Grandes Nomes da Ciência: Hermann Schatzmayr

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Estamos acostumados a ler sobre muitos cientistas pelo mundo afora. Mas há pouca divulgação aqui no Brasil de homens e mulheres que ampliam o conhecimento e ajudam a melhorar a vida das pessoas. Tais pessoas deveriam ser reconhecidas, ter seus nomes mencionados em colégios, merecem ser reconhecida pelo que fizeram, fazem e pelo muito que farão.

Uma das pessoas que, com certeza, merece respeito no meio científico brasileiro é Hermann Gonçalves Schatzmayr, nascido em 1935 no Rio de Janeiro e a quem eu tive o prazer de conhecer certa vez, ainda que por poucos instantes. Assim, é com consternação e tristeza que eu relato que o ilustre Dr. Schatzmayr não estará mais orientando e servindo à Ciência. Ele faleceu ontem (21/06), aos 75 anos de idade.

Os jornais já estão noticiando isso direto, mas é sempre o mesmo cópia-cola, que ele trabalhou como pesquisador, que contribuiu com esforços para erradicar a varíola no Brasil (através experimento com animais, bando de Vegans retardados!), estudou os vírus da dengue entre muitas outras coisas.

Repetir tudo isso é chover no molhado e, pior, é algo que a maioria dirá “Ok, que pena. Ei, o jogo do Burundi com Afeganistão vai começar!!!!!”

Brasileiro não tem só memória curta. Tem cultura curta, miopia intelectual, baixa capacidade de guardar informações que não sejam sobre novela ou Big Brother e só sabem falar de Cala Boca Galvão ou Vuvuzela ou alguma bosta nesse sentido. Brasileiros formam, em sua maioria, a raça mais iletrada, alienada e burra que se tem conhecimento. Não sabem o nome de 5 cientistas brasileiros. Se citarem Oswaldo Cruz, teremos sorte. Ou, como disse uma vez meu irmão há muito, muito tempo: “Que me interessa quem criou a vacina contra a pólio? Ayrton Senna me dá alegria”.

Sim, meu irmão é um idiota e eu perguntei ao meu pai qual de nós dois era o adotado. Não quero correr risco de passar algum gene de imbecilidade aos meus descendentes.

O dr. Hermann Schatzmayr não merece apenas ser referenciado por toda a sua obra e seus feitos, mas sim pela sua abnegação de trabalhar num país ridículo, cujo presidente iletrado foi eleito e reeleito graças a assistencialismos dados a pessoas mais iletradas ainda, que não querem saber nada de nada de coisa alguma, ansiando apenas ganhar benesses do governo, enquanto chafurda na insignificância. Mas para esse pessoal, qualquer esmolinha é esselenti. Daí, eu escrevo isso e os defensores dos frascos e comprimidos irão falar mal de mim, pois sou malvado, intolerante e contra pobre. Sim, sou. Sou contra pessoas pobres de espírito e cultura. De minha parte, poderiam ser enviadas para o Paraguai, já que aquela tosqueira não pode ficar pior…. Ou será que pode?

Mesmo assim, é prazeroso saber que mesmo contra as adversidades, mesmo com severos cortes de verbas, insanas ingerências em institutos de pesquisa (sim, Butantã, é contigo mesmo), com um povinho medíocre que não dá valor a nada diferente de jogador de futebol, cantor de pagode ou pastor evangélico, mesmo com todas as decisões retardadas de ministros obtusos, chefiados por uma rede de acéfalos eleitos por uma população mais imbecil ainda (já deu para perceber a quem eu credito tudo isso que tem de errado, né?), é realmente muito prazeroso saber que existem homens como o dr. Schatzmayr, que muito fez por todos nós.

Descanse em paz, Hermann Gonçalves Schatzmayr. Obrigado pelo senhor ter existido e por ter se tornado um de nossos GRANDES NOMES DA CIÊNCIA.


Para uma biografia detalhada sobre o dr. Schatzmayr, recomendo a página da Fundação Instituto Oswaldo Cruz

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Sobre André Carvalho

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