A luta contra segregação sexual nas universidades britânicas

Eu francamente não entendo certas coisas na política, apesar de entendê-la muito bem para que ela serve (servir de lugar para políticos existirem e retroalimentar-se). No Reino Unido não é diferente e se alguém aqui é ingênuo em pensar que governos e governantes (seja em qual esfera for) estão preocupados com o povo, sugiro que pense duas vezes. No caso, a notícia que a Inglaterra está travando uma guerra silenciosa internamente. Por quê? Por causa do elevado número de muçulmanos idiotas que insistem na discriminação de gêneros, onde alguns defendem que homens e mulheres deveriam se manter separados durante as aulas, palestras etc.

Curiosamente, parece que o governo finge não se importar, afinal é aquela velha baboseira que todos têm direito a uma opinião.

Eu também acho que as pessoas têm direito a ter opiniões, mas ao ponto que elas estão engajadas em algum tipo de movimento pró-ativo, isso pode ser um pouco perigoso. Tipo, eu acho errado que haja qualquer tipo de preconceito, apesar de ele ser inerente ao ser humano, no melhor estilo NÓS-E-ELES. Entretanto, eu não posso obrigar os outros a pensar como eu quero que pense. Da mesma forma, alguém pode pensar que negros e indígenas são inferiores, como tinha dito Alan Kardec, cujas palavras kardecistas fingem não terem lido. Agora, quando um bando de malucos se veste de branco, com capuz e dai atirando, enforcando ou surrando negros, tem algo de MUITO errado.

O problema do relativismo cultural é que ele deve ser visto com cautela. Eu ENTENDO (não falei "defendo") tradições islâmicas em que a mulher anda determinado número de passos atrás do marido. Isso vem do histórico de um monte de tribos bárbaras que atacavam a tudo e a todos. O homem ia na frente, com a espada desembainhada, pronto para defender a mulher e os filhos. A mulher andando toda embrulhada seria para não despertar desejo sexual do monte de toscos em volta, e quando vemos aqui no Brasil vagabundo chegar pra cima de mulher e beijar à força (ou coisa pior) só porque ela está de blusa decotada e saia justa (que na mentalidade primitiva desses trogloditas significa que é vagabunda e está pedindo para ser estuprada), entendemos os motivos daquele pessoal.

Claro que o uso de um niqab, burca ou dupatta (veja a diferença AQUI) é muito diferente de um monte de índios fazendo sacrifícios de bebês. Um artigo sobre relativismo cultural pode ser lido AQUI.

David Cameron, atual primeiro-ministro, já deu ordem para parar com esta palhaçada e que as Universidades não são lugar de discriminação, ainda mais que se de um lado tem a cultura muçulmana de segregação (que sequer existe no Alcorão, mas crente tosco sempre interpreta seu livro religioso ao seu bel-prazer), pelo outro tem outras culturas que acham que isso é estupidez. Eu concordo: que o zé ruela vá para uma faculdade que pregue isso, como aquelas universidades toscas dentro do Idiotistão em algum lugar esquecido pelo deus deles.

A Inglaterra já é um lugar esquisito, onde até mesmo existe um Ministério da Fé, que existe para manter os assuntos religiosos e promover a fé nas pessoas. Por sorte, no Brasil não tem um ministério assim, pois somos um país laico, onde não há interferência de religiosos nos assuntos do Estado (só que não)

OS reitores das Universidades entendem que realmente manda naquelas bandas e prontamente concordaram com Cameron, para quem se homens e mulheres quiserem ficar em locais separados durante os eventos, é uma coisa. A Universidade assinar embaixo de uma regra obrigando a isso é totalmente inadmissível.

Em 2010, a Inglaterra já tinha mandado um recado que Criacionismo não tinha lugar nas escolas livres de lá, mas parece que quando uma religião toma na cabeça, outra religião acha que pode ocupar o espaço.

O problema básico é encontrado em várias sociedades (e das mais toscas possível), que acham que regras valem de acordo com que acham que vale. É como muitos que eu conheço que têm carro potente e acham que não velocidades de 100 km/h é intervenção do Estado em demasia e a pessoa deve ter o direito de sair a 200 km/h, mas se ofende quando alguém o corta pelo acostamento e reclama que a polícia rodoviária não vê isso.

Nenhuma lei vai agradar a todos, óbvio, nem é pra isso que ela serve. É para deixar a sociedade mais harmônica possível, pois quando a sociedade tem todo o poder nas mãos acaba fazendo merda. Começando por separar homens e mulheres nas universidades, terminando por matar seu vizinho só porque ele olhou pras curvas da sua mulher.

Ficar dando muita asa pra ideias criadas na Idade do Bronze não pode dar final feliz.


Fonte: Guardian

5 comentários em “A luta contra segregação sexual nas universidades britânicas

  1. me lembrou quando o Richard Dawkins foi para Israel (acho que foi israel) e conversou com um muçulmano, declarando ser ateu o islâmico começou a argumentar que ateus deixam as mulheres livres demais e fazerem o que quer, parece que todos os argumentos dessa religião envolvem as mulheres.

      1. Mas faz sentido o que eles dizem. Eles acham que a mulher tem que estar linda, bem vestida e cheirosa em casa, enquanto as ocidentais andam que nem lavadeiras em casa e totalmente gostosas na rua.

        1. @André, André, é verdade. Só tem um detalhe: normalmente essas não são as mesmas mulheres. As lavadeiras não são gostosas e as gostosas não são lavadeiras.. :mrgreen:

  2. Eu estava, estou, não sei mais se continuo, uma obra do ALLAN KARDEC e não tinha ideia deste papo de racismo.

    E não é que fiz uma busca no e-reader e achei além de referências a “selvagens” também a chineses,

    “Um chinês, por exemplo, que progredisse suficientemente e não encontrasse na sua raça um meio correspondente ao grau que atingiu, encarnará entre um povo mais adiantado.”

    Não sei ainda o que pensar sobre este pensamento, filosofarei mais com meus botões estragados.

    Grande decepção, no final das contas, me convenço mais e mais que ler faz mal a saúde mental, leitura filosóficas, psicológicas, pedagógicas e sociológicas.

    Melhor me concentrar em textos científicos.

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