Dissertação de admissão a mestrado mostra como andam as pesquisas no Brasil

Puxem a descarga que está na hora! Eu sempre digo que as chamadas "ciências humanas" são inúteis. Os retardadinhos defensores de besteiras e masturbações sociológicas xingam muito e eu estou muito preocupado. Essas criaturas cultivam algo que só não é um câncer, pois câncer evolui, e como eles chegaram num estado de inutilidade total, não têm mais para onde descer. É o chamado "fundo do poço".

Enquanto milhares de estudantes no Brasil pretendem se especializar em algum ramo científico, em Terra Brasilis o que vale mesmo é uma dissertação que procura estudar algo tão importante como Tati Quebra-Barraco e a Valesca Popozuda. (não, ninguém as usou como cobaia para nada. Infelizmente).

A maravilhosa dissertação tirou o segundo lugar na Pós-graduação em Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense (UFF). Informações do G1, e recebeu o título "My pussy é poder – A representação feminina através do funk no Rio de Janeiro: Identidade, feminismo e indústria cultural."

My pussy é poder! Hummm, isso realmente iluminou o meu dia, mas eu sinceramente não conheço esta… este exemplo de expressão artística. Vejamos um trecho da letra:

Na cama faço de tudo
Sou eu que te dou prazer
Sou profissional do sexo
E vou te mostrar por que

My-my pussy é o poder
My-my pussy é o poder

Mulher burra fica pobre
Mass eu vou te dizer
Se for inteligente pode até enriquecer

My-my pussy é o poder
My-my pussy é o poder

Machado de Assis jamais seria capaz de escrever algo assim. Mesmo! Quando eu leio "My pussy é o poder", a única coisa que me vem à cabeça é:

A pérola master da própria estudante vem com carro abre-alas e comissão de frente:

Aquela turma ter escolhido a Valesca foi uma atitude ideológica. Estamos aqui para dizer que não existe baixa cultura. A minha turma escolheu o (José) Saramago. Colocaram os dois em pé de igualdade, talvez para mostrar que a hierarquização da cultura só é prejudicial para a discussão.

Saramago. Ok. Então, vejamos…

José Saramago:

Sublimemos, amor. Assim as flores
No jardim não morreram se o perfume
No cristal da essência se defende.
Passemos nós as provas, os ardores:
Não caldeiam instintos sem o lume
Nem o secreto aroma que rescende.

Tati Quebra-Barraco:

Dako éh bom! Dako éh bom!
Calma minha gente, é só a marca do fogão!! (2x)
Calma minha gente, é só a marca do fogão!!
Dako éh bom!
Calma minha gente, é só a marca do fogão!!
Calma minha gente, é só a marca do fogão!!

Comentários? Quem precisa deles? Vocês podem ter o direito de achar que Valesca Popozuda está em pé de igualdade com José Saramago, Shakespeare e até com o Pedro Bandeira. E eu tenho o direito de achar que qualquer um que pense isso é retardado.

Nada mais há de ser dito, salvo que podemos ficar tranquilos. Não tem como ficar pior depois que se chega ao fundo do poço.

Ou tem?

32 comentários em “Dissertação de admissão a mestrado mostra como andam as pesquisas no Brasil

  1. “Não tem como ficar pior depois que se chega ao fundo do poço.”
    Pior que tem: alguém pode jogar uma pedra em cima

  2. Até entendo a existência de uma acéfala que crie uma atrocidade dessas, mas a existência de um corpo docente que vê genialidade onde só há imbecilidade, mostra bem o futuro sombrio que nos espera.

  3. Na banca estavam Tati Quebra Barraco, MC Zezinho, MC Mariazinha . . . E a dissertação foi Orientada pelo Latino. :cool:

  4. Eu não entendi alguns pontos, o que a moça irá estudar afinal? Qual a problemática?
    Ela está certa, não existe “cultura melhor”, ou pior. Pois para poder qualificar se uma é melhor, você terá que criar uma regra e assim a “cultura” só será melhor quando vista pela aquela ótica. Vou usar os teus próprios exemplos do Saramango e da Tati quebra-barraco.
    O do Saramango, me parece mais bonito, eu acho mais intelectualmente desenvolvido e etc.
    Agora coloca em uma música as duas letras, cada uma vai gerar um impacto diferente, talvez o “cliente” se divirta mais com a da tati e tu não pode julgar por tal. Tu pode até dizer, mas o importante é o jeito do Saramango, lembrando que assim tu que está escolhendo a regra de qualificação.

    1. Ela está certa, não existe “cultura melhor”, ou pior

      Concordo. O que existe é cultura e retardo mental de funkeiro malcheiroso.

      Pois para poder qualificar se uma é melhor, você terá que criar uma regra e assim a “cultura” só será melhor quando vista pela aquela ótica.

      A regra começa com “estilística” e “retorica”. Qual a retórica de inferir que dar o cu é bom?

      O do Saramango, me parece mais bonito, eu acho mais intelectualmente desenvolvido e etc.
      Agora coloca em uma música as duas letras, cada uma vai gerar um impacto diferente, talvez o “cliente” se divirta mais com a da tati e tu não pode julgar por tal.

      Coma merda. Trilhões de moscas não podem estar erradas.

      E é “tu não podes”. Seu português ilustra em a clientela da Tati.

        1. Grandes merdas. E isso vale pra mestranda e pra própria Sheherazade, que por algum motivo que não sei qual é o pessoal passou a adorá-la… Isso até ela defender os “valores cristãos” blábláblá.

          Resumindo: briga de lavadeiras.

          1. @André, briga de lavadeiras? Tá errado. O que há realmente nesse quiprocó é a falta de algo para lavar. Seja uma pia de louça suja ou um trouxa de roupa suja. :twisted:

            E a respeito da Sheherazade. A mulher é a musa intelectual e é simplesmente A-MA-DA por vários sofativistas do feicibuqui.

  5. Fui um dos que envio ao André esta notícia. Vou dizer o que tem errado aqui. Primeiramente, já enchi o saco dessa política de coitadismo das ciências humanas. Nem todo coitado merece uma chance, conheço muitos (minha origem mesmo, não é em berço de ouro, muito pelo contrário, dei um jeito de chegar onde estou, e ainda vou mais longe) exemplos de que não é necessário (Paulo)Freirismo pra dar oportunidades, o que acretido ser, além de tudo, um real preconceito. Pois se é fornecido melhores chances a uma classe social, somente pode-se assumir duas coisas: 1: Aquela classe/raça/genero precisa do auxilio porque é pior que as demais; 2: Aquela classe/raça/genero ganhou isto como benefício por ser superior. Por estar sou contra qualquer tipo de cota, e contra essas baboseiras sociais de cultura do “gueto”(e gueto é bairro de judeu, negros e pobres, a menos que saibam o que é menorah, e não tenham o prepúcio, não são judeus).Não aceito que no mundo que qualquer pessoa seja inferior, ou superior a qualquer outra de âmbito geral, portanto, por ser livre de preconceitos, não apóio essas baboseiras. Contraponto, a prezada candidata a latu sensu, confundiu-se, pois o contrário de cultura é contracultura, e não Acultura. O que existe neste “meio” do funk, é a ausência de cultura, e não uma cultura contraditória, pois para assumir-se uma postura à contrapartida da cultura, é necessário saber o que é a mesma, e possuí-la o suficiente para que possa definir qual seu antagonismo. Coisa que não ocorre no conceito “funk carioca(não usem só funk, Brown agradece) patrimônio cultural”. Duvido que em geral, esses artistas saibam o que sequer é um sonêto. E o que mais me indignou, foi a burocracia necessária na área científica (real), pretendo ir da graduação diretamente para o mestrado, e o que encontrei foi infértil, um meio que muitas vezes pede coisas impossíveis, como cartas de recomendação escritas à mão por doutores de um curso que nem existe no país! Enquanto isso, aprovam temas “chover no molhado”, que a meu ver é pior que aquele estudo sobre a homossexualidade de patos necrófilos. Me revolta esse oceano que separa a possibilidade de se desenvolver um avanço para a humanidade, se colocado frente a um tema escroto, sobre o qual todos sabemos (a autora critica o funk, desmentindo o falso feminismo, sim, eu sei do que se trata a tese), enquanto um latu sensu como bio-informática, fisica ou química, em algumas linhas de pesquisa te pedem até sua contagem de coliformes fecais da axila. Levando em conta na minha área, onde forma-se 8~10 a cada 60~70 alunos (computação/sistemas/afins), encontra-se esta dificuldade de entrada em órgãos sérios de desenvolvimento e pesquisa, te garanto que toda a vontade de trabalhar com inovação vai por água abaixo, e os poucos que insistem (por enquanto estou insistindo) tem de observar no caminho aberrações como estas. Países evoluídos são exportadores de novas tecnologias, não de bundas siliconadas. Com todo esse apoio, e com esse nível nas instituições de ensino, o Brasil sempre vai ser o país do futuro, um futuro bem negro, e próximo aquele apresentado no filme “Idiocracia”.

  6. Não, não. Isso é trote, é pegadinha do Silvio Santos! Onde estão as câmeras?

    A idiotização da humanidade está consolidando-se e o brasileiro vai levar o primeiro lugar.

    Salve-me Shiva.

  7. Bom com certeza esse ainda não é o fundo do poço, estava em segundo lugar. Imaginem o terceiro, quarto, quinto lugares!

  8. Quase todos os trabalhos de antropologia social partem das mesmas premissas e chegam às mesmas conclusões:

    P1: a consciência humana é uma construção histórico social
    P2: cada agrupamento humano tem suas próprias manifestações culturais (uouuuuuu, foda)
    P3:todas as manifestações culturais são igualmente válidas, têm o mesmo valor
    P4: a manifestação cultural x é uma resistência a y

    “pesquisa”

    C1: a consciência humana é uma construção histórico social
    C2: cada agrupamento humano tem suas próprias manifestações culturais
    C3:todas as manifestações culturais são igualmente válidas, têm o mesmo valor
    C4: a manifestação cultural x é uma resistência a y

  9. Como “a manifestação cultural FUNK CARIOCA é uma resistência aO MACHISMO”

    Quase todos os trabalhos de antropologia social terminam com “a manifestação cultural x é uma resistência a y”

    1. Ué? Na sua opinião, que eu considero muito representativa (ironic mode), isso deveria ser muito importante. Afinal, BAH, para que tecnicismo? (isso dito por alguém que tem água e esgoto encanado, luz elétrica e usa um computador)

  10. Culturalmente, o funk é tão pobre quanto o sertanejo universitário. Socialmente, esse gênero musical patético é nada mais que o reflexo da probreza cultural e educacional que atualmente existe na maioria das favelas, bem como o descaso do poder público para com os moradores desses lugares. Dane-se que o povão gosta e dane-se também a criatura que abre a boca para falar sobre preconceito e relativismo cultural. Ora, popularidade não define qualidade e jamais será um método confiável para analisá-la.

    Em segundo lugar, os estudantes das humanas são, em sua maioria, maconheiros e criados pela avó na base do toddynho com pão-de-queijo. São seres inúteis que apenas consomem preciosas verbas públicas que poderiam ser destinadas às ciências naturais e às exatas. E nem adianta afirmar o contrário, pois os protestos que ocorreram na USP provam exatamente isto: um bando pseudorevolucionários andando de Nyke no pé e carregando Manifesto Comunista nas mãos. ;-)

    Se você ainda tem alguma dúvida sobre a incapacidade de tais criaturas produzirem algo de útil, observe as seguintes citações:

    (…) Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA).

    se o funk fere seus ouvidos de morte, acho uma pena, porque EU ADORO, EU ME AMARRO. E meu recado pra você é: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado.

    O mais engraçado de tudo é que esse pessoal se diz mente aberta.

    Bem, a mente estava tão aberta que o cérebro pulou para fora e as opiniões alheias são recebidas com respostas raivosas e toneladas de ódio infundado.

  11. A lógica dos defensores do funk é impagável: existem pessoas pobres que gostam de funk, portanto se vc não gosta de funk vc é preconceituoso. Pela mesma lógica, existem pessoas pobres que gostam de praticar canibalismo (como os seguidores de Charles Taylor, ex-presidente da Libéria), portanto se vc é contra o canibalismo vc é preconceituoso.

  12. Bem, quando as Ciência Humanas são tratadas como inúteis, não significa que o sejam, mas que há “iluminados” que acham que elas são inúteis.
    Talvez porque não entendam nada de Ciência, e devessem, assim, ficar quietos e não escrever merda.

      1. Lendo a obra dele eu aprendi que entrando em um banheiro de rodoviária eu posso acabar vendo coisas que não podem ser desvistas.

    1. Se você acha que gente tosca feito esses energúmenos que desperdiçam verba pública com análises de letras de Funk (Junk, na verdade) e medidas de tamanho de rolas em banheiros públicos são tão Ciência quanto pesquisar um algoritmo de Otimização do Cálculo e Dimensionamento de Estruturas de Concreto Armado e Protendido, você é tão parte do problema quanto acha que nós somos, ou quanto eles de fato são.

      Porque esta seria minha linha de pesquisa, da qual minha bolsa foi cortada, e eu tive que abandonar meu Mestrado, enquanto que eles terminaram o deles, com suas bolsas incólumes.

      Pode me dizer. Qual tem mais valor?

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