Deficiência de vitamina D está se tornando um problema mundial

Um novo relatório publicado pela Fundação Internacional de Osteoporose (International Osteoporosis Foundation – IOF) – Organização Não-Governamental sem fins lucrativos dedicada à luta mundial contra a osteoporose – e publicada na revista científica Osteoporosis International, mostra que as populações em todo o mundo sofrem os efeitos de níveis baixos de vitamina D. O problema é generalizado e aumento o número de pessoas doentes, com potencial repercussões graves para a saúde global e taxas de fratura.

O relatório em PDF poderá ser baixado AQUI).

Elaborado pelo grupo de peritos da IOF em nutrição, o relatório analisa o âmbito e as causas do baixo nível de vitamina D sérica em seis regiões: Ásia, Europa, América Latina, Oriente Médio e África, América do Norte e Oceania. Relatóios regionais estão disponíveis no site da IOF. A saber, o nível sérico de determinada substância é a concentração desta mesma substância presente no sangue.

A vitamina D é produzida principalmente na pele após exposição à luz solar e, em menor medida, é derivada de fontes nutricionais. Ela desempenha um papel importante, através da sua influência nos níveis de cálcio, na manutenção dos sistemas orgânicos, e é necessária para o crescimento e mineralização óssea normal. Abaixo de níveis de vitamina D considerados ótimos, a deficiência pode levar ao aumento do risco de osteoporose e fraturas da bacia; e, nos casos mais graves, para o desenvolvimento do raquitismo, uma espécie de “amolecimento” dos ossos de crianças que podem levar a fraturas ósseas e deformidade.

Embora haja muito debate em curso sobre o que constitui o melhor nível de vitamina D, o relatório mostra que, independentemente de se é definida em 50 nmol/L (nanomols por litro) ou 75 nmol/L, o nível de vitamina D é manifestamente insuficiente em grande proporção da população de todo o planeta.

Os principais fatores de risco para os baixos níveis de vitamina D incluem idade avançada, sexo feminino, latitudes inferiores (isto é, pessoas do hemisfério sul terão maior probabilidade de apresentar baixos níveis de vitamina D), inverno, pigmentação da pele mais escura (negros possuem uma tendência maior a sofrerem de deficiência de vitamina D), menor exposição ao sol, hábitos alimentares, bem como a ausência de vitamina D em alimentos comuns. Outros fatores incluem o aumento da urbanização, onde as pessoas tendem a viver e trabalhar em ambientes fechados, bem como práticas culturais que tendem a usar roupas que cubram inteiramente a pele. A gravidade do problema no Oriente Médio e Ásia Meridional resulta da combinação de vários destes fatores de risco. Uma olhadinha num mapa vai explicar o porque.

Estes resultados sugerem que estratégias preventivas devem ser iniciadas em nível nacional – especialmente devido ao crescente envelhecimento das populações em muitas regiões do mundo. Planos de ação nacionais devem encorajar uma exposição segura e limitada ao sol e à melhoria de ingestão de vitamina D, embora considerando reforço vitamínico nos alimentos também.


Fonte: IOF

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s