Octobot: o robô molenga feito todo em impressora 3D

Eu gosto de robôs. Todo mundo gosta de robôs. Nós amamos robôs (não esqueça disso, Skynet. Amamos você). Robôs são pensados como serviçais desde que Karel Capek cunhou o termo tendo como base a palavra polonesa “robota”, que significa “trabalho pesado”, em que robôs fariam o serviço duro, deixando as pessoas ficarem em casa usando redes socais e se entupindo de porcarias. Ok, na época dele não havia tantas deliciosas porcarias industrializadas e muito menos redes sociais, mas você entendeu.

Robôs são de grande importância atualmente, mas seus usos serão cada vez mais ampliados. Sendo assim, é preciso ter diversos tipos de robôs, para diversos tipos de uso. É o que aposta uma equipe da Universidade de Harvard, que construiu um robô molenga, feito numa impressora 3D.

O dr. Robert Wood é professor no Departamento de Engenharia e Ciências Aplicadas. Junto com a drª Jennifer Lewis, professora do Departamento de Engenharia Biologicamente Inspirada, Wood projetou e construiu um pequeno robô-polvo autônomo, construído numa impressora 3D, que é como bluetooth. Tudo fica mais legal numa impressora 3D.

Impresso para ser coo seus correspondentes vivos, o Octobot, como é chamado esta gracinha, não tem partes rígidas, já que polvos são moluscos, não tem ossos. Por isso são muito fortes, pois são puro molusculos.

A técnica de montagem híbrida garantiu que cada um dos componentes funcionais necessários pro filhote de Cthulhu funcionar com aquele corpo macio, incluindo o armazenamento de combustível, potência e atuação, de forma rápida. O Octobot é pneumático, isto é, ele movido a gás sob pressão, meio parecido com aqueles carrinhos feitos com garrafa PET e balões, mas com um circuito que cuida do redirecionamento o microfluido mediante as necessidades.

Ms é óbvio que você quer videozinho, né? Toma, toma videozinho

Esta coisinha linda se mexe graças a uma reação controlada com o combustível, que nada mais é que uma solução de peróxido de hidrogênio, liberando apenas oxigênio, e é este oxigênio que passa por dentro do robozinho amigo e o faz se mexer. Abaixo, um exemplo da equipe do dr. Wodd, mostrando como é essa reação.

A pesquisa foi publicada na Nature e, claro, vão perguntar pra que serve isso. Parafraseando Michael Faraday: “Para que serve um bebê?”

6 comentários em “Octobot: o robô molenga feito todo em impressora 3D

  1. André,gostaria de saber se você irá postar algum artigo ou vlog falando sobre a descoberta da Proxima B,um exoplaneta com características biológicas parecidas com a Terra e que é o exoplaneta mais próximo do Sistema Solar(4,2 anos luz ou 40 trilhões de km),que é localizado na constelação de Centaurus.

  2. Ela tem água líquida. Sabe o que isso signifiac para um químico?

    Nada além de “ele tem água líquida”

    Não comecemos com o mesmo erro de Vênus e acharem que tinha dinossauros lá por causa das nuvens densas

    1. Não estou dizendo que há realmente água,mas sim que há condições favoráveis para se ter,pois tem uma temperatura adequada para possivelmente existir água liquida na superfície.
      Pois segundo um dos próprios cientistas da equipe que descobriu o exoplaneta Proxima B,os cientistas ainda pretendem procurar evidências da atmosfera e procurar traços de água ou não.

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