Quer aprender sobre Apocalipse? Há uma universidade para isso!

Enquanto estou sentado no meu trono, contemplando o Universo e todos os meus domínios, fico sabendo de tudo o que acontece pelos meus espiões espalhados em todas as galáxias. No reino do Absurdo, uma fração do mundo de Qward, no universo de anti-matéria (também conhecido como "Brasil").

Em Santa Catarina, uma universidade promove um fabuloso e importantíssimo curso. Qual é ele? Sobre o APOCALIPSEEEEEEEEEEE <solo de tímpanos e corais cantando Carmina Burana, de Carl Orff>

Se agarrando com um crucifixo e rezando 30 ave-marias, 70 pais-nossos e 20 credos, esta é a sua SEXTA INSANA!

A UNOESC é a Universidade do Oeste de Santa Catarina. Não é uma instituição pública, mas como toda universidade tem que realizar pesquisa. O que eu gosto de lá é a descrição wikipédica dela, nem um pouquinho tendenciosa.

Fico sabendo pelo Silmar, mestre supremo do podcast científico SciCast, que a UNOESC está com o maravilhoso e importantíssimo curso de…


http://www.unoesc.edu.br/virtual/extensao/apocalipse/

Eu até aceitaria um curso sobre isso, se enfocasse mitologias sobre o fim-do-mundo. Mas com estudiosos de verdade, historiadores, antropólogos, mitologistas etc, e não um curioso, que mal deve ter ensino médio ou cursou uma pseudofaculdade de teologia.

Essa é apenas mais uma que entra para o rol da vergonha, em que universidades dão mais valor à pseudociência do que em pesquisas científicas, conforme relatei antes.

Agora, eu posso estar enganado e a UNOESC pode produzir muito conhecimento e, claro, quem acha isso inundará os comentários com todas as publicações indexadas que os os pesquisadores trabalharam, saindo em revistas sérias como a Nature, Science etc.

42 comentários em “Quer aprender sobre Apocalipse? Há uma universidade para isso!

  1. Enquanto a UFES tem um Núcleo de Estudos em Ciência e Espiritualidade, a USP um departamento de homeopatia e existem faculdades com cursos de teologia, na minha faculdade, a UERJ, aprendemos logo no primeiro período sobre a historicidade da Bíblia, nas aulas de História Antiga Oriental.

    Nessa matéria, vemos as falhas históricas da Bíblia, como por exemplo um êxodo e escravos hebreus no Egito que nunca existiram, além de ver os plágios e mitologias que influenciaram a Bíblia, como o caso da Epopeia de Gilgamesh. Era cômico olhar a cara dos alunos crentes nas aulas, querendo pular no pescoço do professor…rs

    Bons tempos aqueles. :mrgreen:

  2. E depois de pegar o ” diproma” o cara enche a boca para dizer que tem curso superior. Legal, você cursou o que? Ah, sou graduado em apocalipse…Eita Brasilzão do baralho!

    1. @ramofits, Passou no Globo News uma reportagem sobre a greve dos garis e apareceu algo parecido com a Sekhmet ao fundo.
      Será que a deusa egípcia é real? Ou apenas uma fantasia de Carnaval?
      Fica a dúvida.

  3. Vocês bem que podiam fazer um artigo especial completo sobre a biblia, os fatos históricos que ela narra e o que realmente foi comprovado já pela arqueologia. Digo por exemplo ”A Biblia diz que tantos anos teve uma guerra em tal lugar” E o que diz a arqueologia, os historiadores, etc?

    1. @silviox, Ei maninho, artigos sobre fatos da bíblia este site já está cheio (É novato aqui, eu presumo).

      E tem mais, a bíblia era como se fosse a Wikipédia da antiguidade, ou seja, QUALQUER UM podia editá-la e lançar inúmeras versões e os coitados dos plebeus (Em sua maioria, pessoas com pouca instrução) eram obrigados a aceitar o que estava escrito nela como se fosse sua respiração.

    2. @silviox,
      Vocês bem que podiam fazer um artigo especial completo sobre a biblia, os fatos históricos que ela narra e o que realmente foi comprovado já pela arqueologia.
      .
      O livro ‘A Bíblia não tinha razão’ de Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman aborda sobre o que vc está procurando. Recomendo a leitura.

        1. @SAULO NOGUEIRA,
          Claro que sendo Gleason teólogo, irá defender a autenticidade do antigo testamento. Mas a Moderna arqueologia mostra que não há uma única evidência que comprove aqueles acontecimentos.
          No livro que recomendei, Israel Finkelstein, chefe do departamento de arquieologia da Universidade de Tel-Aviv mostra que a Bíblia não passa de mito.

          1. @Almeida, O Dr. Gleason Archer não é somente teólogo não meu amigo. Vocês tem uma mania de acreditarem que só quem traz “evidências”contra a Bíblia tem razão. Tá na hora de ampliar seus horizontes e pegar uns bons livros de arqueologia Bíblica e dar uma olhada sem preconceito. Aproveita também e veja algum material de W.F. Albrigt, pois penso que ele sabe muito bem o que fala.

          2. @SAULO NOGUEIRA,
            O Dr. Gleason Archer não é somente teólogo não meu amigo.
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            Também é arqueólogo, como Finkelstein? Não, claro não.
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            Vocês tem uma mania de acreditarem que só quem traz “evidências”contra a Bíblia tem razão.
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            Apresente algumas evidências a favor da bíblia e mostre que Israel estava errado.
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            Tá na hora de ampliar seus horizontes e pegar uns bons livros de arqueologia Bíblica e dar uma olhada sem preconceito.
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            Longe de mim ser preconceituoso, mas entre um arqueólogo e um teólogo, prefiro aquele com maior caráter científico.
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            Aproveita também e veja algum material de W.F. Albrigt, pois penso que ele sabe muito bem o que fala.
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            Nah, prefiro ler obras de arqueólogos modernos, Saulo.

          3. @SAULO NOGUEIRA,

            Citou W.F. Albrigt , hein ? rs
            Quem será o próximo ? Josh McDowell com ” Evidências que precisam de um veredito ” ? Werner Keller e “A Bíblia Tinha razão” ? :lol: :lol: :lol:

          4. @SAULO NOGUEIRA, Saulo,o Dr Gleason Archer conseguiu provar que havia muralhas em Jerico?Conseguiu alguma evidência que 600 mil hebreus atravessaram o deserto num período de 40 anos?Havia camelos na região no suposto tempo em que viveu Abraão?Isso é arqueologia,o resto é balela.

          5. @SAULO NOGUEIRA,Era exatamente isso que queria questionar quando mencionei camelos.Isso é um forte indício que as supostas histórias da bíblia passadas no séc XV ac,foram realmente escritas no séc VI a.c. a mando de Josias.

          6. @Almeida, “Também é arqueólogo, como Finkelstein? Não, claro não.”

            Não é arqueólogo, mas era um acadêmico com gabarito suficiente para escrever sobre qualquer assunto teológico. E observe que estou sitando a sua obra, não sua pessoa, pois seu livro não fala somente sobre arqueologia, mas sobre vários assuntos pertinentes a teologia Bíblica, como arqueologia, geografia, inerrância, manuscritos, etc…

            “Apresente algumas evidências a favor da bíblia e mostre que Israel estava errado.”

            Logo em baixo você terá alguns.

  4. @SAULO NOGUEIRA, eu gostaria muito de saber qual a sua opinião sobre esse assunto, sinceramente.
    Qual é o seu entendimento, em particular sobre as questões que o Ale levantou (muralhas de jericó, 40 anos de peregrinação sem vestígios e o caso do anacronismo na domesticação dos camelos)

    André, eu sei que esse não é o melhor lugar para eu fazer essa pergunta, principalmente sendo que o tópico não compreende o mesmo assunto, mas devido aos últimos comentários, me pareceu apropriado. Se você decidir do contrário, pode limar o comentário sem ressentimentos.

      1. @André,

        “Não tem algo recente, Saulo? Citar gente que morreu em 1971 é forçar a barra.”

        Ué, André. As grandes descobertas de Einstein no início do Séc. passado não valem mais pra hoje? Os grandes postulados de Newton no séc. XVIII, Copérnico e Galileu Galilei perderam sua credibilidade? Não se pode falar de Relatividade sem citar Albert Einstein, como não se pode falar de Astronomia sem se falar Sir Isaac Newton e não se pode falar em arqueologia sem menciona Albright.

        Mas pra não te contraria vou citar alguns neutros, outros nem tanto.

        Kenneth Kitchen, James Karl Hoffmeier, Willian Dever.

        1. Ué, André. As grandes descobertas de Einstein no início do Séc. passado não valem mais pra hoje?

          Einstein tb cometeu erros, vc sabe. Ele era contra mecânica quântica e fez trabalhos “provando” isso. Estar errado não é problema nenhum.

    1. @PianoCat,

      A reconstrução histórica é muito controversa e passível de interpretações equivocadas, visto que o pesquisador está diante de apenas uma parcela do que de fato ocorreu. A arqueologia moderna está apenas riscando a superfície deste gigantesco iceberg e cada dia que passa novas descobertas tomam o lugar de verdades antes inquestionáveis. Prefiro dar a vantagem da dúvida para o texto Bíblico. Pode parecer uma saída covarde, mas não é, pois a Bíblia também é um documento histórico e merece nossa confiança. Quando alguns pesquisadores encontram qualquer documento, por mais espúrio que seja, que contradiga a Bíblia, sempre a Palavra, na opinião deles, vai estar errada.

      Só pra você ter uma ideia. Até meados do séc. passado, a historicidade da monarquia de Israel, sob Salomão e Davi, era fortemente contestada por grande parte dos arqueólogos minimalistas. Alguns criam que Davi era apenas uma figura mítica, assim como Hércules ou Teseu. Até encontrarem a Estela de Tel Dan, uma pedra negra de basalto descoberta em 1993, por Avraham Biram, em um sítio arqueológico durante escavações em Tel Dan ao norte de Israel. Ela foi esculpida por ordem de um rei arameu se gabando se sua vitória sobre “Acazias, filho de Jorão, rei da Casa [dinastia] de Davi”.

      1. @SAULO NOGUEIRA,

        A inscrição desta rocha gerou múltiplas teorias entre acadêmicos de várias áreas da ciência, porque as letras transliteradas do original aramaico para o hebraico (BYT DWD, Beth David, “Casa de Davi”) podem ser a única referência a linhagem de Davi relatada por outro povo além do Povo de Israel. Até a data da descoberta esta foi a primeira vez em que o nome do rei Davi de Israel, foi reconhecido entre os epigrafistas, historiadores e arqueólogos. As opiniões teóricas finais do consenso entre os acadêmicos e arqueólogos epigrafistas é que os três fragmentos são uma referência ao Rei Davi, sucessor do Rei Saul e pai do Rei Salomão, os três primeiros reis da monarquia israelita. Mas se esta Estela não tivesse sido encontrada, alguns céticos estariam sentados até hoje sobre a rocha do argumento do silêncio sobre Davi. Aliás, o argumento do silêncio é muito perigoso, pois basta uma única menção á nomes para que toda uma estrutura montada venha abaixo. Nem o próprio Israel Finkelstein tem dúvidas sobre a historicidade de Davi e Salomão, apesar dele dizer que não passavam de líderes tribais.

        Já a arqueóloga Eilat Mazar, considera o relato Bíblico sobre esses reis fidedignos e no final de 2008 anunciou que havia descoberto em Jerusalém o que pode ter sido o palácio do Rei Davi, confirmando que de fato na época desse grande rei, a sociedade judaica não era mais uma tribo. Mas pelo simples fato de Eilat crer nas narrativas Bíblicas, outros arqueólogos dizem que ela não é digna de confiança. E é claro que Israel Finkelstein, adepto da teoria da baixa cronologia, não concorda com essa conclusão e diz que esta grande construção pertence ao período da dinastia dos Omríadas e data estas descobertas um século depois de Salomão.

        Mas a teoria de Finkelstein está sob ataque. No rastro das afirmações de Mazar ter descoberto o palácio do rei Davi, dois outros arqueólogos revelaram achados notáveis. Pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriram o que seriam dois edifícios reais com cerca de três mil anos na antiga cidade fortificada de Khirbet Qeiyafa. Um desses edifícios foi identificado pelos cientistas como o palácio do Rei Davi. Segundo eles a segunda construção, é uma espécie de depósito real. Os trabalhos arqueológicos da equipe de Yosef Garfinkel e Saar Ganor revelaram parte de um palácio que teria mil metros quadrados, com vários cômodos ao seu redor onde foram encontrados recipientes de alabastro, potes e vestígios da prática de metalurgia. “O palácio é a construção mais alta da antiga localidade, permitindo o controle sobre todas as outras casas, bem como uma vista a grandes distâncias, chegando até o Mar Mediterrâneo”. Essa estrutura corrobora a ideia da existência de um reino estruturado, que cobrava tributos e tinha centros administrativos.

        Segundo o site hyperscience, escavações em minas de cobre no extremo sul de Israel podem ter revelado novas evidências do reinado da figura do Rei Salomão, que teria governado a região durante 40 anos.

        “ Durante a Idade do Ferro, os seres humanos começaram a explorar os depósitos de cobre escondidos no Vale de Timna, no atual Estado de Israel, como fica evidente ao se observar as milhares de antigas minas e dezenas de locais de fundição existentes no distrito. Agora, o debate dos arqueólogos se concentra em quem controlava essas minas, e quando. Após ter explorado a região na década de 1930, o arqueólogo norte-americano Nelson Glueck anunciou ter encontrado as reais “minas do Rei Salomão”, no reino bíblico de Edom…”

        “…As pesquisas do decorrer do século 20 – e essencialmente após a descoberta de um templo egípcio no centro do vale, em 1969, lançaram dúvidas sobre as afirmações de Glueck. Alguns arqueólogos sustentam, desde então, uma interpretação que sugere que os antigos egípcios teriam de fato construído as minas, antes mesmo da suposta existência do reinado de Salomão, ainda no século 13 a.C.”

        Na época os arqueólogos céticos ficaram rindo atoa, pois acreditaram que as minas pertenciam aos egípcios e não aos Judeus. No entanto, as escavações recentes no Vale de Timna revelaram artefatos datados do século 10 a.C., época em que a Bíblia diz que o rei Salomão governava. Mas é claro que tem que haver contestação, pois alguns especialistas argumentam que as minas provavelmente eram operadas pelos Edomitas, uma tribo seminômade que constantemente entrava em conflito com Israel. O que torna a descoberta ainda mais impressionante, pois os Edomitas, ou seja, a linhagem de Edom estava sob a dominação de Davi e Salomão exatamente conforme as escrituras descrevem. Se isso for verdade, vai gerar um grande problema para Finkelstein que afirma que os Edomitas só habitaram essa região dois séculos mais tarde

        “As minas são, definitivamente, do período do rei Salomão”, garante o arqueólogo Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv. “Esses locais podem nos ajudar a compreender a sociedade local, que, se não fossem as minas, teria passado despercebida por nós.”

        “Ano passado, Ben-Yosef e uma equipe de pesquisadores investigaram uma área conhecida como Colina dos Escravos, um local de fundição previamente intocado, que mantém rastros de centenas de fornos e camadas de cobre, o material restante da extração do metal. O lugar não apresentava ruínas arquitetônicas significativas, mas os arqueólogos conseguiram encontrar resquícios efêmeros de uma vida antiga: pedaços de roupas, cordas, tecidos e objetos de cerâmica, além de tâmaras, uvas e pistache. Onze amostras do material encontradas na Colina dos Escravos foram submetidas a testes na Universidade de Oxford, na Inglaterra. De acordo com os pesquisadores, os resultados mostraram que os itens antigos datam justamente da época do reinado de Salomão.”

        “No Vale de Timna, nós certamente descobrimos uma sociedade com alto grau de desenvolvimento, organização e poder”, resume Ben-Yosef, jogando de vez por terra a Teoria de Finkelstein de uma sociedade Tribal no período da Dinastia unida. Apesar do debate sobre quão confiável é a Bíblia como fonte histórica para arqueólogos, Ben-Yosef acrescenta:

        “… é muito possível que os reis Davi e Salomão tenham, de fato, existido.”

        Consequentemente, segundo ele, é possível que uma dessas figuras bíblicas tenha exercido algum controle sobre as minas do Vale de Timna.
        Conclusão que também chegou Thomas Levy, arqueólogo da Universidade de San Diego, na Califórnia, que passou oito anos escavando uma antiga fundição de cobre em Khirbat en Nahas. Levy data este local como um dos maiores produtores de cobre no século X a.C, exatamente no período que David reinou nesta região. A própria existência de uma grande mineração e fundição implicaria atividade econômica complexa, no momento exato em que David e Salomão reinaram.

        “É possível que estas minas pertencessem a David e Salomão”, diz Levy de sua descoberta dando o último tiro de misericórdia nos minimalistas e céticos (…) Quero dizer, a escala de produção de metal aqui é a de um antigo estado ou reino.”

        Conclusão que também apoia o até então desacreditado Nelson Glueck e confirma que de fato ele estava certo.
        Estas conclusões nos mostram que já existia uma sociedade bem estruturada politicamente e economicamente durante o Reino Unido.
        Agora se já existe um debate acirrado sobre a existência ou não de uma sociedade organizada em Israel no séc. X, quanto mais em relação as antigas muralhas de Jericó, quase meio século antes e em relação as Patriarcas ainda mais antigos.

        Só pra se ter uma ideia do problema em relação ao anacronismo da domesticação dos camelos, só pra responder uma das suas perguntas.
        Conforme o próprio Link que o André postou acima, arqueólogos consideram um anacronismo a citação de camelos domesticados no período Patriarcal. Só que isso não é nenhuma novidade, pois isso remonta à época do próprio Albrigth.

        Mas pelo fato de se ter encontrado evidências de que os camelos já eram domesticados no Séc. 6 a.C., não significa que não existia esta prática antes.Não era comum, mas já existia. O próprio relato Bíblico nos diz que nesse período se fazia uso do leite desses animais, conforme Gênesis 32:15:

        “Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos…”

        Randall Younker, arqueólogo da Universidade Andrews, Michigan, encontrou em Assuã, no Egito, um desenho esculpido na rocha de um homem guiando um camelo por uma corda. A inscrição ao lado do desenho sugere a data de 2.300 a.C. Também escavações nas ruínas em Ur dos caldeus, região em que Abraão morava, trouxe á tona uma representação em ouro de um camelo ajoelhado, que datava o período da 3ª dinastia (2050 a.C.) dessa importante cidade no passado. Diante dessas evidências, parece ser bem provável a domesticação de camelos como uma técnica bem mais antiga do que sugere os estudiosos de Tel Aviv, remontando sim ao período Patriarcal.

        Além disso, um texto Sumeriano, datado de 2.000 a.C., encontado em Nipur, fala sobre o uso do leite da fêmea de camelos. E em Biblos, região da antiga Síria, também foi descoberta uma figura incompleta de um camelo ajoelhado datada ente o séc. 19 e 18 a.C. Kenneth Kitchen resume bem estas evidências:

        “Com frequência tem sido afirmado que a menção a camelos e sua utilização é um anacronismo no livro de Gênesis. Tal acusação simplesmente não está ao lado da verdade, visto que existem evidências tanto filológicas quanto arqueológicas no tocante ao conhecimento e à utilização desse animal nos começos do segundo milênio a.C., e mesmo antes”. Prosseguiu ele em sua explanação: “Apesar de uma possível referência a camelos, em uma lista de rações de Alalakh (cerca do século 18 a.C.), ter sido disputada, as grandes listas léxicas mesopotâmicas, que se originaram no antigo período babilônico, mostram que o camelo era conhecido desde cerca de 2000 — 1700 a.C., incluindo sua domesticação. Outrossim, um texto sumério de Nipur, pertencente ao mesmo antigo período, fornece-nos uma clara evidência da domesticação do camelo nesse tempo, através de suas alusões a leite de camela. Ossos desse animal têm sido encontrados nas ruínas de casas em Mari, pertencente ao período anterior ao rei Sargão – séculos 25 e 24 a.C. Essas e uma grande variedade de evidências não podem ser descartadas levianamente. Quanto aos começos e aos meados do segundo milênio a.C., um uso limitado do camelo é pressuposto tanto por evidências bíblicas quanto evidências externas, até o século 12 a.C.”.

        A Matéria que saiu na Times, sobre o “anacronismo”, o máximo que pode se concluir é que NAQUELA região, se fez um uso regular desse animal nesse período, não significando que em NENHUM outro lugar do crescente fértil se usasse esse animal domesticado anteriormente. De marcas em ossos, eles obtém uma certeza absoluta e causam a impressão generalizada para todo o território no qual se passa a história bíblica, deixando de lado muitas outra provas arqueológicas que eles sequer mencionam superficialmente. Notícias que confirmam narrativas Bíblicas saem em cantos de matérias nas últimas páginas de revistas. Notícias que expõe “erros” da Bíblia, ou “As verdades sobre Jesus Cristo” todos os anos estampam capas de revistas de grande circulação, apostando no sensacionalismo para vender suas revistas. Por que o que é polêmico é a receita de vendagem. Falar que pesquisas confirmam relatos Bíblicos, não vende.

        Em relação as outra perguntas, respondo em outra ocasiões, ou aqui mesmo, pois senão vai ficar muito grande e o titio André pode não gostar.

        1. A citação de Kitchen tem como fonte qual? Pq eu encontrei este parágrafo em site crente. Quero a fonte da obra original.

          A fonte usada pelo site crental é Uma História Politicamente Incorreta da Bíblia, Robert J. Hutchinson, Agir, 2012, pgs 62-63.

          E essa pesquisa dos camelos veio depois. Interessante!

          Ah, e sobre o Cozinha:

          Kitchen is an evangelical Christian and has published frequently from that background on questions relating to the Old Testament. His publications in this area have consistently defended the historical books of the Old Testament as an accurate record of events, i.e., as history, against the academic consensus that they are primarily theological in nature.

          http://en.wikipedia.org/wiki/Kenneth_Kitchen

          Não que eu coloque em dúvida a honestidade do sr. Cozinha. E como cientista respeitado e honesto, ele deve ter trabalhos publicados em periódicos indexados defendendo a posição dele. Pode nos ceder, por gentileza?

          (você sabe muito bem como as coisas funcionam aqui)

          1. @André,
            “E essa pesquisa dos camelos veio depois. Interessante!”

            André, essa dos camelos é mais velha que a mãe do pecado!!!! É matéria requentada que voltou á tona. Esta questão está sendo discutida há décadas e já se falava disso no tempo de Albright.

            A referência é essa mesmo, porém publicada originalmente pelo Sr. cozinha na usa obra: On the Reliability of the Old Testament, Grand Rapids and Cambridge: William B. Eerdmans Publishing Company, 2003,

  5. E o que muda? Não estou te entendendo. Mesmo que esta descoberta fosse feita hoje, não mudaria em nenhum til os argumentos.

    1. @SAULO NOGUEIRA, neste ponto eu tenho que, por obrigação, concordar com o Saulo. Citar antigos cientistas ou estudiosos ou, seja lá quem for, é uma prática muito comum entre cientistas, estudiosos ou seja lá quem for. Não invalida a tentativa de argumentação.

      1. Invalida quando temos pesquisas mais recentes. Ou então citarei Schrondinger que disse que mecânica quântica era bobagem ou que neutrinos têm velocidade superior à da luz..

        1. @André, Por certo ponto de vista eu, também, concordo com o André, mesmo porque, 100% dos cientistas, estudiosos ou seja la quem foi falou algumas merdas no passado.

          1. “Porque Kitchen disse isso” Bem, o Amit Goshwami é físico e fala um monte de besteiras transcendentais.

    2. @SAULO NOGUEIRA, Prefiro dar a vantagem da dúvida para o texto Bíblico. Pode parecer uma saída covarde, mas não é, pois a Bíblia também é um documento histórico e merece nossa confiança. Quando alguns pesquisadores encontram qualquer documento, por mais espúrio que seja, que contradiga a Bíblia, sempre a Palavra, na opinião deles, vai estar errada.

      Não é covarde, eu só não entendo a lógica, pois não, ela não merece confiança histórica https://ceticismo.net/religiao/os-evangelistas-eram-historiadores-confiaveis/
      E você não dá a vantagem da dúvida para a bíblia Saulo, você dá a ela a vantagem da certeza inerrante do seu Deus pessoal. É diferente.
      Se você tiver de um lado um documento que foi alterado e forjado diversas vezes para refletir uma ideia específica, e do outro uma fonte independente com zero motivo e nada a ganhar com ludibriação, como historiador, aq uem você vai dar mais crédito? Se trata de tomar uma posição intelectual honesta.

      Só pra você ter uma ideia. Até meados do séc. passado, a historicidade da monarquia de Israel, sob Salomão e Davi, era fortemente contestada por grande parte dos arqueólogos minimalistas.
      Não desmerecendo seu esforço em explicar isso, mas ninguém está contestando a existência de Davi aqui…

      O próprio relato Bíblico nos diz que nesse período se fazia uso do leite desses animais, conforme Gênesis 32:15:

      “Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos…”

      E eu repito em cântico: A bíblia não pode ser usada para comprovar a veracidade da própria bíblia, Saulo. Lógica circular, lembra dela? Não que isso invalide o fato exposto, mas também não adiciona em nada no rol de evidências.

      Randall Younker, arqueólogo da Universidade Andrews, Michigan, encontrou em Assuã, no Egito, um desenho esculpido na rocha de um homem guiando um camelo por uma corda. A inscrição ao lado do desenho sugere a data de 2.300 a.C. Também escavações nas ruínas em Ur dos caldeus, região em que Abraão morava, trouxe á tona uma representação em ouro de um camelo ajoelhado, que datava o período da 3ª dinastia (2050 a.C.) dessa importante cidade no passado. Diante dessas evidências, parece ser bem provável a domesticação de camelos como uma técnica bem mais antiga do que sugere os estudiosos de Tel Aviv, remontando sim ao período Patriarcal.

      Além disso, um texto Sumeriano, datado de 2.000 a.C., encontado em Nipur, fala sobre o uso do leite da fêmea de camelos. E em Biblos, região da antiga Síria, também foi descoberta uma figura incompleta de um camelo ajoelhado datada ente o séc. 19 e 18 a.C. Kenneth Kitchen resume bem estas evidências:

      Agora, isso é interessante. Ausência de evidência não invalida a suposta ocorrência de um fato. Mas a ausência de evidência É uma evidência sim. Uma evidência não conclusiva, mas de todo caso, uma evidência.

      No entanto, eu não conhecia essas pesquisas que você mostrou… Evidências externas, é disso que eu estou falando!
      Como nos arredores da palestina aparentemente já existiam camelos domesticados na mesma época ou até antes, eu não consigo enxergar mais o fundamento para um suposto anacronismo.
      Pra te responder, vou precisar pesquisar sobre a veracidade das suas fontes e isso pode demorar pois estou bem atarefado. Talvez algum outro usuário do blog possa te retornar com mais propriedade sobre o assunto do que eu.

  6. Princeton orgulha-se de ter abrigado Albert Einstein. Cornell orgulha-se de ter contado com Carl Sagan em seu Laboratório para Estudos Planetários. E nossas universidades orgulham-se de ter cursos de homeopatia e estudos bíblicos. Isso faz sentido, já que tal noção faz parte das idéias sobre inclusão que vigoram nas últimas duas décadas nos governos brasileiros. Seria preconceito descartar essas “ciências” só porque os cientistas acadêmicos não as aceitam. Afinal, andar para trás nunca foi considerado algo vergonhoso no Brasil, terra do gingado e da malemolência.

    ps: É esquisito ver dois sujeitos que nunca se viram antes, discutindo à distância a respeito de camelinhos que deveriam ou não estar presentes em um livro (mal) escrito em línguas antigas por outros tantos desconhecidos, que pertenciam a uma cultura alienígena e em tempos remotos.

    1. @Borba,
      Mais esquisito que isso é deixar de debater sobre a domesticação dos camelos, se remonta ou não o período patriarcal, objeto de estudo de arqueólogos modernos e demais acadêmicos afim de refutar o que “acadêmicos com gabarito suficientes para escrever sobre qualquer assunto teológico” defendem sem ter caráter científico algum. Além do que é um assunto muito interessante e intrigante.

    2. @Borba,Quando mencionei o problema do anacronismo na domesticação dos camelos,foi exatamente para contestar a veracidade dos fatos que a Bíblia narra.Tão verídico quanto eu contar sobre uma batalha aérea da Segunda Guerra Mundial onde se usava um caça F-22 Raptor.

    3. @Borba, Calma, pessoal! Foi só um chiste! Eu estava parafraseando Ned Flanders em um dos episódios de “Os Simpsons”! :razz:
      De qualquer maneira, mesmo que a Bíblia fosse históricamente correta em todos os seus livros e versículos, isso não tornaria o deus israelita mais verdadeiro que Tezcatlipoca, o espelho fumegante. Assim, em minha humilde opinião, é irrelevante se o Bramanismo menciona um universo com duração de bilhões de anos, o que é correto científicamente. Isso não torna Visnu e Siva mais reais que Yaveh.

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