Qual é o segredo do amor parental? Uma dádiva divina, que ilumina e aquece nossos corações, fazendo-nos diferentes dos outros animais? Quando uma de nossas crias está em perigo, clamando por nossa ajuda, se um animal fôssemos, nada faríamos, certo? Pois, é exatamente pelo fato de sermos animais que corremos em seu socorro, mas isso não acontece com todos. Por quê?
Tudo começa no cérebro e aquilo que todos odeiam, mas sempre dependem: Química, essa ciência tão ridicularizada. No caso, uma substância química é quem nos salva, que ajuda a nos manter vivo, estimulando nossas mães a cuidarem de nós.
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Nós, macacada pelada, achamos que temos órgãos muito bem feitinhos. É um engando. Nós achamos que enxergamos excelentemente bem (exceto eu, que uso óculos), mas também é um engano. Enxergamos ridiculamente mal em comparação a várias outras espécies, e se você consegue ler todas as letrinhas daquele quadro que tem nos consultórios de oftalmologia – independente de ali ter o nome do seu amigo polonês ou não – tenho péssimas notícias: é tudo criação do seu cérebro troll, que lhe ilude da maneira mais tosca possível.
Existem muitos exercícios por aí para aumentar a sua inteligência. Se você acredita neles, realmente precisa aumentar essa sua inteligência. Agora, imagine que com uma simples terapia genética, você ficasse mais espertinho e aprendesse mais rápido. A Ficção Científica já abordou isso em diversos livros e filmes. Claro, isso não tem nada a ver com usar apenas 10% do cérebro. Você usa 100% dele, a todo momento. O que acontece é ter mais ligações sinápticas.
Toda vez o açúcar volta à baila. No artigo
Em abril de 2013, o governo dos EUA deu o chute inicial a uma iniciativa inovadora. Infelizmente, o corte de verbas impediu de se construir um porta-aviões que voa, então, os caraminguás foram para outra coisa: explorar o cérebro, no que ficou conhecido como Iniciativa BRAIN, que originalmente tinha como meta restaurar memórias perdidas em veteranos de guerra, mas acabará fornecendo ferramentas aos cientistas para entender melhor no que se passa na cabeça das pessoas, estudando os circuitos cerebrais individuais. Para isso, estão usando uma ferramenta t~]ao complexa e tão simples ao mesmo tempo: luz.
Divulgar ciência não é pra qualquer. Nem todos podem ser… bem, nem todos podem ser incríveis, cultos, fantásticos, inteligentes, sábios, bem falantes, envolventes, exuberantes e mais superfantásticos que o balão mágico. Além disso, sou humilde também. Mas existem Leis do Universo e elas são invioláveis. Uma delas é: Ninguém é capaz de ensinar melhor a uma criança do que outra criança. Para isso, que tal se houvesse um periódico com revisão de pares, revisado por crianças, editado por crianças, voltado para crianças. Loucura? Sim, concordo, assim como era maluquice.
Em 5000 anos de escrita, ainda não inventaram nada melhor que papel. Há muito, muito, MUITO tempo eu escuto que os computadores tornariam o papel obsoleto. Bem, nunca se gastou tanto papel depois do invento dos computadores pessoais, cérebros eletrônicos, PC, microcomputadores e, hoje, computadores (tudo a mesma bagaça!). A única coisa que a moderna informática particular (eu também quero inventar termos. Não enche!) foi uma profusão de garranchos e português pessimamente escrito, já que papel não tem corretor ortográfico (que na maioria das vezes não serve para nada, de qualquer forma). Analisem, o papel é TÃO importante ainda, que leitores de livros digitais imitam papel, o inverso não é verdadeiro.
Nossa ciência médica avança a cada dia. Conseguimos coisas maravilhosas nos últimos anos e a cada dia novas pesquisas surgem com promessas e ideias para prolongar nossas vidas, ou fazer-nos sofrer cada vez menos. Eu não tenho nenhum pudor com procedimentos extremos, mas isso não significa que não devemos questionar certas coisas. Uma delas é a proposta de um neurocientista que defende pesquisas para transplantes de cabeças. Deveríamos ver isso bem de perto, não?
Memória é diferente de aprendizado. Não adianta você aprender alguma coisa agora se não conseguirá se lembrar dela daqui a dez minutos. Diferente que o "inteligentíssimo" sábio de Estagira disse, os pensamentos não ficam no coração (e, apesar de casado duas vezes, ele não sabia que mulheres têm o mesmo numero de dentes que os homens). Agora, pesquisadores do Instituto Gladstone determinaram que uma proteína está envolvida na regulação da atividade neuronal, influenciando no processo neurológico para a formação de memória de longo prazo.
O pessoalzinho tosco que defende os ‘direitos dos animais" (mas usam inseticida em casa), acha um absurdo experimentação animal, alegando que isso é tortura. Curiosamente, nunca falam quando cientistas fazem pesquisas nas quais curam pequenas cobaias. Agora, cientistas dão mais um passo em termos de ciência médica: eles conseguiram reconstruir medulas espinhais de ratos. Ok, foram cotadas, mas voltaram a ser remendadas e mesmo o mais fanático dos vegans toma remedinho. E, claro, isso ajudará muita gente com problemas de lesões no sistema nervoso.