Os buracos da autoestrada da informação

Estamos na Era da reclamação. Isso é um ponto indiscutível. Antes, a gente entrava na Internet para buscar informações; e encontrávamos! Hoje, entramos na Internet para dizer que não encontramos informação alguma, que é um absurdo, como assim me pedem coisas que eu não sei, como irei aprender, bláblábláblá.

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Mimizentos criam regrinhas para o carnaval. Foliões mandaram a Cláudia sentar lá

Começou o carnaval, e existem dois tipos de pessoas: os infelizes, toscos, fracassados, antissociais e misantropos e aqueles que não estão lendo este artigo e muito menos escrevendo artigos para blogs. Em tempos politicamente insanos, não se pode mais sair pro carnaval antes de saber as regras. O problema que brasileiro não lê nem manual de instruções da TV, quanto mais manuais de conduta.

Em Belo Horizonte, o Conselho Municipal de Igualdade Racial, um órgão ligado à Prefeitura, divulgou uma cartilhinha com recomendações aos foliões. Uma delas é que se vestir de índio é feio, magoa e deixa o Papa Capim triste. Vocês já podem imaginar o que aconteceu.

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Dinamarca passa a borracha em lei anti-blasfêmia

Lei anti-blasfêmia é uma das coisas mais imbecis no mundo do século XXI. Não se pode falar mal de um deusinho, pois ele tem problemas de aceitação, fica tristinho e cai na depressão. Temos que protegê-lo. A Dinamarca tinha uma lei anti-blasfêmia que já datava de uns 150 anos. Aí, para horror de muita gente, os legisladores disseram algo como “anti-blasfêmia é o cacete” e revogaram-na.

Segundo um dos legisladores, o deputado Bruno Jerup, “A religião não deve ditar o que é permitido e o que é proibido dizer publicamente”. Essa lei era tão idiota e obsoleta que foi aplicada apenas poucas vezes no século passado.

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Para pesquisador da USP, Monteiro Lobato era raciZZZzzzzzZZZzz

Sim, de novo esta chatice. mimimi Monteiro Lobato era racista e os livros dele estavam repletos de racismo. Sim, já teve gentinha querendo tirar a obra de Monteiro Lobato do currículo escolar. Aí, por falta de coisa melhor pra fazer (ou falta de banheiros públicos para pesquisas), pesquisadorzão da USP analisa a obra do Monteiro Lobato, quando muito pior é aquela tentativa de homicídio que são os livros da Clarice Lispector, que tentam de todo modo lhe matar de tédio.

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Os floquinhos de neve e o malvado mundo profissional

Sociologia é aquela ciência importante que existe para apenas formar professores de Sociologia que farão tudo para convencer que Sociologia é importante. Como eles têm pouco o que fazer, criam conceitos idiotas e um deles é o da “Geração Y”, também chamados de “Millenials” ou, como eu chamo, Geração Ydiota. Essas criaturinhas tolas e desprovidas de noção (estou falando dos millenials, mas também serve para sociólogos) são compreendidos como a geração de fins dos anos 70, anos 80. São caracterizados por terem nascidos num mundo de grandes revoluções tecnológicas. Sim, porque viver na época do uso na energia atômica é algo trivial. Até a Revolução Industrial não se compara com um carinha comprar uma bosta de smartphone para postar foto de comida.

Essa geração mimada, criada num mundo em que são protegidos de tudo para não sofrerem estão sendo lindamente darwinizados no meio de trabalho, o que não significa muito, já que sempre pode-se contar com mesadinha de papai e mamãe.

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O Maléfico YouTube e os mimizentos de plantão

Todo mundo reclamando do algoritmo malvadão do YouTube. Choro e ranger de dentes. Um deles é um youtubeiro zuão da Suécia chamado Pewdiepie, que alegou ter perdido assinantes e ter sofrido uma queda de visualizações no seu canal de bobagens. A desculpa que ele encontrou é que estão discriminando-o por ser branco.

PewPew subiu um vídeo com ataque de pelanca, dizendo que se ele chegasse aos 50 milhões de assinantes, que ele apagaria o canal (ele já passou dessa marca e não apagou). Um monte de gente também postou vídeo falando, reclamando, tendo ataque de piti e chilicando geral por causa das mudanças de como o YouTube trabalha.

E o que o André tem a dizer?

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Trump foi eleito. And now, Joseph?

E agora… nada. Donald Trump, o cara que muitos julgaram que era um azarão, que não tinha capacidade de passar nem das primárias, foi eleito nessa madrugada como presidente da tida como Nação Mais Poderosa da Terra. Não sei se este termo ainda é aplicável hoje, mas não faz diferença. Com isso, os Republicanos estão rindo de orelha a orelha. Concentram a maioria no Congresso, tanto na Câmara dos Deputados quando no Senado. Com a eleição de Trump, o Executivo e Legislativo estão sob domínio da ala conservadora.

Mas o que isso significa de fato?

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Universitário Leite-com-Pêra acha que tudo ofende

Microagressão é aquela ofensa tipo “mimimi, fui ofendido”. Sabe o que é uma ofensa? “Mas tu é feio, hein?” é uma ofensa, mas “Puta merda, você fede mais que o cadáver podre da sua avó que seu avô esconde no guarda-roupa para poder fazer sexo selvagem todas as noites enquanto come cachorro quente com purê” é muito errado, pois purê em cachorro quente é algo muito sério! Já microagressão é algo como “que bonito sapato o seu”. Pronto, causou trauma!

Acham maluquice? Reclamem com o pessoal da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. Eles fizeram um manual de conduta sobre isso. E querem saber mais? Ainda piora!

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Vó, ó o vilão malvado aqui, ó!

Nada pior que gente chata. Ah, sim, tem as pessoas sem senso de ridículo, Não, péra. Tem os ofendidos profissionais, os militantes e gente com preguiça de dar cabo daquela pia imunda em casa. O que arrumaram dessa vez? Simples, estão reclamando de tudo. Desde propaganda de hamburgueria até o outdoor da Fox promovendo X-Men Apocalipse.

Se o objetivo é ter um mundo chato, gerido por retardados, estamos no caminho certo de ter o mundo inteiro como um gigantesco Brasil.

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Chega de bandidos malvados, quero um vilão toddynho

No tosco mundo de Hades, politicamente correto, nada agrada à grande massa da população, criados a leite-com-pêra e ovomaltine. Todo dia alguém reclama de livro, novela, filme, série e do seu Lourival, porque ele varreu a rua com vassoura de cerdas sintéticas e isso ofende o planeta. No mundo governado por pedagogas, as produções televisivas e cinematográficas, obras literárias e peças teatrais não podem mostrar violência. É feio.

A bola da vez é a série Game of Thrones, porque mostrou o estupro de uma das personagens, e a Interwebs está chilicando com isso.

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