Os seixos viajantes de Marte

Todo mundo ficou maravilhado com a descoberta de córregos em Marte, mesmo não tendo a NASA dito nada a esse respeito. Informações AQUI. Agora, uma pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade da Pensilvânia analisa seixos, simples seixos marcianos. O que tem demais esses seixos? Bem, eles parecem que adoram um passeio, pois dados mostram que eles viajaram creca de 48 km.

Algumas das evidências trazidas pelo rover Curiosity sustentam cada vez mais a teoria que a água fluiu em abundância pelo Planeta Guerreiro. Pequenos e notavelmente redondos seixos sugerem que um leito de rio antigo tenha existido, e por ele essas rochas viajaram felizes.

O dr. Douglas Jerolmack é geofísico e professor associado do Departamento de Terra e Ciência Ambiental na Escola de Artes e Ciências da Penn State. Você quer o homem das pedras? É com ele mesmo, mas não falem isso na frente dele. Geólogos e geofísicos são sensíveis quando a gente chama as pedras deles de… bem, de pedras.


Ok, eles não são tão redondos quanto os seixos que temos aqui. Pudera, é?

Jerolmack, que tem nome de aparelho vendido em algum informecial esquecido nas quebradas da madrugada, botou o pessoal para trabalhar, e juntos (ok, ele mais mandou do que fez. Sabemos como essas coisas funcionam) criaram o primeiro método para estimar quantitativamente a distância de transporte de seixos de um ri,o a partir de seu formato. Em outras palavras, eles olham pro seixo, evocam Satã, desenham um pentagrama com sangue no chão do laboratório, acendem velas negras, entoam cânticos e observam a tiazinha que serve café sair correndo gritando. Limpam tudo enquanto caem na gargalhada e partem para trabalhar a sério.

Eles foram fazer testes com a ideia que a forma de um objeto pode dizer muita coisa sobre ele. Partindo do princípio que rochas que são carregadas em rios acabam sofrendo abrasão, alisando sua superfície, graças a milhões de anos de erosão, os pesquisadores estipularam que se pegassem os dados físicos de cada rocha, poderiam dizer por quanto tempo e distância essas rochas estão rolando por aí.

Diferente do pessoal que defende o uso da fosfoetanolamina, os pesquisadores sabem que não basta ter uma boa ideia, é preciso fazer experimentos para comprovação, de forma a estabelecer quanto de massa foi perdida, analisando o tipo de rocha e as dimensões dela.  Daí, ficaram simplesmente rolando fragmentos de pedra calcária em um tambor e, periodicamente, faziam pausas para registrar as mudanças de forma e perda de massa. O padrão de alteração da forma das rochas acompanhou de perto a curva estabelecida pela teoria matemática.

Em seguida, os pesquisadores foram para um rio de montanha em Puerto Rico, para analisar as rochas e traçar um parâmetro em Marte. Tabulando todas as informações e cruzando dados, Multivac, digo, Jerolmack e seus colaboradores estimaram que os pedregulhos marcianos percorreram cerca de 48 quilômetros, desde o seu ponto de origem, fornecendo evidências adicionais para a teoria que Marte já teve um extenso sistema fluvial.

A pesquisa foi publicada na Nature Communications, mas se estiver com preguiça (ou incapacidade) de ler o artigo científico, também chamado de “paper” (vocês sabem, né? São artigos publicados em periódicos científicos onde pesquisadores de verdade publicam para que outros pesquisadores tenham acesso, ao invés de postarem vídeo dramalhão no YouTube), vocês podem ler o artigo mais detalhado no site da Penn State

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