Em Balneário Camburiú, tem cego que não se enxerga

Morreu uma guerreira, morreu uma heroína, morreu uma mãe
Observar pássaros perto de casa faz bem. Ainda mais pra quem tem dinheiro

Olga Souza tem 57 de inutilidade. Como professora devia se tocar de certas coisas, mas não. Essa senhora – professora ainda por cima! – é completamente sem-noção. Saiu do seu Rio Grande do Sul e resolveu se achar mais que todo mundo insistindo em algo chamado “diversão pessoal”, pois é uma hedonista egocêntrica, para quem só existe ela e mais nada. Quando muito, essa senhora, que só pensa em si mesma, levou seu cachorro para a praia em Balneário Camburiú, que nada mais é que uma praia mixuruca, mas isso é detalhe. O problema é que esta senhora não sabe que é proibido levar cães às praias, mas se achou acima de todo mundo e não atendeu ao pedido de outros banhistas. Uma pouca vergonha!

Banhistas inconformados com essa atitude chamaram os representantes para manutenção da ordem, de forma que as leis vigentes fossem aplicadas. A polícia chegou e instou a professora Olga que se retirasse com o seu cão dali. Vocês acreditam que ela tentou argumentar? Não, para com isso! Ela ainda tentou a OUSADIA de esfregar as leis na cara do policial só porque é cega e estava com o seu cão-guia. O policial, digníssimo representante da moral e bons costumes, não se deixou intimidar e a ameaçou de leva-la presa se não se retirasse. Fez ele muito bem.

Aí, o que faz a meliante? Dá carteirada. Sim, isso mesmo! Olga, a criminosa, entrou em contato com técnicos do curso de treinadores e instrutores de cães-guias, que ligaram para o Batalhão da Polícia Militar, cujo oficial responsável pelo policiamento foi até a praia para oprimir os nobres servidores e aos demais banhistas, ultrajados com o desenrolar de tudo, para que aceitem o reles fato que a porra do cacete da merda do Decreto nº 5.904, de 21 de setembro de 2006, regulamentando o caralho da Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, diz em seu primeiro parágrafo:

A pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia tem o direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo.

Deu para entender, bando de imbecis?

O meganha ainda teve o descalabro de dizer para a professora Olga que o cão-guia não deveria ser usado para situações de lazer, causando constrangimento para ela. Mas isso vai ficar muito lindo num tribunal, quando o meganha for explicar ao juiz porque ele acha que cegos não têm o direito a lazer.

Claro, isso não acontecerá, pois ele ficará protegidinho no quartel, mas ainda assim espero que a professora Olga solte um processão estilo RELEASE THE KRAKEN. Garanto que advogados já devem estar se estapeando para pegar a causa, trabalhando de graça, inclusive se necessário.

Sentado em seu canto, cuidando de sua dona, Darwin, o flat coated retriever, fez aquilo que foi ensinado a fazer, demonstrando melhor treinamento que os policiais, mantendo a paz e serenidade. O mesmo não garanto do comandante do batalhão, ao receber certos telefonemas de algum político se aproveitando da situação.

Lição pra vida: nunca coloquem mulas para policiar quem anda com cães.


Fonte: Rede Gaúcha via @alssst

Morreu uma guerreira, morreu uma heroína, morreu uma mãe
Observar pássaros perto de casa faz bem. Ainda mais pra quem tem dinheiro

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • João Ferrari

    André vai ter trabalho com a quantidade de comentários, de quem lê só o início do texto, que terá que filtrar…
    Já presenciei cão guia nos ônibus aqui em Porto Alegre… se comportam melhor que muita gente!

    Bruno Aveiro respondeu:

    Já vi em SP também. Metrô, ônibus… o problema são as pessoas que não sabem que o cão está “trabalhando” e ficam fazendo cuti cuti, querendo fazer carinho… falta informação para a maioria das pessoas.

    Pryderi respondeu:

    :O problema principal é que o corno do policial não conhecia a lei.

    Slade respondeu:

    Sem querer entrar no mérito, fiz um concurso para oficial da PM/RJ e fiquei com 74 pontos (Deveria ter estudado mais), porém teve gente que ficou com minha vaguinha e tirou 62~64, entrando pelos cotas de negros e índios. Tenho bisavó negra, e bisavô descendente direto de índios, mas como sou branco… Emfim, coisas como essa ajudam a entender como pessoas menos preparadas assumem vagas que não deveriam ser suas.

  • Silvio Soares da Silveira

    Huehuehue… Um agente da Lei que desconhece a mesma. Talvez a atitude mais correta seria ele ter consultado a opinião de algum superior, não era um caso de “vida ou morte”, ele teria tempo para tomar uma atitude mais coerente.
    Gostei do título da matéria, parece até nome de alguma música do Falcão.