Cientistas desenvolvem pele artificial com nanomateriais

t800.jpgAo contrário do que você possa pensar, estes nanomateriais não são exatamente células como as que você tem. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiram produzir um material eletrônico sensível à pressão a partir de nanofios semicondutores. A maravilha deste brinquedinhos é que ele é sensível à pressão, ou seja, poderá dar respostas a impulsos gerados por simples toque, sinalizando uma possibilidade de substituição de tecidos epiteliais danificados por queimaduras.

De acordo com o dr. Ali Javey, professor de engenharia elétrica e de ciência da computação da supracitada universidade, “a ideia é fazer com que o material tenha funcionalidades semelhantes à da pele humana, o que implica incorporar a capacidade de tocar e de sentir objetos”. Seu trabalho foi publicado no periódico Nature Materials.

A pesquisa chefiada pelo dr Javey resultou num material denominado de e-skin (ou “pele eletrônica”), que basicamente é um “tecido” feito com semicondutores inorgânicos em nanoescala. Emprego o termo “tecido” mediante sua definição biológica, isto é (e deforma bem simplista), um grupo de células especializadas atuando em conjunto. Quando temos um conjunto de tecidos especializados, temos um órgão e, ao contrário do que você pensa, meu amigo, o maior órgão do seu corpo é todo o tecido epitelial que recobre seu corpinho mequetrefe. Sim, eu sei que isso é uma decepção para muitas moças e rapazes, mas não reclamem comigo. Reclamem com o projetista “inteligente”. Reclamem também por algumas de suas partes anatômicas estarem penduradas de qualquer jeito, servindo de alvo fácil.

Voltando ao órgão, digo, à pesquisa do dr. Javey, o tecido feito com nanofios ajudará não só na substituição de partes queimadas, como no revestimento de próteses e até mesmo em dispositivos robóticos automatizados. Coloquem um cérebro positrônico e vocês terão o Sr. Data ou um T800. A principal vantagem da e-skin é que ela é sensível a pressão, o que pode fornecer dados que possam ser interpretados pelo cérebro (natural ou artificial), formando um verdadeiro sistema de análise do sentido do tato, talvez o mais importante dos 5 sentidos. A equipe de poesquisa identificou o reconhecimento de pressão da ordem entre 0 e 15 quilopascals (kPa), o que equivale a um digitar num teclado. O suficiente para a pessoa e/ou máquina reconhecer o tanto de força aplicada ao segurar um objeto, evitando acidentes, seja por excesso como por falta de pressão aplicada ao corpo que está sendo segurado no momento.

Os materiais inorgânicos empregados, como o silício, possuem excelentes propriedades elétricas, otimizando seu funcionamento com um gasto de energia bem menor, além de ser resistente à ação química e mecânica. Em outras palavras, a pele será resistente a ácidos e a choques, mas tudo dentro de alguns parâmetros, evidentemente. Logo, não recomendamos que você se atire numa tina com produtos químicos. Você pode sair com a pele esbranquiçada, cabelos verdes e com fixação em morcegos.

Segundo os autores do estudo, a e-skin foi capaz de detectar pressões de 0 a 15 quilopascals, uma variação comparável com a força usada para atividades diárias como digitar em um teclado de computador ou segurar um objeto.

5 comentários em “Cientistas desenvolvem pele artificial com nanomateriais

  1. conheço essa pesquisa. Uma fonte segura, de de dinheiro pra IA que acho que muito pesquisador n procura ainda é a indústria do sexo, ela foi (e ainda é) uma das grandes responsáveis pela revolução e uso da internet, e não falta dinheiro, se algum desses caras provarem que conseguem criar uma dooll

  2. Não tenho nada a acrescentar de conteudo pro texto (muito interessante por sinal), mas só uma correção chata :P

    Metade do 4o paragrafo:
    A equipe de poesquisa identificou o reconhecimento de pressão da ordem entre 0 e 15 quilopascals (kPa), o que equivale a um digitar num teclado. O suficiente para a pessoa e/ou máquina reconhecer o tanto de força aplicada ao segurar um objeto, evitando acidentes, seja por excesso como por falta de pressão aplicada ao corpo que está sendo segurado no momento.

    Último paragrafo:
    Segundo os autores do estudo, a e-skin foi capaz de detectar pressões de 0 a 15 quilopascals, uma variação comparável com a força usada para atividades diárias como digitar em um teclado de computador ou segurar um objeto.

    Repetitivo, não?

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