Cientistas examinam cavidade auditiva de dinossauro e não é por causa de dor de ouvido

Ontogenia é o estudo das origens e desenvolvimento de um ser vivo. Saber como ele apareceu e no que ele resultou. Um dos bichos que mais despertam interesse nesse campo é, claro, dinossauros. A saber, são os únicos monstros que realmente tivemos (os outros estão guardados na Área Pitu, digo, Praianinha, quero dizer, Área 51).

Agora, uma equipe de pesquisadores resolveram estudar não apenas um dinossauro, mas especificamente seu crânio e mais especificamente ainda seu ouvido interno, e como ambos se tornaram o que eram.

Stephan Lautenschlager, apesar do nome, não é nenhuma grande mente criminosa. Ou, pelo menos, não é a parte referente ao "criminosa". Ele é paleontólogo e está concluindo seu doutorado no Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, Inglaterra. Tom Hübner trabalha no Niedersächsische Landesmuseum em Hannover, na Alemanha, mas alemães são meio reticentes em ter que ter uma página pessoal dentro do site da instituição.

Os dois pesquisadores resolveram passar a cabeça – mais especificamente a ossada do crânio – do Dysalotosaurus lettowvorbecki, que pertence a um gênero de dinossauro herbívoro iguanodontiano (Wikipédia lusófona, não clique! Clica AQUI que é melhor), cujos fósseis pertencem ao Jurássico Superior, e foram encontrados na  Tanzânia.

A pesquisa dos dois pesquisadores visa pesquisar o desenvolvimento do cérebro e do ouvido do D. lettowvorbecki. Para tanto, milhões de anos mais tarde, a tecnologia médica deu capacidade para que pudessem examinar o que tinha na cabeça do dino, usando CT Scan, criando um mapa 3D do cabeção.

Segundo Lautenschlager, os dois diferentes estágios de crescimento de lagartão proporcionou uma oportunidade única para estudar seu cérebro, e como ele se desenvolveu durante o crescimento do animal, já que ele pôde mapear toda a estrutura. Eu ainda compro um treco desses para mim, para analisar meus Oompa Loompas. Como isso não é possível ainda, me resta ler o artigo dos pesquisadores, publicado no periódico Journal of Evolutionary Biology.


Clica n’eu, tio!

Algum chato perguntará por que não usar o CT Scan para tratar as criancinhas na África? Eu respondo: Por que você não vende seu computador e eletrodomésticos e doa o dinheiro, juntamente com seus móveis e metade de suas roupas? O CT scan ESTÁ ajudando uma criancinha africana… de cerca de 150 milhões de anos!

O estudo mostra que o cérebro do D. lettowvorbecki já estava bem desenvolvido e perfeitamente adaptados para interagir com seu meio-ambiente e de outros indivíduos. O material bem conservado ajudou bastante e foi peça-chave para reconstruir a anatomia do cérebro, algo bem raro de se conseguir, mas com a ajuda de Deus da Ciência, eles conseguiram reconstruí-los, pois eles tinham a tecnologia!

OS primeiros resultados mostram que o lagartão sofreu mudanças consideráveis ??durante o crescimento,  muito provavelmente por causa das exigências ambientais e metabólicas, enquanto Darwin estava de óculos empoleirado e bloco na mão, pronto pra fazer um risquinho, mas o bicho conseguiu sobreviver e gerar descendentes. Mas nada na Ciência é definitivo, sempre queremos saber mais e há sempre mais para saber. O livro não se fechou, e mesmo que se fechasse, sempre poderemos fazer uma segunda edição, revista e atualizada, pois é assim que nosso conhecimento caminha.


Fonte: Press release da Universidade de Bristol

Um comentário em “Cientistas examinam cavidade auditiva de dinossauro e não é por causa de dor de ouvido

  1. A pessoa desatenta lê rápido o paragrafo na wikipédia e pensa: Ornitorrinco é descendente? Mas ai ela lê novamente, com atenção e cala a boca.
    Eu adorava esse lagartão no Jurassic Park I :D

    E interessante a capacidade do CT Scan, queria poder ler o artigo por completo para entender se a imagem rosa seria o labirinto ou não :/

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