafrosts no solo do oceano. Sim, tem muito metano lá embaixo até hoje, proveniente da decomposição de matéria orgânica. Quando caiu o meteorão, parte daquele metano foi liberado, que derreteu e virou gás rapidamente. Ele foi pra atmosfera e isso intensificou o efeito estufa. O aumento da temperatura global matou mais seres vivos, mas isso não durou muito. O impacto levou toneladas de detritos para atmosfera, bloqueando a luz do Sol. Rapidamente caímos num inverno nucelar. Sem sol, nada de luz e isso acarreta que as plantas não podiam fazer fotossíntese e começaram a morrer. Animais que dependiam dessas árvores, ferrou. Já era!

No oceano, algas azuis também sofreram com a escuridão, mas animais que nunca dependeram de fotossíntese continuaram vivendo, apenas dos oceanos estarem mais pobres em oxigênio. Quem ficou era o mais resistente do mais resistente, e estes sempre mantiveram a ordem das coisas.

Ficou interessado? Ótimo! Seu domingo está garantido, pois a pesquisa foi publicada no periódico Paleontology e está digrátis

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Sobre André Carvalho

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  • Diego De Oliveira Silva

    corrige:
    A imensa onda de “chique” gerou uma grande bola de ar quente que detonou geral, e vários detritos foram para a atmosfera

    O impacto levou toneladas de detritos para atmosfera, bloqueando a luz do Sol. Rapidamente caímos num inverno “nucelar”.