Eu já escrevi várias vezes sobre cães. Cães são as melhores pessoas! Isso vai desde o garboso collie até o vira-latas caramelo. Não existe cão como o caramelão amigão! Já falei também como eles nos escolheram para sermos amigos deles numa simbiose de amizade em que eles cuidavam de nós em troca de uns petiscos que sobrava.
Durante séculos, os seres humanos criaram cães para aparências ou capacidades específicas. Desde companhia até caça, passando por aqueles camundongos de madame com capacidade de latir. Alguns deles são calmos e tranquilos, enquanto outros têm surtos de ansiedade, destruindo os seus móveis e tudo o que você ama. Pesquisadores resolveram estudar como a pressão seletiva afetou a morfologia dos cérebros caninos, até eles chegarem onde são hoje.

Há mitos que as pessoas propagam, independente do quanto já provaram ser apenas mito. Por exemplo:
Um dos experimentos clássicos da Neurociência é o “caixa da mão de borracha”. Trata-se de uma caixa dividida ao meio, com duas aberturas. Pelas aberturas, o voluntário coloca as mãos, sendo que uma delas não é vista, mas sim uma mão de borracha. O voluntário “sente” tato na mão de borracha, inclusive dores se espetar esta mão. Motivo? O cérebro é bugado e realmente leva a sério o “ver para crer”. Bem, ele vê uma mão sendo espetada. Claro que é a de seu dono, né?
Você sabe que enxerga (estou supondo que você não é cego). Você vê algo e já sabe do que se trata, salvo que seja algo que você nunca viu na vida ou no caso de sofrer de alguma doença neurológica que o impede de fazer este tipo de processamento. O processamento que pessoas sadias fazem instantaneamente sem saber como, nem é preciso saber. Seu cérebro opera no automático, mas como é essa operação?
Vamos ser honestos. Trabalhar é chato. Trabalhar cansa. Trabalhar impede de fazermos e termos aquelas que gostamos, mas que só podemos pagar por elas mediante o dinheiro que ganhamos com trabalho. O cansaço quando trabalhamos ou estudamos acaba deixando nosso cérebro zuado, com nossa memória indo pro ralo.
Imagine que seu parente muito o do ricaço estivesse para morrer. No seu suspiro final, ele ergue a mão para você e diz “e… para você… vou dizer… onde está… meu… meu… tesouro secr….” +_+. Como num filme de comédia de humor negro, você iria querer um jeito de reavivar o defunto para que ele lhe desse a localização de sua maior fortuna. Bem, isso ainda não é possível e daria em muita coisa péssima: zumbis e um filme ruim. Mas uma pesquisa estuda como restaurar a atividade biológica de células de um cérebro. Infelizmente (ou felizmente), não de cérebros humanos, mas de porcos.
Se encher de álcool já não é uma coisa saudável. Se encher de gravidez durante o álcool, digo, se encher de álcool durante a gravidez não só ferra com a saúde da mãe, como da criança também, pelo que se sabia até agora. Agora se sabe que é bem pior, pois uma pesquisa mostrou que mamães pés-de-cana acabam tendo seus sistemas imunológicos afetados. Não apenas isso, com esse tipo de dado dá para ter um vislumbre de como será o desenvolvimento dos neurônios dos seus filhos. E o prognostico não é nada muito legal, também.
Se vocês me acompanham há muito tempo, devem ter lido vários artigos sobre epilepsia. Alguns tratamentos com medicamentos, outros usando optogenética. Entretanto, para os casos bem graves, a ciência não descobriu um medicamento ou tratamento realmente efetivo. Ainda estamos tateando no escuro, mas parece que agora estamos perto do interruptor; ou, pelo menos, estamos indo até ele.