Dar choque na cabeça pode melhorar sua esquizofrenia

O dr. Ugo Cerletti era um neurologista italiano. Um dia ele teve a brilhante ideia de usar o dispositivo como o que vemos aqui ao lado. È uma máquina de eletrochoque. Na magnífica ideia do dr. Cerletti, dar eletrochoques no crânio era uma boa ideia, pois controlava surtos psicóticos e "curava" esquizofrenia. Essa prática teve início em 1937 e, graças ao bom senso, terminou em na década de 1970.

Agora, resolveram que isso não é porque o dr. Cerletti era hipster que eletrochoque não possa voltar a ser moda, sob o nome de estimulação transcraniana, usando corrente direta no céleblo. O que pode dar errado?

O dr. David Schretlen é professor de psiquiatria e ciências comportamentais na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, mas se você pintar a cara dele de branco e colocar um batom, ele estará tentando matar o Batman. Ele e seus colaboradores estudam como leves estimulações do cérebro por meio de eletricidade pode melhorar a memória de curto prazo em pessoas com esquizofrenia. O famoso "se liga, mete a cabeça na tomada".

A estimulação transcraniana por corrente direta envolve a colocação de eletrodos recobertos por uma esponja na cabeça da cobaia, digo, do voluntário, de forma que se possa passar uma fraca corrente elétrica diretamente no quengo do masoquista. Tal como nos tempos do dr. Cerletti, alegam que é muito seguro, só faltando alegar que é a última moda em Paris.

O processo está sendo estudado como um tratamento para a depressão, AVC e perda de memória relacionada ao Alzheimer, porque Alzheimer parece que é a nova "virose" dos problemas neurológicos. Algo como "eletrochoque é que nem bluetooth: tudo fica mais legal com ele".

Segundo o dr. Schretlen, este tipo de estimulação do cérebro pode aliviar algumas das dificuldades cognitivas que afligem as pessoas com esquizofrenia. Abaixo, uma filmagem do tratamento, segundo fontes apócrifas:

Schretlen e cinco colegas focaram a região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, que desempenha um papel importante no curto prazo ou memória de trabalho e é anormal em pessoas com esquizofrenia. Curiosamente, os pais, irmãos e filhos de pessoas com esquizofrenia mostram algumas das mesmas anormalidades em menor grau.

Schretlen pegou 11 participantes, sendo cinco adultos com esquizofrenia confirmada e seis de seus parentes próximos. Cada participante recebeu dois tratamentos de 30 minutos: um que utiliza uma carga elétrica negativa, que os pesquisadores pensaram que poderia ser benéfica, e outro usando uma carga positiva como um controle.

Na BOA! Isso não faz sentido. Como assim carga elétrica negativa e positiva? Estavam passando prótons na cabeça do sujeito? Partículas alfa? De acordo com a "pesquisa", os participantes tiveram um desempenho significativamente melhor após receber uma carga negativa. Não estou entendendo isso. Qualquer um que sabe um pouquinho de eletricidade sabe que corrente elétrica são fluxo de elétrons. A corrente de uma fonte de corrente contínua tem u fluxo monodirecional de elétrons, saindo do anodo pro catodo. No caso de uma corrente alternada, ela varia cerca de 60 ciclos por segundo (60 Hz), no caso de instalações residenciais. Não existe "corrente positiva". Existe "polo positivo", o que e muito diferente

A Universidade e Brasília já fez pesquisas sobre o uso de estimulação magnética transcraniana de baixa frequência no tratamento da depressão com dez pacientes e parece que tiveram melhora no tratamento (confira link). Enquanto isso, pesquisadores da Universidade de Göttingen usaram estimulação magnética córtex pré-frontal dorsolateral para combater gagueira (fonte).

O bom doutor Viktor, digo David está agora a estudar a estimulação transcraniana por corrente contínua em uma amostra maior de pacientes em uso de repetidas sessões de estimulação, que ele espera vai induzir benefícios duradouros., pois "não há efeitos colaterais ruins".

A pesquisa foi publicada no periódico  Clinical Schizophrenia & Related Psychoses.

4 comentários em “Dar choque na cabeça pode melhorar sua esquizofrenia

  1. Acho que os voluntários deveriam parar de pensar que “nada é tão ruim que não possa piorar”.
    Alzheimer -> dzz -> estado vegetativo

  2. “Qualquer um que sabe um pouquinho de eletricidade sabe que corrente elétrica são fluxo de elétrons.”

    Será que não seria algo relacionado àquela gambiarra de “lacunas”? Vide semicondutores tipo P e tipo N…

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