Criança e vítima de racismo e tem que pedir desculpas

A insânia já instalada no Brasil assume graus galácticos a cada dia. E isso por causa de um motivo simples: Brasileiro ama bandido. Brasileiro corre para pagar fiança de político corrupto, faz moção em desagravo a traficante internacional de drogas, que cismou que levar uma porrada de cocaína para um país com pena de morte para tráfico era uma boa ideia.

Agora, uma menina de 13 anos sente na pele, na cor de sua pele, como o ser humano pode ser desprezível já nos jovens anos de sua vida, ao ser agredida de todas as formas. Mas ainda teve que pedir desculpas aos coitadinhos.

Essa é a sua SEXTA INSANA!

Menina Lorena tem 12 anos e mora em São Paulo. Ela deu sorte de não nascer nos EUA na década de 1950, e não tomar pela cara todo o preconceito dessa época e lugar. O azar dela foi ter nascido na Bananolândia, com leis contra racismo e mesmo assim é xingada e aviltada no colégio, a magnífica Escola Estadual João Ramalho, em São Bernardo do Campo, dirigida por uma equipe de, desculpem a má palavra, pedagogas.

Em época de redes sociais, conduzida por antissociais, a menina virou alvo de ataques grosseiros. Coisa que nem adulto merece ouvir, quanto mais uma criança. Algo tão doce e delicado como isso aqui (aqui não usamos meias palavras):

“SUA PRETA, TESTA DE BATE BIFE DO CARALHO!”
“EU SOU RACISTA MESMO, QUANDO EU QUERO SER RACISTA EU SOU RACISTA, ENTENDEU?”
“TODA VEZ QUE EU ENCONTRAR ELA NA MINHA FRENTE EU VOU ZUAR ATÉ ELA CHORAR”
“VOCÊ VAI FICAR NESTE GRUPO ATÉ VOCÊ CHORAR”
“CABELO DE MOVEDIÇA, CABELO DE MIOJO, CABELO DE MACARRÃO”

Essas mensagens, por voz, vieram de um grupo no Whatsapp de Skinheads, certo? Nope! Vieram de um monte de vagabundos de 13 anos. Ela chegou a ser intimidada na escola e ela falou com a mãe, que já havia notado a mudança de comportamento. Quando a mãe foi reclamar com a diretora, ficou naquilo mesmo e isso só piorou a situação da menina, pois ela foi chamada de dedo-duro. A diretora tomou alguma providência? Não, só perguntou se ela queria trocar de turmas, ignorando o fato que o pior vinha pela merda dos celulares.

O resultado? menina Lorena acabou pedindo desculpas àquela escória mirim. Contataram o Conselho Tutelar, que só existe para defender marginalzinho.

O caso com detalhes pode ser lido no Global Voice.

Seria lindo se fizessem isso com filha minha. O Conselho Tutelar teria que ser chamado de novo, porque eu ia bater no moleque vagabundo que se autodescreveu como racista até ele ficar sem os dentes. Claro, o pai ia se meter e é óbvio que ia apanhar também.

No mundinho das pollyanas, são apenas criancinhas. Não sabem o que fazem. Algo como o Champinha, sacam? Mas aí, a turma do coitadismo vai defender esses criminosos. Porque racismo É CRIME! Então, voltamos a questão d maioridade penal. Não acontece nada com esses moleques. E aí? Eles ficarão bonzinhos? Como iremos puni-los? Vamos dar tapinhas nas mãos deles e dizer "Feio! Feio! Feio! A Tia não gosta. Ai! Ai! Ai!". E os pais? O que farão com eles? E a bosta da diretora que não atuou e o Conselho Tutelar, hein?

Não, apenas menina Lorena foi punida. Punida por ter nascido com a cor "errada" num país mais errado ainda. Mas calma que resolveram. As redes sociais também ajudam a resolver problemas, não sabiam? E a solução foi:

Agora sim! Tá tudo resolvido, né? SQN

De minha parte, eu só digo uma coisa. Se filho meu ataca outras pessoas e banca o racistinha, uma coisa é certa: eu que vou pra cadeia, depois de meter a porrada nele, pra ver se aprende a ser gente!

22 comentários em “Criança e vítima de racismo e tem que pedir desculpas

  1. Feijoada e nada acontece… e a vida continua, crianças longe de serem anjinhos celestiais de uma pintura, são o ser humano no estado mais cru, e aqueles que supostamente deveriam ter sido um pouco mais domesticados para o convívio social, à saber os pais dos meliantes e a diretora, são ainda piores, esse mundo vai pro buraco mesmo e é melhor se conformar, da licença que eu vou ali reforçar as grades das janela de casa.

  2. Rapaz, acho que a palmatória está fazendo falta nesse Brasil…

    Párparos, não cifilissatos, não têm a menor contição de fifer em societate. Completamente párparos!

  3. Tem Professores e diretores que são bunda moles mesmo, conheço uns que até apoiam certos tipos de zueira, sei por quê na época que eu estudava tinha professor que ria de chacota. Mas ainda tem muito professor que vale a pena nesse Brasil à fora. Já alunos, cada dia tá mais difícil…

  4. Consegue fazer de uma situação nojenta de racismo um meio de misturar todo seu fascismo na forma de noticia.
    Você não tem a menor condição de escrever artigos. Incentiva o ódio e o revanchismo.
    A poucos dias havia adicionado o site no meu Feedly, mas vejo que estou no lugar errado. São ateus que não conhecem o humanismo secular, nem mesmo as filosofias ateístas mais profundas. Uma pena!

    1. Alisar vagabundo só dá nisso, criança. Experimenta ser vítima, e não observador. Essa de posar de filósofo só funciona em terras civilizadas: aqui no Brasil, tem que ser açoite, ou dá nisso. Falo por ter sido vítima. Só via solução quando agia com violência. É a linguagem que eles entendem. É a linguagem que eles merecem. Da minha parte, é uma das linguagens que terão. A outra é o escárnio.

    2. Uma pena que no humanismo secular e nas filosofias ateistas mais profundas não se ensinem interpretação de textos.

    3. “Filosofias ateístas mais profundas”… pena eu ser um ateu faixa branca e nem saber o que isso significa.
      Um dia eu chego lá!

    4. “Filosofia ateístas mais profundas?” até onde se sabe o ateísmo é unicamente a descrença em deuses, e no sobrenatural de modo geral.

  5. Pingback: O Sofativista
  6. Desde que eu era moleque, se bobear antes disso, parece que professores e diretores só abrem os olhos pras agressões quando o agredido reage.

  7. Muito temos debatido sobre o sofrimento mental causado pelos discriminadores em:

    http://saudepublicada.sul21.com.br/category/discriminacao/

    Em especial, no caso, a Conduta Discriminatória do racista.

    Em Medicina não podemos deixar de pensar em prevenção da conduta que causa sofrimento humano, físico e/ou mental.

    Pouco avançaremos,nesta questão, se não pudermos acabar com a invisibilidade/indefinição do racista.

    Enquanto a sociedade, em geral, e os grupos discriminados,em especial, mantiverem o racista invisível, fica fácil o crime perfeito.

    Essa idéia é debatida em:

    A invisibilidade dos negros é indesejável. A dos racistas é paralisante.

    Debater o racismo, sem o racista, é muito complicado ou quase impossível.

    Não acreditamos na diminuição dessas ocorrências racistas enquanto os discriminados não lutarem para acabar com a invisibilidade do racista.

    Infelizmente os “que sentem na pele” não se interessam em definir o racista e/ou a conduta discriminatória racista.

    E enquanto a ciência não definir estas questões, toda e qualquer pessoa poderá ter sua própria “opinião”.

    Até lá “ninguém é racista”…

    Quanto as dúvidas sobre os problemas emocionais envolvidos na questão debatemos em

    Conduta Discriminatória: tentativa de conceituação motiva correspondência entre psiquiatras.

  8. Por isso eu e minha irmã tivemos aulas de Karatê e judô e não balé… Perguntem se alguém ousava fazer uma merda dessa com nossos amigos ou perto de nós…
    Ainda mais no Colégio Militar, que não tem essa de professores e orientadores terem que baixar a cabeça para papais revoltadinhos, umas pestes dessas iam limpar as salas depois da aula e lavar banheiro e vestiário sábado e domingo de manhã por pelo menos uns 4 ou 5 meses, no mínimo.

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