Com uso do pensamento, homem mexe duas próteses ao mesmo tempo

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Uma das coisas que eu mais acho maneiras são os trecos que saem do DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency, Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa). Berço de grandes inovações e de coisas que irão antecipar o apocalipse robótico, como robôs que sobem escadas ou que vem com garras para nos capturar em pleno voo, enquanto seu coleguinha joga blocos de concreto em black blocks.

O que pouca gente sabe é que a DARPA possui um departamento de tecnologias biológicas (pois por enquanto nada melhor que um soldado para ajudar outro soldado). Como o grande problema são membros perdidos aqui e acolá, o pessoal do DARPA tem um laboratório exclusivo para próteses. Agora, pense que você possa usar o poder de sua força de vontade para ativar o anel energético duas próteses? Ficção científica? Não mais!

Les Baugh mora no Colorado, EUA. Ele teve o infortúnio de perder os dois braços em um acidente elétrico há 40 anos. Para que se importar com algo com mais de 40 anos? Por que não deixar pros mais jovens? Porque sim, ora bolas! Dessa forma, o pessoal do  Laboratório de Física e Aplicada da Universidade Johns Hopkins e a DARPA disseram: Que se dane, nós temos a tecnologia! Eles usariam seus esforços para dar movimento aos dois membros que Baugh não tinha mais, e ambos comandados pelo seu cérebro!

Os pesquisadores mediram a maneira como os músculos e nervos de Baugh reagiam quando ele pensava em mover seus braços. Essa foi a parte fácil. A parte difícil é transformar estes impulsos nervosos para comandar dois membros independentes, sem se confundirem com esquerda e direita, o que, basicamente seria fácil, já que o hemisfério direito comanda o esquerdo e vice-versa. Um mesmo hemisfério não dá ordens para dois lados ao mesmo tempo.

O problema está no fluxo de elétrons (sim, eletricidade!) percorrendo os nervos. Tem que refinar tudo isso. Eu até imagino a cena: alguém chegou sorridente pros engenheiros e disseram: "Nah, duvido vocês fazerem próteses funcionando ao mesmo tempo sem embananar nada". Os engenheiros saíram correndo e se atiraram no projeto.

Antes de instalar a parafernália, Baugh teve que passar por uma cirurgia no Hospital Johns Hopkins conhecida como "reinervação muscular orientada", isto é, recolocar os nervos nos locais, de forma que eles possam controlar o novo o braço e a mão.

Depois, o paciente foi com paciência pro laboratório, onde os pesquisadores usaram algoritmos de reconhecimento de padrões para identificar os músculos individuais que seriam usados, e medir a comunicação entre cada ponto. O resultado é este aqui embaixo:

Sim, depois de 40 anos, o homem usa a máquina e ter sensações muito esquecidas, como independência de movimentos e poder pegar um simples copo. A Ciência odeia amputados? Não, ela odeia ficar sem fazer nada enquanto pessoas sofrem. Ela odeia a sensação de impotência, então ela se reinventa para trazer o máximo de normalidade à vida das pessoas.

Isso pode até parecer mágico (e o sentimento é), mas é apenas o poder da engenhosidade humana.


Fonte: Mãe da Criança

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • barondelarussia

    Ótima notícia!

    Fico feliz em ver como podemos superar nossos problemas através do conhecimento/engenhosidade humana. Espero um dia presenciar um projeto destes.

  • Será que os ultra especialistas em neurociência Roger, Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo também acham isso uma bobagem?

    Almeida respondeu:

    @Lucho,
    Eles têm o direito de ter suas opiniões (tolas), e nós de ignorá-las, sim?
    Fazer algo semelhante para o bem da humanidade não fazem. É demais para cérebros de menos.