Bactérias no cobre dos outros é refresco. Graças a nós, elas estão mais fortes

Eu já postei artigo sobre bactérias hoje, o que deixou minha belga favorita contente. Agora temos outra notícia: sobre como nós, no uso de nossas atribuições como humanos, zuamos tanto o ambiente que deixamos bactérias resistentes a muitas coisas, mas disso já sabíamos. Antibióticos, por exemplo. O que não se sabia é que as deixamos resistentes até à ação antibacteriana de alguns metais.

O dr. Jason Slot (não é este Jason e nem este Slot) é professor assistente de Patologia Vegetal na Universidade Estadual de Ohio. Ele estuda como a chega dos seres humanos na Idade do Bronze mexeu de forma drástica com as bactérias. Boa parte das coitadinhas foram aniquiladas pelos poderes bactericidas de metais como o cobre. Como nem todas morriam, algumas sobraram para contar a história por causa de sua resistência. Mais reprodução, mais seleção natural, mais mortes, algumas sobrevivendo.

A Seleção Natural dá, a Seleção Natural tira.

Cobre é um metal pesado, o que também é tóxico para nós, humanos, mas precisamos de quantidades bem grandes, mas, claro que com a constância, esta bagaça não sai da nossa corrente sanguínea e acabará ferrando, embora mande logo pra vala bactérias, mas não todas.

Nosso sistema imunológico até faz uso do cobre para dar cabo de infecções, mas com a seleção natural, bactérias mais resistentes serão uma bela dor de cabeça no futuro. Na pesquisa do dr. Slot (não este aqui), estudou como cepas de  Escherichia coli desenvolveram resistência genética, o que é muito legal para a bacteriazinha feliz, mas é uma bosta se levarmos em conta que isso pode representar um aumento do risco de infecção para as pessoas, com tratamento mais demorado.

O cobre é um metal amplamente usado, desde fiação até na produção de ração e fertilizantes. São toneladas e mais toneladas de cobre indo parar no ambiente, o que acaba por nos envenenar aos pouco e aumentar a resistência das bactérias, para, no final, acabarmos com o Apocalipse Bacteriano

A pesquisa do dr. Slot (Não este aqui) demonstra que houve repetidos episódios de diversificação genética dentro de bactérias que são bem relacionadas com os picos de produção de cobre. Coincidência? Pode ser , mas está meio difícil pensar assim. De qualquer forma, você bem que quer ler a publicação do dr. Jason, certo? Então, que tal ler o artigo publicado Genome Biology and Evolution?

Tá, a bactéria está mais forte. O que isso afeta a minha vida?

Quase nada,, mas pense que uma infecção por bactéria é algo sério, as pessoas idiotas que pensam que não é nada. Daí, você toma um antibiótico (sem se consultar com o médico, porque você é um cara fodão, e médico é coisa de frutinha), e o resultado é uma bactéria Highlander que não morreu, está mais forte e gerando mais descendentes que o Mr. Catra (se é que isso é possível)

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