Imaginar coisas que dão medo dá medo

Dizem que Einstein falou que a imaginação vale mais que o conhecimento. É tão-somente mais uma fanfic para justificar gente ignorante. De qualquer forma, a imaginação pode não valer mais que o conhecimento (e não vale), mas em determinadas situações ela acarreta numa mesma resposta orgânica, isto é, se você tem fobia a algo (boletos vencidos, por exemplo), só de imaginar o disparador dessa fobia seu corpo começa a agir da mesma forma se este disparador estivesse na sua mão. Ou seja, imaginar boletos vencidos e ter alguns na sua mão acaba lhe levando ao pânico.

Continuar lendo “Imaginar coisas que dão medo dá medo”

Achou que homens são XY e mulheres são XX, apenas? Ciência tem uma informaçãozinha pra você

Você deve se lembrar da celeuma com a Miss Espanha que concorreu ao Miss Universo, sendo que ela é ele, mas não é ele, é ela. Bem, a Miss Espanha é transgênero, que segundo informações é operada e talz. Você vai fazer cara de nojinho, mas pegou coisa muito pior na sua vida que eu sei, e todo mundo queria pegar a Roberta Close antes de ser operada. Uma das principais alegações é que a Miss Espanha não tinha cromossomo XX e sim XY. Bem, vocês devem saber que Biologia não é ciência exata, né? Pois é, filhotes, uma nova pesquisa apontou por que os cromossomos X e Y não determinam o sexo do bebê.

Sim, eu sei que muitos de vocês não vão aceitar. Isso que é legal em ciência: ela está pouco se fodendo pro que você aceita ou deixa de aceitar. Ciência é o que é. Vamos ao artigo.

Continuar lendo “Achou que homens são XY e mulheres são XX, apenas? Ciência tem uma informaçãozinha pra você”

As diferenças genéticas entre grupos étnicos em busca de marcadores de Alzheimer

Você pensa que todos são iguais, mas isso não é verdade. E sim, etnias são diferentes, sendo que algumas têm maior ou menor tendência a certas doenças. Não, a Natureza não é racista, ela apenas é o que é. Por exemplo, pesquisas mostram que negros podem ser duas vezes mais propensos a desenvolver Alzheimer do que brancos. Qual o motivo? Ninguém sabe, já que não havia mistura de diferentes etnias nas pesquisas. Ou se pesquisava brancos ou negros; dificilmente tendo um número expressivo de ambos dentro do mesmo grupo de pesquisa.

De repente, agora muda isso. Uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Washington em St. Louis identificou disparidades raciais entre afro-americanos e caucasianos no nível de um biomarcador-chave usado para identificar a doença de Alzheimer.

Continuar lendo “As diferenças genéticas entre grupos étnicos em busca de marcadores de Alzheimer”

A neurobiologia de quem faz bullying

De onde vem a sanha de infernizar os outros, ser agressivo e praticar bullying? Alguns dirão que é preciso examinar textos de filósofos para saber as origens da moral e ética, mas filósofos, além de não servirem para nada além de dar aula de Filosofia, ignoram que nós somos o que nossos genes fazem conosco. Mas, claro, ninguém espera que professor de Filosofia saiba dessas coisas, certo? Nisso, pesquisadores descobriram como uma proteína de fator de crescimento afeta a dominância social em camundongos.

E acredite: esses sacripantas psicóticos são bem diferentes do Jerry, que também era um camundongo psicótico e não por acaso ele foi batizado assim (“Jerry” era o apelido que os alemães tinham na época da Segunda Guerra. “Tom” era o apelido dos ingleses. Pense no que significa).

Continuar lendo “A neurobiologia de quem faz bullying”

Pesquisa indica que quando há maior oferta, maiores as diferenças de escolha

Você pode pensar na sua cândida burrice que homens e mulheres são iguais. Bem, não são. Aceite o fato! Nem mesmo grupos masculinos são iguais entre si e – outro fato a ser aceito – gêneros acabam sendo diferentes e essa diferença é acentuada mediante o lugar em que as pessoas moram.

Uma pesquisa mostrou que as preferências de homens e mulheres diferem mais em países mais desenvolvidos e igualitários do que aqueles poaíses em que o máximo de liberdade que você tem é meter o galho dentro e ficar na sua. Isso vai de encontro à ideia que as diferenças surgem de papéis a serem desempenhados. Morar em países mais “difíceis”, digamos assim, força os dois sexos a se concentrarem nas necessidades; a liberdade permite que as diferenças sejam mais e melhor expressas.

Continuar lendo “Pesquisa indica que quando há maior oferta, maiores as diferenças de escolha”

Substância de essência de lavanda faz ratos ficarem calminhos

Lavanda é um aroma que eu só consigo associar com desinfetante (e desinfetante que fede). Alguns perfumes (baratos) costumavam usar essência de lavanda. Não é tão forte quanto pinho ou eucalipto (o primeiro é ótimo para disfarçar cheiro de mijo de gato e cachorro, o segundo pra sauna), mas é mais… suave. Eu continuo achando que aquilo fede.

Entretanto, pelo visto, eu sou uma exceção (alguém tem que ser normal), já que os princípios ativos da essência de lavanda têm a capacidade de exercer um poder calmante nas pessoas.

Continuar lendo “Substância de essência de lavanda faz ratos ficarem calminhos”

Paraplégico anda de novo. Sem magia, é tecnologia

Ser paraplégico é ruim. A pessoa não só tem problemas de locomoção, ela perde muito além disso. só o fato de não conseguir ficar de pé e olhar as pessoas cara-a-cara, olhos nos olhos, já faz diferença, ainda mais que muitas cidades não estão preparadas para isso. Se você não é doutor em Filosofia nem ganha prêmios por defender que próteses são eugenia, você irá concordar que tudo o que um paraplégico quer é voltar a andar, ou andar pela primeira vez.

Ainda bem que Jered pôde, pode e sempre poderá contar com Ciência de verdade. Ele não precisa que filósofos lhe digam que ele tem que se conformar com sua situação.

Continuar lendo “Paraplégico anda de novo. Sem magia, é tecnologia”

Moscas explicam o que acontece quando temos medo e fugimos do perigo

Você deve ter ouvido a máxima “antes um covarde vivo do que um herói morto”. Por bilhões de anos de evolução biológica, seres vivos aprenderam que tem uma hora que o melhor a ser feito frente ao perigo é ralar peito dali o mais rápido possível. Notadamente, qualquer animal tem 3 tipos de reação frente ao perigo: Lutar, ficar imóvel e rezar para não ter sido avistado e meter sebo nas canelas, picando a mula de uma vez.

A questão que fica é: como o cérebro decide por estas três alternativas? É o que uma pesquisa recente procura responder.

Continuar lendo “Moscas explicam o que acontece quando temos medo e fugimos do perigo”

Identificada substância-chave na expressão de genes do autismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1 em 160 crianças estão dentro do transtorno do espectro autista. Esse espectro é amplo, isto é, autismo não é uma única doença ou transtorno, mas vários, com diferentes graus, referindo-se a uma gama de condições caracterizadas por algum grau de comportamento social prejudicado, comunicação e linguagem, e uma faixa estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas repetidamente.

Pesquisas já demonstraram que não apenas um, mas vários genes estão envolvidos. Assim fica difícil pesquisar uma cura ou sequer um tratamento. A saída é ver o que é o principal desencadeador do transtorno. E tudo parece estar no difuso mundo das proteínas e suas sínteses.

Continuar lendo “Identificada substância-chave na expressão de genes do autismo”

Pesquisa estuda por que homens não são a única causa da enxaqueca em mulheres


HOLD MY BEER!

A Ciência busca entender muitas coisas, em especial o que causa dor-de-cabeça nas mulheres. Um dos motivos pode ser o namorado delas como esse aí da foto. O que a Ciência não tenta entender, pois é perda de tempo, é POR QUE este Zé Ruela resolveu fazer isso (droga! Não tem piscina debaixo da minha janela).

Depois que a Ciência parou de se importar com o estúpido comportamento masculino, passou a se dedicar a coisas muito mais simples, como qual é o último dígito de Pi e por que mulheres têm mais enxaquecas que homens, e o que causa essas enxaquecas (cínicas dizem que é por causa dos homens, mas eu não tocarei neste assunto).

Continuar lendo “Pesquisa estuda por que homens não são a única causa da enxaqueca em mulheres”