Poloneses são tão sádicos quanto qualquer um, segundo pesquisa

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Stanley Milgram demonstrou de maneira científica que somos um bando de psicopatas. Seu experimento mostra o quanto nós podemos fazer besteira, quando temos alguma figura de autoridade nos induzindo – ou nem tanto – a fazer algo que de outra forma acharíamos reprovável. Seu experimento media a disposição de pessoas em aplicar choques elétricos a outra pessoa, que na verdade era um ator. Nem os gritos (fictícios, mas o examinado não sabia) dissuadiam as pessoas, e elas progrediam. Pior que isso, mulheres se mostraram com maior tendência a aplicar tortura. Clica lá no link acima e leia sobre isso. Eu espero.

Foi? Bem, isso não era para se repetir, não é mesmo? Qualquer um informado sabe desse experimento (0,0000001% da população) e já poderia antecipá-lo e não sucumbir à tendência de agir feito um sádico, certo? Bem, os poloneses não pensam assim.

O dr. Tomasz Grzyb é pesquisador de psicologia comportamental e social da Universidade de Ciências Sociais e Humanidades da Polônia. Tomasz, obviamente, é motivo de piadas como o um senhor vindo da Polônia que foi no oftalmologista e leu no cartaz G-R-Z-Y-B e o médico ficou admirado por ele ter conseguido ler tudo.

– Se eu consigo ler? Eu conheço este cara!

Tomasz lida com as técnicas psicológicas de influência social influência e propaganda, interessado, principalmente, em metodologia de pesquisa, tanto científica e de marketing, além de máquinas de lavar roupas e tanques (os de guerra). Tá na bio dele. Eu não inventei isso!

Grzyb (parece nome de algum duende maléfico) tinha como objetivo analisar o nível de obediência que encontraríamos entre os moradores da Polônia nos mesmos moldes do experimento de Milgram. O grande diferencial é que este teste não tinha sido feito na Europa Central. Quando muito aquele Reality Show na França, que não fica na Europa central, eu sei bem, não me corrijam.

Não sei se vocês estão lembrados, mas a ideia de Milgram era entender porque atrocidades como o que acontecia nos campos de concentração aconteciam (e os nazistas não detém essa exclusividade). A parte irônica é que a Polônia foi invadida em 1939 e foi aí que efetivamente começou a Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, era de se esperar que poloneses não caíssem nessa armadilha, certo? A realidade falou mais alto!

O sr. Mxyzptlk, digo, o dr. Grzyb e seus colaboradores recrutaram 80 participantes (40 homens e 40 mulheres), com uma faixa etária de 18 a 69, para o estudo. Os participantes tinham botões que iam do 1 até 10, os quais eram responsáveis pelas intensidades dos “choques”. Novamente, não tinha choque elétrico nenhum. Era pegadinha do Tomasz! O comitê de ética avaliou o experimento antes e não permitiu que houvesse uma replicação completa do experimento, então Grzyb adaptaram para fazer o mais parecido possível.

Resultado? 90% das pessoas estavam dispostas a ir para o nível mais alto na experiência, ou seja, eletrocutar o pobre sujeito pode ter recebido certas recusas, mas larga maioria dava de ombros e continuava em frente.

A maior parte das pessoas que se recusaram a seguir adiante eram do sexo feminino, mas a diferença foi tão pouca que foi considerada desprezível. Ou seja, independente de país onde se nasça, somos um bando de maníacos sádicos, prontos para obedecer qualquer ordem e isso explica muito como tragédias e massacres acontecem.

A pesquisa foi publicada no periódico Social Psychological and Personality Science.

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Sobre André Carvalho

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