Pesquisa diz que sexo não traz felicidade

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É… ferrou de vez. Sexo não traz felicidade. E agora? Pelo menos é a conclusão de pesquisadores, ao analisar a frequência de relações sexuais e a relação disso com a felicidade das cobaias. Sexo não traz felicidade. Dinheiro não traz felicidade. Só faltam dizer que bacon também não traz. Então é o caso de dar um tiro na cabeça, mas é capaz de nem isso trazer felicidade.

Ciência sempre contribuindo para deixar a vida mais sem graça. (pizza também não traz felicidade, a propósito). Aliás, uma pergunta: Isso seria SEXTA INSANA?

Você, claro, deve estar indignado. Como assim sexo não traz felicidade? Não me culpe, eu nem sou de Humanas.

O dr. George Loewenstein, que não é bem de Humanas, pois é professor de Economia e Psicologia da Universidade Carnegie Mellon, é que acha isso. Segundo ele, os casais do passado estavam muito mais interessados na vida a dois, o que revelava uma qualidade melhor de vida. Aquela vidinha linda e maravilhosa de caçadores-coletores, em que se sequestrava mulheres da tribo alheia e levava-se para sua casa.

A pesquisa é até muito divertida de se ler, quanto mais para quem participou. Envolveu até quartos de hotel com lençóis egípcios, enquanto o babaca aqui ficou fazendo sua pesquisa básica num laboratório fedorento que tinha um rato morando sem pagar aluguel (até a hora que um imenso erlenmeyer com gás cloro e papel de filtro embebido em terebintina resolveu o caso).

128 ávidos indivíduos, ?com idades variando entre 35 e 65 que estavam agrupados em casais macho-fêmea participaram da pesquisa (vai começar o mimimi homem-homem, mulher-mulher, genérico-sabe deus o que). Os pesquisadores designaram aleatoriamente os casais para um dos dois grupos. O primeiro grupo não recebeu instruções sobre a frequência sexual. O segundo grupo foi convidado para dobrar a frequência do coito sexual semanal.

Convidado ao coito… Cara, isso parece um cartão em papel-linho dizendo

Aos preclaros colaboradores,

Deveras felizes ficaremos se fizerem a graça e – por que não dizer? – nos darem a honra de dobrar a frequência copulatória de vossas mercês. Atentem para o prazo e nos ajudem com nossa humilde pesquisa.

Carinhosamente registramos os nossos protestos de saúde paz, felicitade e olhinhos revirados.

Em cordiais intenções, subscrevemo-nos

Os cientistas

Cada membro dos casais participantes completaram três diferentes tipos de pesquisas. No início do estudo, respondiam às perguntas para estabelecer linhas de base. Diariamente, durante o período experimental, os participantes responderam perguntas on-line para medir comportamentos de saúde, os níveis de felicidade e como foi o fuc-fuc. A pesquisa de saída analisou se os níveis mudaram ao longo do período de três meses.

Os casais instruídos a aumentar a frequência sexual não tiveram mais sexo, e não melhoraram a alegria. Os pesquisadores ainda descobriram que os casais instruídos a ter mais sexo relataram menor desejo sexual e uma diminuição no prazer sexual. Não que realmente ter mais sexo levou à diminuição querer e/ou gostar de sexo. Em vez disso, ela parecia ser apenas o fato de que eles foram convidados a fazê-lo, em vez de iniciar por conta própria.

Em outras palavras, quanto mais transavam, mas sexo queriam, mas não gozavam tanto assim. Isso fez Loewenstein e seus colaboradores crer que quanto mais sexo, menos felizes as pessoas são. Muito legal. Aposto que vai sair na Super Interessante e/ou ganhar um IgNobel.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Economic Behavior & Organization (não pergunte)

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Sobre André Carvalho

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