Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

ESTE ARTIGO É CONTRA-INDICADO A FILÓSOFOS QUE ACHAM QUE PRÓTESES SÃO EUGENIA

Nossos corpos são fantásticos mesmo nos menores movimentos. Se nosso cérebro fosse um computador, ele teria vários loops e sistemas recursivos para fazer movimentos simples, como o de uma pinça usando os dedos. Não apenas isso, mesmo no escuro, seu cérebro sabe onde cada membro está. Se você estiver num quarto escuro e fechar os olhos, se lhe disserem para juntar a ponta dos indicadores de cada mão sobre a cabeça, seu célbo se encontra lindamente. Se você, meu amigo, quiser ir urinar de noite, no escuro, não vai precisar ficar procurando o seu “amiguinho” (achar o vaso é outra história, o que fará a sua devotada cônjuge ter arroubos de loucura pelo chão todo molhado). O problema é que isso, apesar de parecer simples, é um problema para quem projeta próteses. O cérebro não as encontra direito. Mas isso parece mudar com uma nova tecnologia da Cleveland Clinic

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Um estetoscópio no cérebro para saber o que você tem na cabeça

No tempo da TV ao vivo, era um problema sério. Tudo tinha que ser resolvido na hora. Até mesmo as novelas eram ao vivo. Conta a Glória Menezes que ela tinha que dizer a fala dela olhando para a câmera, e a câmera ia se afastando. Era uma novela de época, e a Glória com aquele vestidão de direito. O problema é que o suporte da câmera engatou na armação do vestidão e à medida que a câmera ia recuando, a Glória Menezes teve que andar junto, ou ia cair no chão. E era AO VIVO! Já o finado ator Jaime Barcelos, durante um Tele Teatro (ao vivo, claro), numa cena que ele tinha que cair, o fez de mau jeito caiu e se machucou, quebrando a perna. Tiveram que retirá-lo de lá imediatamente. Então, pegaram um mané, o vestiram de médico, ele entrou, colocou o estetoscópio na cabeça do Jaime e vaticinou: “ele morreu, senhora”, removendo o ator dali e levando-o pro hospital.

Imagine se realmente desse para ouvir o que você tem dentro da cabeça. Sim, é bizarro o pensamento que podermos ouvir o que se passa lá dentro, mas nem é bem isso… quer dizer, até é, mas não no sentido de ouvir o que você anda pensando (nem queremos nos escandalizar tanto). Pesquisadores estão estudando as potencialidades de um estetoscópio cerebral. Ele não é como um estetoscópio per se, mas sim um algoritmo que traduz a atividade elétrica do cérebro em sons. E esses sons são traduzidos em ondas numa tela de comutador e podemos analisá-las. Mas calma, o artigo ainda não acabou!

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Pesquisa estuda como medicamentos opioides agem para não dependermos mais de medicamentos opioides

Ninguém quer sentir dor. Nem eu, nem você, nem o House. Tem horas que a dor é tanta que só apelando para opióides, analgésicos pancadões da mesma família que o ópio, com o mesmo inconveniente também. E ficar viciadão em analgésico opiáceo não é tão incomum assim. Seria legal se pudéssemos ter um analgésico boladão sem deixar você chapado e muito menos viciado na bagaça, né? Bem, pesquisadores do Reino Unido e do Japão identificaram como o sistema natural de analgésicos do cérebro poderia ser usado como uma possível alternativa aos opióides.

Péra, como assim “sistema natural de analgésicos do cérebro”?

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Tamanho e espessura fazem diferença, sim. Ao menos, no cérebro

Por definição, a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos; em que, durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Em termos mais leigos, seu cérebro buga, as correntes elétricas e neuroquímicas começam a agir de forma mais esquisita do que quando a sua esposa viu o nome da Suellen no seu celular (sim, vai ter neurocientista querendo me pegar de porrada por esta comparação).

Vários fatores são causadores de epilesias (sim, tem mais de uma) e, agora, foi descoberto que ela também está associada a diferenças de espessura e volume na matéria cinzenta de várias regiões do cérebro.

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Adolescente viciado em celular tem bioquímica cerebral zuada

Vício é um troço triste. As pessoas se viciam em todo tipo de coisa: álcool, tabaco, jogo, drogas e… celular. Sim, o celular pode ser um vício, pois seu uso dá sensação de prazer e satisfação. Claro, ter um celular não fará de você um viciado e um Ponto Frio da vida não é um traficante. Ter um celular não é ruim, usar celular demais é péssimo. Não, não tem essa desculpa de mostrar foto dos anos 40 com um monte de gente lendo jornal no bonde. Ninguém fica viciado lendo jornal, mas uso compulsivo é alarmante. Normalmente, os imbecis que compartilham a foto do pessoal lendo jornal não mostra que este mesmo pessoal não ficava com o focinho atochado no jornal 24h por dia, seja no almoço, jantar, na frente da TV em restaurantes etc.

Pesquisadores apresentaram recentemente uma pesquisa sobre o que acontece no cérebro de jovens com vício patológico de uso de celular.

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Como nossos olfatos viram memórias de longo prazo?

Feche os olhos. Pense naquele almoço de domingo, com aquele assado especial e a deliciosa sobremesa que sua avó preparou. Pense quando você foi ara o litoral e sentiu o cheiro do mar pela primeira vez ou quando você foi ao seu primeiro encontro e sentiu o cheiro da pessoa amada, toda perfumada. Nossa memória afetiva é excelente para guardar sons, imagens e até mesmo aromas. Todas essas memórias são armazenadas na memória de longo prazo (porque, DÃÃÃÃ, você se lembra por muito tempo). Mas como esses aromas são armazenados no cérebro por muito tempo? É o que uma pesquisa alemã procura responder.

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As diferenças dos cérebros humanos e demais macacos não são apenas o tamanho

Dá para perceber bem a diferença entre humanos e outros primatas só de olhar pra eles (embora não tanto se pegarmos apenas os comentários de portais de notícia). A principal diferença está no desenvolvimento do cérebro, embora a quase totalidade do cérebro seja parecida. Parecida, mas não igual. Mas quando e em que parte do cérebro começaram as mudanças? Bem, é o que uma pesquisa pretende explicar.

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Idade acaba com a gente e faz nos confundir com gente falando

Vamos ser honestos: não éramos para, naturalmente, vivermos tanto assim. Graças à Ciência, conseguimos uma bela longevidade, mesmo entre camadas mais pobres. O problema é que morrendo cedo não percebíamos o declínio da qualidade de vida e saúde., viver mais tempo é correr mais riscos de demência e Alzheimer, por exemplo.

Com o tempo, nosso cérebro já não é mais o mesmo. Nossa capacidade de acompanhar e entender a fala em ambientes ruidosos vai se deteriorando, com o mesencéfalo dando tilt e…

Mas que diabos é um mesencéfalo?

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Cães interpretam palavras da mesma forma que humanos

Cães nos acompanham muito antes de nós sermos o que somos e eles serem o que são. Quando o primeiro canídeo escolheu um hominídeo para ser companheiro (sim, ELES nos escolheram, e não nós). Durante esse caminhar, eles foram evoluindo e nós também. Eles melhoraram, nós nem tanto, o que não quer dizer muito, já que Evolução nunca significou melhoria.

Ao longo desses milhares de anos, cães aprenderam algo importante: comunicação. Não apenas de nos entender, nos acompanhar, nos dar carinho e dedicação. Eles realmente se comunicam à sua maneira e nos entende à nossa maneira. Se antes você tinha dúvidas, sim, eles nos entendem em nível verbal.

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Cientistas fazem chupeta na cabeça de paciente em coma

A moderna medicina intensiva faz milagres que há coisa de alguns anos parecia algo bizarro, digno de ficção científica. Ainda assim, lesões cerebrais são um problema sério e o coma um espectro que ronda as UTI do mundo todo. Eu não quero estar em coma, você não quer, ninguém quer. Quando um paciente está em coma, uma garra gelada segura nossa espinha. Morte? Vida? Viver como um vegetal e acabar sendo comida de vegans? Há uma série de variáveis. Será que médicos conseguiriam dar reboot no cérebro e fazê-lo pegar no tranco?

Existe uma técnica que nem é tão desconhecida assim: ultrassom (pois é, ele não é só pra saber o sexo do Maicojéquissom da Silva). Isso fez toda a diferença na vida de um homem de 25 anos.

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