Pesquisadores desenvolvem curativo para acelerar cicatrização em diabéticos

Diabetes é uma doença que é mais séria do que as pessoas pensam. Alguns acham que é apenas uma questãozinha boba e basta controlar a quantidade cavalar de doces que comem. Uma pena que não seja tão simples. O metabolismo vai pro cacete e em muitos casos feridas dolorosas nos pés aparecem e são difíceis de tratar. 24% das pessoas com essas feridas acabarão tendo que amputar os pés; e é melhor isso do que morrer.

Resta trabalharmos para minimizarmos isso. Será possível? O pessoal da Engenharia acha que sim.

O dr. Guillermo Ameer é engenheiro químico (com ele a oração e a paz); além disso, ele é professor de engenharia biomédica na Escola McCormick de Engenharia e cirurgia na Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern. Sua pesquisa analisou como algumas feridas não se curam rápido o suficiente e como poderiam reverter isso com biomateriais. Ferida aberta é um convite a criaturinhas que não deveriam entrar venham e façam a festa.

O jovem Yunxiao Zhu é doutorando do dr. Guilhermo, e sua pesquisa visa criar um curativo para sarar rapidamente essas feridas. Um band-aid turbinado, se podemos dizer assim. Inicialmente, eles criaram um material termossensível com propriedades antioxidantes intrínsecas (ZZZZzzzzzZZZZzzz) para combater a inflamação, sendo capaz de entregar células terapêuticas e proteínas. Zhu e seus colaboradores incorporaram uma proteína que naturalmente serve para atrair células de reparo para um local de lesão, ajudando a fechar a ferida.

Simplificando

O band-aid turbinado despeja no buracão substâncias que ajudam o corpo do paciente a fechar aquela cratera ali aberta, usando substâncias que já temos, só que numa versão hardcore para fechar aquela bagaça logo de uma vez, antes que algum contaminante FDP invada e estrague a vida do paciente, que já está com uma saúde de bosta.

Então é uma tira de esparadrapo mágica?

Não. Eu escrevi “Band-aid” para facilitar. Na verdade, material termossensível é aplicado na ferida, sob a forma líquida. Este líquido polimeriza-se formando uma gelatina por causa do calor do corpo (entendeu a parte do “termossensível”?) Esse material é misturado com uma proteína que será liberada lentamente por causa do gel, que controla esse “derrame” de substância. Como o gel formado é termossensível, ele pode ser removido simplesmente sendo esfriado, o que será útil na hora de trocar o curativo, por outra mistura. A ferida está protegida contra agentes patogênicos, está derramando substâncias que acelerarão a cicatrização, e deixarão diabéticos com menor risco de sofrer amputação.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Controlled Release e isso só prova que a Ciência, assim como entidades mágicas, odeia amputados. A diferença é que a Ciência procura impedir que isso aconteça.

Deve ser porque Ciência efetivamente existe.

2 comentários em “Pesquisadores desenvolvem curativo para acelerar cicatrização em diabéticos

  1. Diabetes é uma doença bastante complicado mesmo. Conheci uma pessoa que passou anos sofrendo as as feridas que não saravam.

    Ah, e toda vez que ouço “termossensível” lembro daqueles “espaguetes” termossensíveis pra isolar conexões e fios expostos em circuitos eletrônicos. Aquilo é muito mágico e útil. Só tacar um soprador térmico em cima que o negócio encolhe e isola tudo. =D

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  2. Diabetes é uma doença caracterizada pela INTOLERÂNCIA aos carboidratos e a maioria dos doentes não conseguem elimina-los de sua dieta (abordagem altamente eficaz para redimir a doença). Importante é a contribuição da ciência ao desenvolver esses “acessórios” para ajudar o doente – extremamente válido – mas acredito que seria muito mais simples informá-los o que os deixam realmente doentes e incentivá-los a eliminar 100% dos carboidratos processados da dieta. Infelizmente os nossos médicos e nutricionistas estão colaborando intensivamente, com suas abordagens estúpidas e que não possuem apoio científico, para acabar de vez com a vida dos diabéticos. Dá-lhe macarrão, arroz, pãozinho, bolachinha (ou biscoitinho, sei lá) e barrinhas energéticas – tudo integral é claro – de 3 em 3 horas, regado à suco natural de laranja, depois é só tomar umas picadas de insulina, passar pomadas hidratantes e convencer o infeliz a passar 3 horas na academia, todos os dias, ai está tudo resolvido.

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