Vermes intestinais podem proteger cérebros de bebês

Bebês tem sérios problemas. Além de serem máquinas de chorar e fazer cocô, são muito suscetíveis a infecções, ainda mais no cérebro. Qualquer infecçãozinha pode ser um desastre a longo prazo. Só que pesquisadores estão buscando uma forma um tanto quanto inusitada para impedir isso. Sua arma secreta? Vermes. Sim, vermes! Daqueles que ficam felizes no seu intestino. Eles podem ser uma arma contra inflamações crônicas, autismo e Alzheimer, porque toda descoberta que envolva o cérebro precisa mencionar Alzheimer e autismo, duas doenças arroz-de-festa.

A drª Staci Bilbo não nasceu na Quarta Norte, não se encontra com magos e o máximo de aventura com que se envolve é os nevoentos mistérios do cérebro enquanto professora do Departamento de Psicologia e Neurociência do Instituto Duke para Ciências Cerebrais.

Um suas pesquisas, colocando aqueles preguiçosos dos Sacola-Bolseiros para trabalhar, a drª Bilbo descobriu que vermes intestinais podem proteger os cérebros dos bebês de problemas de aprendizagem e memória a longo prazo causadas por infecções de recém-nascidos. Como fazer experimentos em bebês diretamente não é algo muito bem visto nem por orcs, ela fez testes em pobres e indefesos ratinhos.

Testes usando tênias em bebês-ratos evitaram inflamações do cérebro que atacaram ratos livres desses vermes após a exposição a gatilhos imunológicos na idade adulta.

Traduzindo, pegaram duas colônias de ratos. Uma delas estava contaminada com tênias, a outra, não. Os pesquisadores sádicos, que não se importam com o direito dos animais, só porque querem dar melhores qualidades de vida às pessoas, expuseram as duas colônias a mecanismos que desencadeariam respostas imunológicas, ou seja, princípios infecciosos.

A pesquisa foi publicada no periódico Brain, Behavior, and Immunity.

De acordo com a pesquisa da drª Bilbo, quando os ratos são alvo de infecções bacterianas em uma idade muito precoce (às vezes, até pouco antes de nascer), mesmo em outras partes do corpo, as células do sistema imunológico em seus cérebros tornam-se hipersensíveis a infecções subsequentes, bombeando um fluxo contínuo de citocinas, as quais podem causar problemas cognitivos mais tarde.

Os hobbits, digo, a equipe da drª Bilbo começaram comparar as colônias com e sem vermes nos intestinos. Os que possuem essas tênias, havia pouca produção de citocinas. Depois, infectaram com cepas da bactéria Escherichia coli, os pesquisadores monitoraram as mudanças no cérebro e comportamento dos ratos para ver como eles respondiam.

A resposta imune à infecção da E. coli teve produção de citocinas menos pronunciada; mas, cá pra nós, em fato talvez seria um exagero dizer "vermes podem diminuir risco de demência", só porque em uma pesquisa, a contaminação por vermes não produziu (ou produziu poucas) citocinas, não implica, de forma alguma, é claro, que necessariamente isso seria algum indício que tratar pessoas com vermes diminuiria o risco de alzheimer e autismo. Ao que me consta, isso está mais para a medicina da era pré-científica!

Sério, eu queria muito saber o que esses pesquisadores têm na cabeça. Talvez… vermes.

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